sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Práticas simples para fazer no Ano Novo

Costure um saquinho de pano branco, com linhas também brancas, formando um patuá. Coloque dentro dele três cabeças de alho e ponha na entrada de sua casa, de preferência sobre a porta, do lado de dentro. Troque o saquinho a cada sete dias.

- Relacione-se com pessoas que te deixam bem. Aquelas que passam uma energia esquisita, corte já.

- Faça um defumador com algumas folhas de louro e acrescente um punhado de açúcar e um de erva-doce, dizendo: “dinheiro e fartura”, ao defumar a casa de trás para frente, ou seja, dos fundos da casa para a frente.

- Faça da meditação uma prática diária. No primeiro dia do ano, acorde e medite.

- Apanhe três rosas vermelhas, retire as suas pétalas uma da cada vez e ponha todas para ferver em água filtrada. Depois que a água ficar morna, despeje em seu corpo, do pescoço para baixo, e tome banho normalmente. Os bons fluídos desse preparado trarão até você alguém que mereça a sua atenção. Jogue os restos do banho no lixo.

- Respeite seus limites e, se algo ultrapassá-los, reclame, abra a boca, não fique quieta(o). Guardar para si mesmo(a) pode até trazer doenças.

- Coma um prato de sopa de lentilha. Enquanto toma a sopa, diga: “Estou colocando dentro de mim a prosperidade de que necessito”.

- Controle a sua mente.

- Coloque-se em primeiro lugar e não se sinta na obrigação de agradar os outros.

- Espalhe pequenas moedas por todos os cantos do seu lar. Elas atrairão mais dinheiro, pois dinheiro chama dinheiro.

- Tenha apenas pensamentos positivos e afaste qualquer pensamento negativo. Procure não ver notícias negativas na tv, ler algo que faça mal ou assistir filmes pesados. Já temos tanta energia esquisita no mundo que não precisamos de mais dentro de nós.

- Alimente-se menor. Busque, sempre que possível, o que for natural. fuja dos alimentos processados.

- Procure manter uma atividade física diariamente. Faz bem para o corpo e para a mente.

- Tome um banho de mar para renovar as energias.

- Beba chá de alecrim. A bebida ajuda a combater o estresse físico e mental, condições de depressão, a gota, o reumatismo, colesterol, dores de dente, estômago preguiçoso e até enxaquecas.

- Beba mais água.

- Doe o que não usa mais. Não deixe energia estagnada em casa. mantenha somente aquilo que usa ou ama.

[Texto de Lua Azul]

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Órion

Conta-nos a mitologia grega que Órion era era um gigante dotado de uma grande força e de uma incrível habilidade no manejo do arco. Filho de Netuno e da ninfa Euriale, era o favorito de Diana ou Artemis, deusa da Lua e da caça, com quem quase se casou. O irmão de Diana, Apolo, por sua vez, se aborrecia com tal aproximação entre os dois, pois ela deixava de cumprir o seu trabalho, que era iluminar o céu noturno. Ele chegou a censurar diversas vezes sem nunca obter resultado.

Certo dia Apolo teve a oportunidade de se ver livre de seus aborrecimentos: percebendo que Órion vadeava pelo mar apenas com a cabeça fora d’água desafiou sua irmã, outra exímia caçadora, a acertar o alvo que distante se movia. Impecável em sua pontaria ela atingiu em cheio seu amado, cujo corpo já moribundo foi conduzido à praia pelas ondas do mar. Percebendo a fatalidade que havia cometido, Diana, em meio às lágrimas, colocou Órion entre as estrelas: o gigante trajado com um cinto, uma pele de leão, armado de uma espada e de sua clava, acompanhado por Sírius, seu cão e com as Plêiades fugindo do caçador.

As Plêiades eram ninfas do séqüito de Diana por quem Órion se apaixonou e perseguiu. Elas, desesperadas, só conseguiram escapar graças a Júpiter ou Zeus, que as transformou em pombas e então numa constelação do céu. Embora as Plêiades fossem sete, somente seis estrelas são visíveis no céu – nos conta a lenda que Electra não conseguiu suportar a dor de ver a cidade de Tróia, que fora fundado por seu filho, cair em ruínas e abandonou seu lugar. Suas irmãs se empalideceram diante de tal visão.


Abaixo se segue um trecho do poema de Henry Wadsworth Longfellow sobre a “Ocultação de Órion”, cujos versos expressam o momento em que suas estrelas são ocultas, aos poucos, pela Lua:


A rubra pele de leão caiu-lhe


Aos pés, dentro do rio. E a bruta clava


A cabeça do touro não fere


Voltado, como outrora, quando, junto


Ao mar, cegou-o Eunápio e em sua forja,


Procurou o ferreiro, e a rude encosta


Galgou penosamente, a passos lentos,


Fixando no sol o olhar vazio.



[Fonte: www.explicatorium.com/As_constelacoes_orion.php

www.observatorio.ufmg.br/dicas05.htm]

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Nordeste feito a mão


O Jornal O Bruxo Pernambuco não apenas trata de temas mágickos, como também trata da cultura de nosso estado e de nossa região. Tendo em vista isso, lá vai uma dica muito interessante de leitura baseada na cultura de artesanato no Nordeste.

A Editora Coqueiro apresenta o mais atualizado e completo guia do melhor artesanato que se faz no Nordeste do Brasil.
Um catálogo totalmente ilustrado com extensa pesquisa histórica, iconográfica, fruto de expedição por mais de 16 mil quilômetros, alcançando 120 cidades, entrevistando 420 artesãos, para resultar em documentários de TV já assistidos por cerca de 30 milhões de pessoas.
Este catálogo é um resumo daqueles documentários além de excelente pesquisa e valioso documento sobre a arte popular.
Um guia e roteiro para quem quer comprar artesanato ou simplesmente visitar e conhecer a mais forte manifestação cultural da região.

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

História do termo Magia


A palavra magia deriva do nome dos altos sacerdotes da antiga Pérsia (o atual Irã), chamados magi. No século VI a.C., os magi eram conhecidos por sua profunda sabedoria e por seus dons de profecia. Adeptos do líder religioso Zoroastro, eles interpretavam sonhos, praticavam a astrologia e davam conselhos aos soberanos a respeito de questões importantes. Quando os magi se tornaram conhecidos nos mundos grego e romano, eram vistos como figuras extremamente misteriosas, senhores de segredos profundos e de poderes sobrenaturais. Ninguém sabia na verdade, exatamente que poderes eram esses (afinal, eram secretos!), mas durante um longo tempo qualquer coisa considerada sobrenatural era tida como criação dos magi e chamada de magia. De fato, o próprio Zoroastro foi muitas vezes chamado de: O inventor da magia.

É claro que, na verdade, nenhum indivíduo e nenhuma cultura ¡solada inventaram a magia. Os procedimentos mágicos transmitidos de geração em geração ao longo dos séculos, tiveram origem em muitas civilizações, inclusive nas dos antigos persas, babilônios, egípcios, hebreus, gregos e romanos. A tradição mágica evidentes, como hoje a conhecemos, deve muito à troca de idéias entre membros de diferentes culturas.

Esse contato ocorreu com freqüência cada vez maior após o século 111 a.C., quando o general grego Alexandre o Grande conquistou a Síria, a Babilônia, o Egito e a Pérsia e fundou a cidade de Alexandria, no Egito, destinada a ser o centro intelectual do mundo antigo.


(Texto de Francisco Marengo)

sábado, 25 de dezembro de 2010

Deusa Vesta


Na antiguidade, fazer fogo nem sempre era fácil, e por isso a manutenção da chama - principal elemento do culto a Vesta - revestia-se de grande importância. Segundo a tradição, o fogo sagrado foi trazido de Tróia por Enéias, lendário herói grego, e preservado no santuário dedicado à deusa, em Roma. Neste recinto não havia imagem alguma da divindade, que era representada inteiramente pelo fogo, sendo este velado por seis sacerdotisas virgens chamadas vestais, encarregadas de mantê-lo sempre aceso. A deusa romana Vesta, protetora dos lares, identificava-se com a grega Héstia, e era mostrada nas pinturas inteiramente vestida, acompanhada, às vezes, de um asno. Seu culto era o mais antigo da religião romana e o que mais resistiu à influência cristã.

As vestais presidiam a Vestália, festival anual realizado entre 7 e 15 do mês de junho. No último dia dessa celebração fazia-se a limpeza ritual do santuário, e os maus augúrios só terminavam quando todo o lixo era depositado em um local especial, ou lançado no rio Tibre. As candidatas a sacerdotisas deviam ser filhas de pais livres e respeitáveis e não apresentarem nenhum defeito físico ou mental. Elas se iniciavam nos segredos da atividade religiosa entre os seis e dez anos de idade, e permaneciam a serviço da deusa durante trinta anos, período em que eram obrigadas a manter a virgindade. Além de zelar pelo fogo, as sacerdotisas deviam também preparar os alimentos sagrados e cuidar da limpeza e dos objetos do santuário, sendo castigadas fisicamente caso descumprissem essas obrigações. Penalidade mais severa era imposta às que porventura violassem o voto de castidade, pois nesse caso as infratoras eram condenadas à morte, ou então enterradas vivas.

As vestais desfrutavam de grande prestígio e inúmeros privilégios durante sua atividade, e embora pudessem se casar ao final dos trinta anos de sacerdócio, isso raramente acontecia porque o casamento com qualquer uma delas era considerado ato que atraía o infortúnio e a má sorte. Submetiam-se apenas ao colégio de pontífices, e em suas mãos eram depostos os maiores segredos, tanto particulares quanto de estado. As suas vestes eram de grande simplicidade, mas elegantes. Por cima do vestido branco que usavam colocavam um manto de cor púrpura que escondia uma de suas espáduas, deixando a outra desnuda.

O santuário de Vesta situava-se no Forum, perto da Regia, antigo palácio dos reis romanos, e seu formato circular lembrava as primitivas cabanas italianas. Somente as vestais tinham livre acesso a seu núcleo, mas uma vez por ano, durante a Vestália, as mulheres casadas podiam visitá-lo, razão pela qual, na época de Augustus, construiu-se diante do templo o Atrium Vestae, uma espécie de vestíbulo de recepção.

Os mitólogos lembram que não se deve confundir a antiga Vesta, isto é, a Terra ou Titéia, mulher de Urano, com a virgem Vesta, deusa do fogo ou o próprio fogo, mas isso é muito freqüente. Vesta, deusa do fogo, tinha um culto que remontava a mais alta antiguidade. Os gregos iniciavam e finalizavam todos os seus sacrifícios adorando-a, invocando-a antes de todos os outros deuses. Em Corinto havia um tempo consagrado a ela, mas desprovido de estátuas, vendo-se apenas, no centro do mesmo, um altar para os sacrifícios celebrados em sua honra. Seu culto consistia principalmente em alimentar o fogo que lhe era consagrado, para impedir que se apagasse.

Numa Pompílio (715-673 a.C.), segundo rei de Roma, fez construir para ela um templo em forma de globo, imagem do universo. Era no meio desse templo que se alimentava o fogo sagrado, visto como o penhor do império do mundo. Ele era renovado todos os anos, no dia primeiro de março, mas se por qualquer motivo se apagasse, só poderia ser ateado pelos raios do Sol, por meio de uma espécie de espelho. Quase mil anos depois, o imperador Graciano, que reinou de 367 a 378 da era cristã, iniciou as hostilidades ao culto da deusa, que foi oficialmente proibido por seu sucessor Teodósio. Em razão disso, no ano de 394, o fogo de Vesta se apagou para sempre, e com isso a lembrança da deusa também desapareceu da memória dos povos que antes a haviam reverenciado.

[Texto de Fernando Kitzinger Dannemann]

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Por quais métodos pode acontecer a Drenagem de Energia

Contato Físico

A drenagem de energia via contato físico baseia-se justamente em um contato corpóreo com o alvo, como são comumente chamadas as vítimas das drenagens.

O indivíduo que tem a intenção de drenar a energia vital de alguém, por esse método, usa as “ferramentas” típicas dos antigos e míticos imortais bebedores de sangue: o romantismo, a sedução e o erotismo e claro, uma boa dose de persuasão.

Depois de persuadida e encantada por todos os artifícios desses seres, a vítima torna-se, em algum grau, uma espécie de zumbi, apenas dando ouvidos ao seu amado galante.

Durante seus momentos íntimos, quando estão abraçados, beijando-se e durante as relações sexuais, em especial, durante os espasmos, que a drenagem tem seu ápice, pois são nesses momentos de excitação maior que a energia flui, também, com maior facilidade.

O alvo devidamente iludido pelo seu amante apaixonado, dificilmente perceberá que ele ou ela deseja nada além de sua energia; e será um alvo contínuo, já que a energia vital é perfeita e facilmente recuperável.

Contato Visual

A drenagem de energia vital por contato visual é uma das mais utilizadas pelos nossos “caninos etéreos saltitantes”.

Esse método não requer tanta exposição por parte do sujeito intencionado, em contraste ao caso anterior; os seres que usam esse meio de sucção de energia vital não precisam ser românticos, sedutores, eróticos e muito menos ser persuasivos.

Os indivíduos desse grupo precisam apenas de um bom contato visual e concentração; pronto, isso é tudo que é necessário pra se fazer à ponte de ligação entre os dois e saciar nosso exemplar. Ele ou ela só irá ter que se dar ao trabalho de não se distrair e de não levantar suspeitas sobre si próprio. Afinal, alguém olhando pra você com um olhar fixo continuamente pode resultar em duas coisas, ou o alvo irá se retirar do local e por um fim no processo de drenagem ou irá se apaixonar por ele.

Por esse motivo, nossos exemplares são muito e por que não dizer, extremamente cautelosos em suas drenagens; alguém bem treinado nas artes do dreno visual pode absorver as energias que precisa sem se quer olhar para o alvo e pode fazer vários alvos ao mesmo tempo.

Contato a Distância

Nossos mais avançados candidatos ao posto de “Conde Drácula Etéreo” podem querer buscar suas vítimas um pouco mais longe do que os últimos casos citados. Não que eles tenham um poder aquisitivo maior que os outros para viajar grandes distâncias, mas, por sua capacidade avançada de concentração.

Os exemplares desse terceiro grupo não precisam de nenhum dos pré-requisitos dos grupos anteriores, exceto a concentração; também precisam saber a localização geográfica do alvo, a partir disso, seus corpos astrais, quando do momento da sucção, serão unidos e a drenagem terá início.

Tão sutil quanto todos os outros esse método tende a ser o mais eficaz, pois, além do alvo não saber o porquê de estar perdendo energia, jamais saberá que está sendo alvo de um vampiro psíquico.

Com a vantagem de ser o método mais eficaz de drenagem, é também o mais desgastante por conta do esforço mental do sujeito. Os indivíduos que preferirem esse meio de drenagem precisam alimentar seus corpos físicos muito bem, na proporção do esforço.

Não existe um risco propriamente dito em drenar energia vital de pessoas, mas, como um rato que, atraído por uma boa comida baixa a guarda de sua segurança e paga o preço da morte por sua displicência, um vampiro psíquico ou psyvamp, pode acabar tendo problemas físicos e mentais se entrar em uma mente... não tão incauta como parece.

Demência pode ser um exemplo prático de problemas etéreos/físicos em um psyvamp.

Alguém que pretende se ligar com o corpo astral e a mente de outra pessoa, poderá descobrir que essa viagem virá a ser mais danosa do que divertida.

Afinal, que segredos, mistérios e uma série de outras coisas podem ser encontradas na mente dos outros?!

Portanto, acho que um alerta é bem-vindo: mente e coração dos outros é terra que ninguém pisa!

Mas uma coisa é certa, a experiência nunca será de todo ruim!

Não existe necessariamente um meio de impedir que nossa mente seja visitada por esses tipos de seres indesejáveis, mas há alguns encantamentos e sortilégios que evitarão que esses visitantes não mais retornem a lhe perturbar; a criação de escudos e outros tipos de barreiras contra pesadelos e seres que fazem travessuras a noite podem evitar que seu sono e sonhos não sejam perturbados por esses seres.

[Fonte: Material de apoio do ESP-PE de agosto/2010 - Anderson Enigma]

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Filosofia maçônica

Em "Lições de Filosofia e Maçônica" o Irmão Moisés Mussa Battal, traz diversas e importantes definições sobre o tema.

"A filosofia maçônica separa o valioso do sem valor nas doutrinas e sistemas que a História conheceu; o permanente, constante, do arcaico, e o proveitoso para o homem e a sociedade do inútil para ele.

A filosofia maçônica coloca o homem no centro de sua preocupação e trabalha pela crescente melhora de suas condições vitais.

A filosofia maçônica nos incita a procurar para o homem a dignidade, o decoro, a consideração e o respeito `a sua personalidade, cinzelada nas contingências da vida, enquanto ela se desenrola em torno de um temperamento, de uma vontade, uma inteligência e uma vocação.

A filosofia maçônica deseja que o ser e a existência do homem girem em torno de três valores superiores que a História destacou como as maiores conquistas da humanidade: liberdade, igualdade e fraternidade. Ela pondera mais que nenhuma outra, dentre as três, a fraternidade, pela transcendência e os benefícios que implica e abarca tanto na esfera do individual como no coletivo.

A filosofia maçônica quer defender o homem da ignorância e da incultura, dos temores e das necessidades, da exploração e das injustiças, do fanatismo do dogma, dos tabus sobretudo da opressão e das tiranias interiores e exteriores de qualquer classe.

A filosofia maçônica deseja situar o homem numa sociedade onde reine a ordem e o trabalho, a igualdade de possibilidades e de oportunidades, a paz e o progresso, a competência não bastarda, mas que desenvolva as capacidades e as iniciativas, e a cooperação e a solidariedade contidas em seu ser. Quer prepara-lo para viver e atuar inteligente e construtivamente num regime democrático e conseguir a melhora e o aperfeiçoamento deste seu regime, de maneira que alcance o que ele ofereça nos campos econômico, social, cultural e político. E defende o regime democrático porque, até agora, é o que melhor se apresentou. E o quer total e não parcial.

A filosofia maçônica quer faze-lo sentir e segurar e incorporar a seu ser e existência esta noção da independência, da interação, da intercomunicação dos indivíduos e dos grupos e dos povos da humanidade. Ao procurar-lhe esta consciência está fundamentando a fraternidade humana, a paz e a solidariedade.

A filosofia maçônica mostra ao homem o incalculável valor da arte de pensar bem e do domínio humano, pelo saber, sobre a natureza e a sociedade. Ela lhe mostra, também, o valor incalculável do livre exame e da dúvida metódica e o domínio sobre os meios e instrumentos que reclamam uma ação sábia, prudente e eficaz. Evidencia e demonstra-lhe que a ciência e a lógica, em que pese sua eficiência e utilidade, não satisfazem toda a ânsia humana de saber nem sobrepujam nem superpassam as contingências na existência humana. Demonstra a ele que o concerto harmônico de cérebro, mão e coração é superior a todo intelectualismo enfermiço, a todo falso ou aparatoso romantismo, a todo predomínio controlado da técnica desumanizada. Procura fazer que sua vida se deslize dentro do triângulo áureo da verdade, do bem e da beleza. E que uma vez organizada e afinada sua vida, ela se ponha ao serviço do bem comum. Forma homens, forma dirigentes, forma combatentes pela verdade e o bem. Acende no homem sua fé e seu entusiasmo em torno das possibilidades de superação que há em todos os indivíduos e em todos os povos. Consolida sua crença em que o superior emerge do inferior e em que um transformismo meliorativo, que melhora a condição humana, é factível não sòmente na condição humana, mas em toda ordem de coisas. Trata de dissipar nele toda burla e perda do sentido de universalidade, todo resto de cepticismo infecundo e sobretudo toda mostra de dúvida constante e cega, pirrônica. Sustenta no homem sua adesão insubornável aos poderes do entendimento e da razão, mas sem menosprezar os aportamentos empíricos da experiência. Leva-o a apoiar-se num positivismo científico e não estacar-se no exercício da meditação e das lucubrações nos campos metafísicos da ontologia, da gnoseologia e da axiologia. Reforça suas preocupações e seus estudos comparados em torno das religiões para retemperar nela a tolerância; respeitar a inata religiosidade e abraçar um deísmo ou um gnosticismo eqüidistante do ateísmo estéril e do teísmo anticientífico e antirracional, sempre eivado de sectarismo e de proselitismo anacrônicos. Ele é levado a assumir uma atitude tolerante frente ao magismo, ou seja, à magia e à parapsicologia; mas também evitar que se entregue com entusiasmo infundado estas ocupações; logo verá, diz, a luz pelo caminho da investigação nestes casos em particular.

A filosofia maçônica está ao lado do espiritualismo, sem deixar de considerar e ponderar o que houver de valioso e provado nas correntes materialistas. Adere ao postulado que está acima do individualismo e do coletivismo obsecado e segundo o qual o indivíduo existe em, por e para a sociedade e esta, ou seja, a sociedade, existe por e para o indivíduo. Exalta a preocupação pela existência humana, seus problemas, suas preocupações, suas esperanças, mas sem cair nas garras do existencialismo, sobretudo do pessimista tétrico e aniquilador.

Confirma no homem a necessidade da organização e da hierarquia, da direção, da subordinação, dos regulamentos; da conseqüente seleção no ingresso e na ascenção, até a formação de um agrupamento humano de elite. Da disciplina consciente e aceita; da divisão do trabalho e da cooperação e da solidariedade institucionais.

Recorre aos continentes constantes, símbolos, números, alegorias, rituais etc., para moldar neles os conteúdos circunstanciais das épocas históricas e manter assim a persistência das doutrinas e dos costumes, conforme à lei de constante mudança e do vaivém ideológico e das modas imperantes. Reforça o caráter prospectivo do homem e a vantagem de que se fixem metas e fins preestabelecidos em sua existência, objetivos e fins que possa alcançar, utilizando o poder, o saber, a estabilidade emocional e a serenidade.

Aproxima-se a filosofia maçônica do socratismo e do aristotelismo e mais, ainda, do estoicismo e do senequismo, às posições renascentistas e racionalistas; inviolavelmente adicta a Ilustração ou Iluminismo; ligada estreitamente ao criticismo kantiano; ao espiritualismo; ao positivismo e, particularmente, ao evolucionismo e à filosofia da vida; ela se retira certa e efetivamente da órbita de Nietzsche e de Marx, de Sartre e de Camus que atentam contra a personalidade humana; e tem contatos, em compensação, à distância, com o intuicionismo e os movimentos fenomenológicos prospectivos e axiológicos.

Esta é, numa síntese abreviada, muito reduzida e quase esquemática, a relação de como a filosofia maçônica enquadrou-se na filosofia geral e extraiu estas posições e destas tendências".

[fonte: Loja São Paulo 43]

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Árvore Sagrade de Glastonbury pode sobreviver a profanação

The Holy Thorn after the attack

Recentemente uma notícia foi publicada pelo site inglês This is Somerset, deixou um pouco de esperança a todos que se revoltaram com o ato de vandalismo a Árvore Sagrada, Holy Thorn, em Glatonsbury. O ato ocorrido no último dia 09 repercutiu no meio pagão como uma bomba, porém apenas teve repercussão total aqui no Brasil na última semana, pois não obteve repercussão na mídia nacional.

Na última semana um perito visitou pela última vez o local para a última análise, a fim de dizer se a planta poderia ter uma chance de sobreviver ou não. Para alegria de muitos a resposta foi sim. O arborista Peter Wood Frearson disse que as feridas da árvore teriam sido revestidas por uma resina e cera de abelha, além da árvore ter sido ajustada para protegê-la da geada.
A expeculação dela não sobreviver se deve ao fato de que caso os cortes tivesse afetado o sistema de circulação de seiva gravemente, a árvore poderia não mais se reculperar.

Na primavera, a terra ao redor da árvore será comberta com farinha de ossos para alimentar as raizes, além de um sistema de proteção da raiz para que a pelanta possua maiores chances de reculperação. As chances de sobrevivência da árvore estão por volta de 75%, afirma o senhor Wood Frearson. As espectativas são de que ela comece a se renovar nessa época.

Um membro público, Richard Chisnall, sugeriu que os ramos devam ser usados para se criar mudas e assim plantá-las na cidade. "Apesar das pessoas que fizeram isso com más intenções, eles acabaram por unir toda a população e pessoas em todo o mundo por essa causa".

"Os ramos cortados da árvore foram reculperados e armazenados na abadia da cidade para que a população decida o que fazer com eles", disse Katherine Gorbing, diretora da Abadia de Glastonbury. Sugestões podem ser feitas de qualquer pessoa do mundo através de um grupo no Facebook (Holy Thorn) ou através do e-mail holythorn@glastonburyabbey.com.

Eclipse da lua marca solstício de verão no Brasil



SÃO PAULO - Na madrugada desta terça-feira, um eclipse total da lua foi visto em todo o mundo, inclusive no Brasil. De acordo com a Nasa, a América do Norte teve uma visão privilegiada do fenômeno.
No Brasil, o eclipse lunar, o único deste ano, teve início por volta das 4h30 (horário de Brasília) desta terça-feira, 21. Às 5h10, praticamente um terço da Lua já havia sido coberto pela sombra da terra, visão obtida do Mirante de Santana, na zona norte da capital paulista.
Da América do Norte até a Islândia, o eclipse da Lua foi observado durante mais de uma hora. Alguns lugares puderam ver só o começo, outros somente o final. Um eclipse lunar só é possível durante a Lua cheia. Quando o Sol, a Terra e a Lua estão bem alinhados, o satélite natural pode ficar momentaneamente privado de luz solar, caso esteja no cone de sombra da Terra.
O eclipse total da lua ganha especial significado neste ano. Desde 1554 não coincidia com o solstício de inverno, no hemisfério norte. No hemisfério sul, temos o solstício de verão na mesma data.
[Fonte: O Estadão.com.br]

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Asfódelo

O asfódelo ou gamões é uma planta liliácea, hermafrodita, do gênero Asphodelus, que compreende 16 espécies herbáceas, bianuais ou perenes, oriundas do sul e centro da Europa, das quais a mais conhecida é a Asphodelus albus que, nativa do Sul da Europa (de Portugal aos Bálcãs) e do norte da África, é cultivada como ornamental (floresce de abril a junho) e para produção de álcool. Na Grécia, os asfódelos eram colocados nas tumbas dos mortos e empregados nas cerimônias fúnebres, acreditando-se que facilitavam a passagem dos defuntos aos Campos Elísios, que se supunha atapetados dessa planta.

Flores das pradarias do Hades, são consagradas a esse deus e a Perséfone. Os próprios antigos não tinham clareza das razões para isso e às vezes cortavam ou corrigiam a expressão "campo de asfódelos" para fazê-la significar "campo de cinzas" ou "campo de decapitados".

Por tirar-se álcool dessa planta, talvez, o asfódelo representaria a perda de juízo e dos sentidos, característica da morte. A associação também pode se dever à facilidade com que cresce em ruínas e cemitérios, já que são rejeitadas pelos animais de pasto (embora sejam comidos por porcos e javalis). Considerada como o alimento favorito dos mortos, os antigos costumavam plantá-las perto das tumbas

Apesar de os antigos terem lhe atribuído um cheiro pestilento - sob a influência, talvez, de uma associação com a idéia de morte - o perfume do asfódelo assemelha-se ao do jasmim. Victor Hugo evocou esse perfume em Booz adormecido (Booz endormi) numa "penumbra nupcial" (Ela, fora da vida, e eu, semimorto) na qual a velhice, a dúvida, o enfraquecimeno dos sentidos contrastam com a expectativa do amor:

Um fresco perfume desprendia-se dos tufos de asfódelos;
Os sopros da noite flutuavam sobre Galgala...
Ruth sonhava e Booz dormia; a erva era negra...
Fonte: Jean Chevalier e Alain Gheerbrant, Dicionário de Símbolos, Rio de Janeiro: José Olympio, 1988.

domingo, 19 de dezembro de 2010

Novas edições do Jornal O Bruxo Pernambuco

As versões impressas do Jornal O Bruxo demoraram, mas finalmente estão prontas. No Portal O Bruxo o editor responsável pela edição do folheto, Rafael Nolêto, explicou que por causa de diversos fatores como a conclusão de sua monografia e outras atividades as revistas demoraram. As revistas são referentes aos meses de Outubro e Novembro, onde trazem matérias interessantes como todo o envolvimento do Druidismo (outrubro - 47) e entrevistas, bruxos solitários, entre outros (Novembro - 48).

Para quem quiser aparecer no Portal O Bruxo basta apenas tirar uma foto sua segurando a revista e mandar para o e-mail rafaellugh@gmail.com.

Para baixar gratuitamente as versões em pdf, basta apenas clicar nos links abaixo.





sábado, 18 de dezembro de 2010

Resposta a um leitor.

No texto publicado aqui pelo blog - A mentira nas Telas - um comentário foi feito por L.Gabriel, o qual segue abaixo:

"Bom, eu acho que vc esta meio enganado, pois como um bom amante de filmes e seriados eu entendo o que se passa na nos produtores de filmes.
A maioria dos filmes que há o oculto, tb há coisas ocultas, principalmente em constantine, o tanto de coisa oculta que há naquele filme é impressionante, agora Harry Potter, o que tem contra Harry Potter? Se o filme foi baseado nos livros Jardim Alquimico, o tanto de mitos e coisas ocultas que passam nesse filme tb é impressionante.
O seriado Supernatural, que foi o mais citado por vc, bom, o seriado não é perfeito, mas é só uma ficção...Imagine se fosse igual a realidade,os espíritos não iriam ser vistos, eles iam purificar os lugares fazendo rituais e tals, que graça ia ter? Ele foi feito pra vender não para que todos saibam a realidade de nosso mundo. As bruxas são más pela influencia cristã, os demônios tb. Isso apavora as pessoas? Sim, apavora sim, mas o seguinte,de que adianta tentar mostrar a verdade pros outro? Se o que há desde a raiz é influencia cristã? Eu acho que vc não deve ligar pra isso, acho que vc deve viver, continuar praticando sua arte e esquecer o que os outros pensam dela, lutar já nem dá mais.
Só em 2012 agora...[:P]"

L.Gabriel, entendo o que você disse, mas o que me referi no texto foi o ato do marketing através da difusão de uma ideia deturpada, como é o que acontece com a Bruxaria. Diversos filmes, não só os que envolvem o tema, possuem coisas ocultas, isso é uma coisa absolutamente normal, já que grande parte da cultura pagã e mágicka permaneceu durante vários anos sobre pequenas formas na sociedade, coisa que perdura até os dias atuais. Um mito, nada mais é do que um exemplo vivo disso. No filme Constantine realmente há coisas ocultas, muitas coisas que pude identificar, um dos exemplos é a antiga denominação de uma espécie de demônio em especial, Askar. Nos livros e filmes de Harry Potter, os quais gosto muito particularmente, possuem grandes formas de mitos, diversos elementos da cultura européia (principalmente), além de diversos conceitos interessantes. Porém, em nenhum momento me referi que estes não tinham coisas ocultas, mas sim o que me referi foi a difusão errada de diversos elementos, o capitalismo através do nome do paganismo.

Sobre o outro assunto que você citou. Lógico que entendo que seja ficção, até por que a ficção é o que realmente move os grandes filmes, isso pode ser visto por todos. Porém o que tratei a cerca do seriado Sobrenatural foi a falha que ele cometeu contra si próprio, visto que ele se contradiz em diversas coisas no decorrer do seriado com a sua mudança de temática, que começou com mitos e lendas urbanas até atingir a temática cristã.

O uso capitalista dos conceitos da Antiga Crença é uma realidade. Em nome disso grandes produtoras de filmes lucram muito no decorrer dos anos. Isso é totalmente proveitoso para eles, porém a verdade é essa. No meu texto não tentei expor uma solução para a situação, que no contexto atual é praticamente impossível que isso acabe, mas sim evidenciar o fato. Não venho por meio deste texto criar um revolução contra tais filmes, mas sim apenas explanar um tema que é muito frequente em nosso dia: Os resquícios da deturpação do Paganismo. Porém querendo ou não, a explanação de conceitos de forma mais exposta também move grandes coisas, como é o caso dos filmes O Código da Vinci, Avatar, As Brumas de Avalon, filmes que tratam de maneira mais aberta os conceitos do paganismo, além de serem filmes de grande sucesso nas bilheterias. Ou seja, não é o assunto do filme que o faz ser um sucesso, mas sim a maneira como é abordado.

Espero ter esclarecido alguma coisa, caso não é só comentar novamente que podemos trocar informações. Visto que essa é a melhor maneira de se criar um conhecimento, o debate de pensamentos opostos com respeito.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Recompensa para quem ajudar na identificação dos vândalos da Árvore Sagrada

O Site da BBC News publicou na pultima terça-feira, 14 de dezembro, a criação de um fundo monetário para tentar descobrir que são os responsáveis do vandalismo causado a Árvore (Salgueiro) Sagrada, Holy Thorn, no último dia 09. A notícia repercutiu internacionalmente, mas apenas veio ser divulgada em alguns sites e blogs pagãos esta semana.

O projeto criado pela prefeitura de Glastonbury foi uma das maneiras que eles encontraram de tentar ajudar nas buscas dos culpados, as doações serão oferecidas como recompensa a quem ajudar no caso. Até agora a polícia que está cuidando do caso não divulgou nenhuma nova notícia. Caso ninguém seja identificado, o dinheiro será utilizado para a replantação e a proteção das outras árvores do local, Holy Thorns.

O fundo foi instituido pela Câmar Municipal de Glastonbury, que diz ter recebido telefonemas e e-mails de todo o mundo oferecendo ajuda. "As pessoas estão muito irritadas com tudo isso. Não importa qual a crença que qualquer um tenha, ele era amado por todos" declara o prefeito da cidade, John Coles.

Acredita-se que até agora milhares de pessoas foram ver de perto o ato brutal de intolerância religiosa acontecido no local. Uma cidadã local, Dora Matthson, disse que este era o fato mais triste que havia acontecido no local em todos os 60 anos em que ela viveu lá.

O Jornal O Bruxo Pernambuco divulgara todo o caso, com publicações dos resultados da investigação policial, entre outros fatos. Para entrar em contato com nossa equipe, o e-mail se encontra no link "Fale Conosco".

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Árvore Sagrada é vítima de vandalismo em Glastonbury


A notícia que vem circulando em quase todos os sites pagãos abalou diversos praticantes e causou enorme revolta. Na última quinta-feira, 09 de dezembro, uma história de aproximadamente 2000 anos teve um fim trágico. A famosa árvore chamada de "Espinheiro Sagrado de Glastonbury" foi encontrada destruída pela ação de vândalos. Relatos dizem que a árvore teria sido plantada por Joseph de Arimatéia há 2000, e era um centro de veneração de pagãos de todo o mundo, além de alguns cristãos que também visitavam a sagrada árvore.

Na quarta-feira, 15 de dezembro, foi feito uma celebração de honra a árvore, tanto no local em que ela estava, por pagãos locais, quanto na Igreja de São João onde um galho de outras árvores sagradas foi cortada para a rainha. Esta é uma tradição que remonta mais de 100 anos, em que a rainha coloca um raminho da árvore em sua mesa de de jantar no dia de Natal.

A revolta que isso acarretou na sociedade pagã foi imensa. Em entrevista Wendy Plumtree disse a seguinte frase: "Ver essa crueldade foi como um daqueles momentos em que você fecha os olhos e abre novamente para ter certeza de que eles não estão te enganando". Aqui no pais, o pagão Fergus Henrique (já entrevistado por este blog) disse: “Até quando as pessoas vão continuar com esse pensamento antropocentrista, gerado pela era cristã, de achar que o homem só será julgado pelos males que causam aos outros homens, esquecendo que antes da humanidade, o planeta, a vida, a natureza já existia? Vamos enxergar antes que seja tarde!”

A Sociedade Druida no país já se manifestou sobre o assunto e disse que fará de tudo para que os culpados sejam achados. Até agora a polícia não possui nenhum suspeito, porém ela acredita que tal ato possa ter sido feito por fanáticos religiosos cristãos, para assim demonstrar sua revolta frente a volta da cultura pagã na Grã-Bretanha, como exemplo o reconhecimento do Druidismo como religião oficial do país a pouco tempo.

A seguir se encontra o vídeo produzindo pela BBC mostrando a destruição da mesma.


Logo abaixo também se encontra um vídeo amador da celebração feita em homenagem a Árvore Sagrada.


quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

A luta de Hórus e Seth

Hórus já era um homem feito quando Ísis veio a ter com ele novamente, ela o ensinou a entrar em comunhão com o pai em Amentet (mundo dos mortos), e foi com Osíris que ele, Hórus, aprendeu a lutar e usar o arco e a flecha aprendeu a cavalgar e a domesticar os leões. Certa manhã a deusa Hator, filha de Rá, veio até o Nilo e avistou Hórus se banhando. A imagem do deus fez com que ela cantasse e dançasse de excitação e toda pessoa que ela fitava imediatamente se apaixonava.

Ela passou a ficar muito próxima de Hórus desde então, e ele nutria por ela o mesmo interesse. Mas ela não era a única a se apaixonar por Hórus. Néftis à muito tempo já havia deixado Seth e este casou-se pela segunda vez com Tauret (a mais antiga deusa da fertilidade). Quando Tauret soube sobre o jovem e viril falcão de Tebas, logo foi procurá-lo para fazer dele seu marido. Seth que já não gostava de Hórus por sua descendência e por medo de que o menino-falcão viesse cobrar o trono de seu pai, ficou ainda mais furioso com a notícia de que sua esposa tivesse o procurado. Enfurecido Seth colocou a coroa de guerra, pegou sua adaga e foi à procura de Hórus, como quem caça um javali. E a hora chegou, mas a luta entre Seth e Hórus seria longa e angustiosa; uma briga que aparecia não ter fim, na qual um e outro infringiam tanto mal como o que recebiam do seu adversário. E eles lutaram. Durante oitenta anos, suas facas se chocaram. Lutaram brandindo as clavas e atirando flechas. Os dois deuses emergiam do Nilo como homens, de pé sobre o dorso de crocodilos. Transformaram-se em Ursos, mordendo e dando patadas, transformaram-se em cobras, em feras selvagens, em asnos em falcões e leões. Transformados em hipopótamos, mergulharam nas águas claras do Nilo, apiedada, Ísis fez sua própria lança e, sem saber qual dos hipopótamos era seu filho, fincou sua arma nas costas de Hórus. Hórus precipitou-se das águas como uma pantera selvagem e correu atrás de Ísis, que fugiu como uma gazela amedrontada. Finalmente ele a apanhou, ergueu a faca e com um golpe arrancou-lhe a cabeça. Percebendo o que fizera, que sua cólera o traíra e que ferira Ísis mortalmente, Hórus deixou cair a arma e correu para as montanhas com a intenção de nunca mais voltar. Toth desceu a Terra e com palavras de magia colocou uma cabeça de vaca sobre os ombros de Ísis e a ressuscitou. Seth seguiu Hórus e o encontrou dormindo, sob o luar, debaixo de uma tamareira. Hórus acordou tarde demais, Seth já havia o agarrado. Com sua adaga que já havia rasgado Osíris, Seth arrancou os dois olhos de Hórus jogando-os ao sopé da montanha.


Hator, a deusa da festividade, da dança e da alegria encontrou seu amado Hórus deitado com a face virada para baixo. Ela começou a dançar e cantar para alegrar o deus. Quando viu que o deus-falcão estava sem os olhos, espremeu seu peito até que até as cavidades oculares de Hórus. O leite da deusa fez com que Hórus voltasse a ver. Tão penoso foi o combate entre Seth e Hórus que Toth, o deus da Lua e a divindade da ordem e a inteligência, se apiedou dos combatentes e interveio para mediar na disputa, levando ambos ao tribunal dos deuses e fazendo comparecer também Osíris, para que todos pudessem ouvir as razões de um e dos outros. O tribunal sentencia que, na longa e controversa vista da briga entre Seth e Hórus, que durou nada menos que oitenta anos, os direitos sucessórios de Osíris pertencem a Hórus. O filho póstumo de Osíris recuperava o que correspondia pela sua linhagem: a sucessão no trono de Egito. Assim, o filho era reconhecido pela divindade como soberano indiscutível, dentro da tradição clássica que adjudicava aos reis e aos reinos um sentido de vontade divina. Por esta sentença, Seth perde o seu poder sobre as terras negras e férteis do Egito, voltando a reinar apenas na terra vermelha, mas ele não é castigado nem afastado do mundo.

Seth passa a ser também uma divindade necessária ao ser acolhido por Rá, para que se ocupe nos céus de alternar a noite com o dia e deixe que sejam os reis os que governem sobre a terra.

Hórus, por sua vez, engendra quatro filhos: Imset (Amsiti), Hapi, Duametef (Tuemeft) e Quebsnauf (Kevsnef). Estes filhos, que acompanharão Osiris nos julgamentos aos mortos, também cuidam dos quatro pontos cardeais e se ocupam de velar pelas necessidades e pela saúde das entranhas de Osíris.

Postado por Lara

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Regressão a "Vidas Passadas" e Expansão da Consciência

Artigo publicado na Revista Sintonia Holística

Das técnicas de Expansão de Consciência, a Regressão é a mais conhecida, tendo ganhado força como técnica psicoterapêutica a partir dos anos 70, graças às pesquisas realizadas por expoentes da Psicologia Transpessoal. Entretanto, ela é utilizada pela psicanálise, através de hipnose, desde os tempos de Freud, para facilitar o acesso às memórias pregressas, recentes ou remotas, reprimidas no inconsciente da pessoa.

Com o progresso das pesquisas sobre o nascimento e a vida fetal realizadas no mundo inteiro, sobretudo as de Leboyer e Tomatis, que comprovam que o feto, desde o ventre materno, tem uma consciência, a regressão passou a ser utilizada também para se recuperar memórias dessas fases da vida humana.

Mais recentemente, graças aos avanços da Psicologia Transpessoal, sobretudo os estudos realizados por Stanislav Grof, e o "boom" do misticismo esotérico, desencadeado pelo intercâmbio de conhecimentos entre o mundo ocidental e o mundo oriental que permitiu um acesso mais amplo à filosofia da reencarnação, outras técnicas de regressão foram surgindo com o objetivo de acessar as "memórias de vidas passadas", para fins terapêuticos. Entretanto, o primeiro a realizar um trabalho de "regressão a vidas passadas" foi o francês Albert de Rochas, que utilizou uma técnica de indução a estados de transe e cujo livro, "Les Vies Successives" (As vidas sucessivas), editado em 1911, causou grande controvérsia.

Métodos e Enfoques

Existem, atualmente, vários tipos de métodos utilizados pelos terapeutas de regressão: a hipnose profunda, a indução magnética do transe, o relaxamento profundo, a viagem imaginária e a respiração holotrópica. Com relação aos seus meios e fins, todos são utilizados vinculando-se ou não com práticas religiosas, místicas, adivinhatórias e afins. Isto é, os métodos tanto podem se fundamentar numa filosofia reencarnacionista, quanto no conceito de memória genética ou nas teorias do inconsciente freudiana e yunguiana.

Nos dois últimos casos, isto é, os que se baseiam no conceito de memória genética e/ou nas teorias do inconsciente, a finalidade é exclusivamente terapêutica, podendo intercalar sessões de regressão com sessões de psicoterapia verbal. Em todos os casos, o enfoque pode ser cognitivo (percepção) ou catártico (purgação).

No enfoque cognitivo, a indução é feita através de frases que criem e reforcem um estado de calma e tranquilidade. O objetivo é ajudar a pessoa a verbalizar o que está acontecendo, o que está percebendo, sem emoção. Isto possibilita a intelectualização dos conteúdos que emergem, sem que a pessoa se veja envolvida na situação.

O enfoque catártico permite que a pessoa reviva os acontecimentos e expresse suas memórias, liberando as emoções que estão registradas em seu corpo físico, que também tem uma consciência. Nesse caso, a compreensão não é apenas intelectual, mas profunda.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

A mentira nas telas


Uma das coisas que mais chama atenção das pessoas através dos tempos é o medo do desconhecido, o mistério que ronda esse mundo que pouco se tem conhecimento, as coisas sobrenaturais atrás de cada suspiro de vida. Sentir medo e suspense sempre foi uma das coisas que os homens mais desafiam, mas também as que mais gostam.

Se aproveitando desse gosto pelo mistério foi que os livros de literatura fantástica surgiram e que com o tempo foram criando mais vida, passando para os rádios e, hoje em dia, no cinema e na televisão. O número de filmes e seriados a cerca do tema são muitos e dos mais variados tipos, desde lobisomens a vampiros.

Com tudo isso, um dos temas que não poderia ficar de fora era a bruxaria, que desde os tempos medievais mexe com a cabeça das pessoas, devido à conturbação de seu significado. Volta e meia se vê pentagramas de sangue sendo usados para invocações de demônios, “trabalhos de bruxaria”, entre outros, relacionando a Bruxaria com uma crença judaico-cristã: satanismo.

A principal indústria que continua difamando o nome da Bruxaria é a famosa Hollywood, que todos os anos fatura milhões de dólares com suas produções, muitas vezes, infantis e falhas em vários pontos. Um dos grandes exemplos é o filme Tamara, que conta a história de uma bruxa que era humilhada em todo o colégio e que é apaixonada por seu professor de inglês, ela começou a fazer um ritual de amarração para ele, só faltando um pouco de sangue, mas ela desistiu do ritual. Devido a uma brincadeira de uns garotos, ela acaba morta e o seu sangue derramado acabou completando o ritual, mesmo ela tendo rompido ele há um tempo. Então ela ressuscita para se vingar de todos os garotos que acabaram por matá-la e indo atrás de seu professor. Junto de seu Livro das Sombras, ela espalha o terror na cidade. No final, ela acaba morrendo com o seu amado e outra pessoa rouba o livro. Além de usar de artigos apelativos como o exagero de sangue, enredos mal formulados, se baseando no filme Carry – a estranha. Esse é apenas um dos filmes sem citar outros, como O Pacto, Constantine, entre outros.

Tudo isso sem contar nos seriados de TV, que prendem o espectador com suas histórias. Seguindo a moda do momento, o seriado Sobrenatural tem levado a loucura milhares de fãs em todo o mundo. A história fala da vida de dois irmãos que saem pelo país (USA) atrás do demônio que matou a mãe deles e atrás do pai que desapareceu, salvando pessoas de personagens que fazem parte dos mitos e lendas folclóricas do mundo, como Windingo, sereias e fantasmas errantes. No início demonstrava ser diferente, relatando que o pentagrama é um símbolo de proteção contra coisas ruins, mas com o decorrer da história, passou a abordar coisas que iam totalmente contra tudo o que ele relatava. Como o uso de pentagramas em invocações demoníacas, falar que bruxas cultuam demônios por míseras coisas materiais, que elas matavam pessoas de maneiras extremamente bizarras através de saquinhos com ossos de crianças, entre outros. Num capítulo em especial, eles tem que impedir que um demônio cultuado pelos antigos celtas seja libertado no Halloween. Segundo eles, no dia 31 de outubro, os antigos celtas deixavam comida na porta para satisfazer o demônio que se libertava nesse dia. Eles se cobriam com máscaras e usavam abóboras iluminadas para afastar o demônio. Esse demônio se chamava Samhaim (sãr-ráin).

O abusivo uso da Antiga Crença e sua difamação e a de povos como os antigos Celtas, é mais uma jogada de marketing para ganhar dinheiro, mesmo que para isso tenha que difundir idéias preconceituosas e erradas, que são assimiladas por grande número de seus espectadores como verdadeiras.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Deusa Ceridwen

Origem

Ceridwen era a Deusa da Lua, a Grande Mãe, senhora dos grãos e da natureza toda, bem como da morte, da fertilidade, da regeneração, da cura, do Amor, das águas, da inspiração, da magia, da astrologia, das ervas, da ciência, da poesia, dos encantamentos e do conhecimento. Seu símbolo é uma porca branca, a comedora de cadáveres (representação da Lua). É o princípio feminino do universo.
Na mitologia celta, Ceridwen era uma feiticeira, mãe de Taliesin, Morfran e a bela filha de Crearwy (ou Creirwy).
Para os galeses, Cerridwen é uma Deusa Tríplice (donzela, mãe e mulher idosa), cujo animal totêmico é uma grande porca branca. Ela é a mãe que conserva todos os poderes da sabedoria e do conhecimento. É ao mesmo tempo Deusa parteira e dos mortos, pois o mesmo poder que leva as almas para a morte, traz a vida. De seu ventre parte toda a vida e a vida provém da morte. Do interior de seu caldeirão emanam porções, com as quais Cerridwen comanda a sincronicidade de todo o Universo e intervém nos assuntos humanos para auxiliar seus adoradores.
Seu aspecto caracterizado em corpo de uma velha, representa o conhecimento de todos os mistérios que só a idade e a experiência podem proporcionar. Ela é a Deusa que devemos reverenciar nos momentos de dificuldades e anulação de qualquer tipo de malefício. Ela é a Deusa do caos e da paz, da harmonia e da desarmonia. Associa-se a morte, a fertilidade, a inspiração, a astrologia, as ervas, os encantamentos e o conhecimento.

Amores

Seu marido era Tegid Foel e viviam perto de Bala Lake, no País de Gales.

Lendas

O Nascimento de Taliesin

Conta-se que Cerridwen, com a bebida de seu caldeirão transformava um homem comum em um rei.
Cerridwen, viveu à margem de Llyn (lago), casada com Tegid Foel,com quem teve dois filhos. Um era belo, mas o outro muito feio, chamado de "Morfran" (grande corvo). Pensou então que o único remédio contra esta adversidade, seria torná-lo sábio. Para tanto, ela juntou ervas e fez para ele uma poção mágica. Demorou um ano e um dia para terminar a tal poção. Gwyon Bach, seu assistente estava encarregado de vigiar o fogo e a poção, mas foi advertido para não bebê-la. Entretanto, quando três gotas a poção saltaram do caldeirão, Gwyon empurra o filho de Cerridwen e as bebe. Instantaneamente, ele possuía a sabedoria do mundo, sabia até mesmo que Cerridwen tinha a intenção de matá-lo. Ele fugiu e ela foi atrás dele, no que se chamou de "Caçada Mágica".
Gwyon transformou-se em uma lebre e Cerridwen em um cão, transformou-se então em um salmão e ela em uma lontra. Por último transforma-se em um grão de trigo, mas a Deusa em corpo de uma galinha o come. Nove meses mais tarde Cerridwen deu à luz em Taliesin, o maior dos Trovadores Celtas. Depois de tê-lo em seu seio, não conseguiu mais matá-lo. Ela então o coloca dentro de um saco de pele e introduzindo-o dentro de uma pequena barca, que fica a deriva sobre as ondas.

Elphin, filho de um rico proprietário de terras, salvou o bebê e lhe deu o nome de Taliesin (semblante radiante). A criança reteve todo o conhecimento e sabedoria adquiridos pela poção e tornou-se um importante e talentoso Bardo.

(Postado originalmente no Recanto do Deuses)

domingo, 5 de dezembro de 2010

O uso mágicko da Artemísia (Artemisa vulgaris)

Desta planta, chamada também de erva-de-São-João, empregam-se as folhas, flores e raízes. É emenagoga, estimulante e tônica. Emprega-se com êxito contra a epilepsia. Fervida com vinho e tomada em pequenas doses, evita os abortos; muitíssimo indicada para provocar a menstruação.

Botânica oculta: Era uma das doze plantas da antiga Rosa-Cruz. Colhida em dia de São João (tradição Cristã) ou em Yule (Tradição Pagã), se suspensa do tronco de um roble, no meio de um campo, este se torna fértil. Não podendo ser neste dia, pode ser colhida em qualquer sexta-feira antes do nascer do sol. Colhida de noite, esta planta constitui um poderoso amuleto contra todo tipo de sortilégios. Queimada como defumador no aposento de dormir, desata a ligadura da agulheira. Na Alemanha, na manhã do dia Yule confeccionam coroas de artemísia e as levam para junto das fogueiras, guardando-as depois como amuletos contra feitiços. Na floresta normanda colhem-na durante a novena de São João, para destruir os malefícios que privam as vacas de dar leite.
Na Áustria, nenhum magista têm algum poder sobre quem leva consigo dita planta.
Igualmente, um ramo colocado na porta duma casa evita o encantamento da mesma. Na Alemanha meridional e na Boêmia confeccionam, em Yule, umas espécies de coroas com esta planta para depois as colocarem junto a representação do Deus Menino no Altar. Desta maneira se vêem livres e imunes contra feitiços para todo o ano.
Esparramando suas folhas sobre um campo, por ocasião da semeadura, este fica preservado
contra o granizo e as pedras. Com as três flores e as folhas desta planta fazem-se perfumes contra os espíritos guardiães de tesouros e contra os demônios.

(Fonte: Paracelso - As Plantas Mágicas - Botânica Oculta)

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

12 pessoas no Haiti são acusadas de Bruxaria e de disseminar a Cólera



Nos últimos dias 12 pessoas foram linchadas no sudoeste do Haiti por grupos de cidadãos locais que afirmavam que as vítimas seriam as causadores da disseminação da Cólera na região. O Haiti vem sofrendo com o surto dessa doença e até agora mais de 1,8 pessoas morreram. O medo toma os cidadãos de uma forma fantástica. O país que a9inda tenta se reculperar dos estragos causados pela última série de terremotos que acometeu o país, na qual teve repercussão internacional.

"Uma dúzia de pessoas foram assassinadas a facadas e pedradas, e seus corpos foram queimados na rua" — indicou um inspetor da polícia haitiana contactado por telefone.

Desde que as denúncias começaram, aproximadamente a partir da semana passada, diversos casos de espancamento morte e tentativas de assassinato contra tais pessoas aconteceram. Os cidadãos acusam as vítimas de atos de Bruxaria e de espalahar uma substância que espalha a doenção na região. A ação da polícia é complicada já que a população se nega a colaborar, pois realmente acreditam nos ditos "bruxos" e que eles se vingam por meio da epidemia.

Os casos de linchamento e morte de pessoas acusadas de Bruxaria na América do Latina não são uma coisa atual. Assim como diversos países da África e da Ásia em que esses casos são mais frequentes, na América Latina tais casos tem a mesma proporção, porém tinha permanecido apenas com a rejeição das pessoas contra tais pessoas. Esses casos são uma visão moderna de como foi a Inquisição, a Era das Fogueiras, em que pessoas eram acusadas de Bruxaria, porém a grande maioria nem pagã era.

Tem se firmado em países como Equador e Venezuela, certos grupos que tratam da desmistificação do paganismo, tentando levar a consciência e o resgate às Antigas Crenças pela cultura dos povos nativos, como os Astecas e Incas.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Círculo Sagrado de Visões Femininas - Último encontro do Ano


O CSVF é uma proposta criada que tende a reunir mulheres de 9 estados diferentes aqui no Brasil, além de unidades no Chile, Peru e Portugal, sempre na Lua Nova para celebrar suas forças e a magia da renovação expressa em seu ciclo menstrual. É uma experiência de resgate a feminilidade frente ao abusivos gritos da sociedade atual.

O Último encontro do ano acontece no próximo dia 05 de dezembro às 17h00. A guardiã do evento aqui em Pernambuco, Tereza Marques (Elora Gaya), convida a todas as mulheres que se reunam nesse encontro que remete a comemorar a mais pura forma de espirtualidade feminina. É pedido a todas as participantes que levem algum alimento natural ou bebida para a confraternização, além de flores e enfeites para adornar o altar e fazer coroas.
Também é pedido as participantes que levem a quantia de R$ 10,00 para que seja feita o pagamento do aluguel do local.

O encontro será no próximo domingo, dia 05/12/2010 às 17:00(hora local) no Espaço Terapêutico Multidisciplinar que fica na rua do Sossego nº341(1ºandar), bairro da Boa vista.
Meus contatos: teremarques84@yahoo.com.br / fones: 88343542/ 97861426

"Em anexo segue o cartaz do encontro( desconsiderem a hora que tem no cartaz,pois ela segue o horário de Brasília, mas como aqui em Recife nós não temos horário de verão, então nos baseamos por nossa hora local)
".

Para mais informações acesse o site do evento Círculo Sagrado de Visões Femininas.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Paganismo e Natureza


A Natureza foi a primeira forma de divinação do mundo. Desde os primórdios das primeiras formas de vida no mundo, se tem vestígios de imagens e objetos que representavam alguns elementos da natureza, em que eram cultuados por serem associados ao divino, como o trovão, o raio, o sol, as montanhas, árvores, entre outros. Até hoje isso pode ser notado em tribos africanas, nos pigmeus da Austrália e povos indígenas. Essa forma de divinação foi crescendo e ganhando ritos, simbologias mais avançadas, diversas culturas, todos focados nessa forma.

Muito dessa forma pode ser encontrada na mitologia romana com os mitos de Gaia, mãe Terra, além da simbologia através de Pã, Diana, entre outros. No Druidismo, essa ligação faz parte de seu cotidiano, com as pessoas buscando sua natureza interna e externa. A partir de sua íntima compreensão da natureza, os druidas desenvolveram uma série de festivais, através dos quais eles compreendiam e explicavam as transformações da natureza, tanto no mundo exterior e interior de cada ser humano. Além disto, estes festivais tinham um significado muito profundo, onde sua celebração correta é um processo verdadeiramente transformador e iniciático individual.

Além destas há diversas formas de celebração e resgate a natureza, em que essa principal forma se encontra nas crenças pagãs.

O Paganismo é um conjunto de crenças que se baseia basicamente no culto e divinação a natureza, ela sendo vista como a forma divina de veneração. Todos os seus elementos, desde uma folha até um simples grão de areia são sagrados, por que são formas da manifestação física dos Deuses.

Então, sobre o ponto de vista holístico-pagão, a biodiversidade é toda a manifestação dos deuses, compreendendo que tudo no mundo possui vida, até mesmo uma simples pedra.

 
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