sexta-feira, 20 de julho de 2012

O Bosque: Sobre Cosmologia


De milhares de anos atrás até hoje, olhamos para o céu (e para a terra também) em busca de respostas para aquelas perguntas básicas: De onde viemos? Como tudo começou? De onde vieram os deuses?

Existem teorias diversas, lendas, histórias de vários povos que procuram explicar a origem do mundo da forma mais próxima à “verdadeira”.

Infelizmente pra nós, não há uma única lenda que tenha sobrevivido à Idade do Ferro, explicando o começo de tudo sob uma ótica celta. Há sim, relatos falando sobre a capacidade dos druidas de criarem e destruirem o Cosmos (o que remete a algum tipo de rito), e de que um dia a água e o fogo prevalecerão sobre tudo.

Baseados nesses e em outros resquícios, e olhando também para a cosmologia de outros povos de origem indo-européia, alguns estudiosos recriaram versões do que poderia ter sido um mito (ou ao menos um dos mitos) de criação céltico.

Como já foi dito acima, a maioria dos povos possui sua versão. Ora, se povos diferentes, de países tão distantes entre si (até mesmo oriundos de diferentes continentes) contam histórias parecidas é porque algo de concreto existe ali, não é mesmo? E à medida que mais fatos, mais dados vão surgindo, mais essas histórias podem ser contadas.

Pois bem. E de que muitas delas falam? Falam de fogo e de gelo. De um gigante divino, que sacrificado tem seu corpo destroçado e transformado no mundo como o conhecemos. Falam também de um eixo central, uma gigantesca árvore (ou mesmo um pilar de pedra) que mantém o equilíbrio e a ligação entre os mundos de cima, do meio e de baixo, que são os mesmos três mundos do Druidismo. Falam de forças que ordenam e forças caóticas. E é preciso observar que não existe luta aqui, não há oposição. São partes de um todo equilibrado e harmonioso.

Faz sentido. Se há somente fogo, nada permanece, tudo arde e destrói. Se há somente gelo tudo para, tudo imobiliza. Podemos até fazer uma analogia com o funcionamento de nosso próprio corpo. Quando acordados ardemos, transformamos (às vezes até destruímos), e quando dormimos nosso corpo esfria e a cheia das marés do sub e inconsciente toma conta. Somos também fogo e água, o tempo todo, mas não só isso. Somos uma miniatura desse Cosmos vivo, cíclico e sagrado.

1 comentários:

Vinicius Pimentel Ferreira disse...

A coisa tá ficando interessante...

 
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