Mostrando postagens com marcador Símbolos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Símbolos. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Universo Simbólico: A Magiah dos Nós - Simples, porém eficaz!



Olá pessoal, abordaremos hoje um assunto que não podemos deixar que caia no esquecimento, muito menos que seja menosprezado pelas pompas de rituais luxuosos. Falaremos sobre a Magiah dos nós. Uma ferramenta simples, mas que se bem trabalhada pode resultar em êxito.

Para falarmos de Magiah dos nós, dentro da lógica, veremos um pouco sobre o simbolismo da corda (barbante) que sem ela a ferramenta Mágicka de nós é basicamente ineficaz.

A simbologia da “corda” possui algumas particularidades, porém há também uma semelhança com os significados que envolvem o signo “árvore”, “fio da aranha”, sempre no que se refere a elevação do ser. A corda representa o intermediário entre dois pontos, assim como o desejo da ascensão. O segredo de magias, poderes e virtudes ocultas são representados quando observamos uma corda que possui uma grande quantidade de nós. A Maçonaria possui em suas lojas uma corda com vários nós que representam a união de cada membro e esta mesma pode ser refletida quando todos eles dão as mãos em corrente. Quando observamos uma corda esticada por um arco, na cultura “Védica” podemos observar e compreendermos que ela não é de origem masculina, ou que provenha da dureza, ou das coisas matérias, mas sua correspondência é semelhante a que conhecemos quando tratamos do Sagrado Feminino, imaterial, intuitivo, de uma fortaleza natural e invisível, onde através da tensão passa a funcionalidade para o arco.

Podemos encontrar a simbologia da “corda de prata”, ou “fio de prata”, a consciência inerente do ser humano que liga o espírito a essência Universal. Esse caminho prateado é aquele que percorremos quando entramos em estado meditativo, ou quando fazemos viagens astrais. Tamanha é a importância da corda para os Hindus que o Deus “Varuna” em posse de uma, demonstra todo o seu poder de unir e desunir. Em culturas como a Egípcia podemos encontrar nos hieróglifos cordas cheias de nós que representam a existência indiferente de um ser humano, assim como lendas Gregas nos mostram que a corda pode significar correntes de castigo perpétuo. As civilizações Maya e Mexicana têm-na como símbolo de fertilidade Divina, quando essas cordas apontando para os céus representam a semente que cairá sobre a terra e a fertilizará. E o nome do mês no calendário antigo Mexicano que representava o início das chuvas chamava-se “Toxcat” (corda trançada). Um costume bem comum é a associação das cordas as chuvas, assim como enterrar seus entes com cordas para que eles tenham como se defender de animais ferozes do “outro mundo”. Na África ela é utilizada pelos Bruxos das “Vévés”, o “Voodoo” tradicional, que segundo eles são serpentes que agem na Magiah.

As “Shimenawas” shintoístas, cordas feitas com palha de arroz onde em sua extremidade pode-se ver a origem, é utilizado por muitos como instrumento de proteção, onde são colocadas em caminhos, portas e entradas de templos para protegem das energias negativas também da invasão de espíritos mal intencionados. Os japoneses colocam-na sobre a porta de entrada de suas casas na semana de Ano-Novo para proteger destas energias nocivas.
Existe o uso desta forma de Magiah na cultura Nórdica, onde esta civilização atava os ventos com seus poderes utilizando de nós. A famosa ilustração de “Olaüs Magnus, Roma 1555”, contando a história de “Gentibus Septentrionalibus” que parado de pé em frente a navegantes negocia corda com três nós que garantiria um ótimo auxilio na viagem. Ao desatar o primeiro nó, um vento suave viria do Oeste-Sudoeste; Ao desatar o segundo foram surpreendidos por um vento rude do norte; E se desatassem o terceiro uma imensa tempestade os acometeria. O simbolismo da corda nos remete para a solidariedade humana que precisamos em nosso cotidiano. Essencialmente é a reconciliação Universal.

Agora que já conhecemos o instrumento básico desta forma de Magiah podemos dar seguimento.

A magiah dos nós teve seus experimentos iniciados a mais de 4000 anos, quando os tablados cuneiformes do oriente foram confeccionados no Oriente. Sua eficácia já era garantida a 2000 a.c e nos dias atuais podemos utilizar esta poderosa ferramenta, porém o que acontece é a desvalorização de magias aparentemente simples, a ponto de torna-la na maioria das vezes como parte integrante de folclores locais, rebaixando o nível desta ferramenta.

O nó que é atado com um desejo especifico estabelece uma ligação da mente do operante com a fio. Encontramos aquelas magias com nós, onde se amarra ao redor do dedo um barbante para que não se esqueça de algo. Essa conexão é estabelecida e a energia é movimentada para o objetivo do operador. O poder não está dentro de nó, ele é liberado para fazer com que sua necessidade se manifeste. O barbante com nó é uma representação física de sua necessidade, assim como uma imagem. Até que aconteça, mantenha o barbante com você ou em algum lugar seguro.

Houve um tempo na Alemanha em que a Magiah dos nós era proibida, pois o numero de imagens literalmente amarradas aumentou, porém era um costume a utilização de nós encantados nas igrejas para proteger de espíritos e pagãos. Assim como todas as coisas neste mundo, esta ferramenta não seria diferente e existe sim, a possibilidade de se trabalhar para o lado da desconstrução. E por ser um tipo de Arte de forma simples a exigência além da intenção para com o objetivo proposto é expressar a emoção do momento e utiliza-la a seu favor.

Os barbantes são utilizados em nós mágicos, porém alguns cuidados devem ser tomados para que o desenvolvimento e eficácia da prática seja conquistada. Na maioria dos encantamentos com nós não se utiliza mais que 60cm de barbante, porém os nós os consomem muito, então a depender da prática mágicka pode-se utilizar um pouco mais. As cores são bastante utilizadas e a correspondência delas são a mesma. Não podemos esquecer que o material do barbante também tem sua importância, recomendando-se fios de algodão e lã, evitando náilon e poliéster. Se for preferível, sabemos que é muito mais poderoso e bastante recomendado, é fazer seus próprios barbantes, pois o ato de tecer além de mesclar suas energias com o trabalho executado, o ato por sí é uma Arte Divina. E quando seus anseios forem concretizados no plano físico assegure que seu nó jamais seja desatado. E para este fato pode-se queimar, enterrar, ou deixar em algum local realmente seguro.

Os materiais que falam a respeito desta ferramenta poderosa atualmente estão escassos, porém com uma boa pesquisa pode-se achar algumas práticas que podem ser aproveitadas para uma familiarização inicial e possivelmente um entendimento mais aprofundado no conteúdo. Acreditando que tudo mencionado será de grande valia, desejo a todos que chegaram até aqui  a harmonia e o sucesso dos ventos benfazejos.

A todos,
Pax, Lux et Nox

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Universo Simbólico: Ouroboros, a Transformação da Alma.


Olá pessoal, sob o véu da Senhora da Sabedoria que míngua aquilo que não nos serve mais e com as forças da transformação nos trás o novo, inicio esta semana falando do Ouroboros, um signo que nos mostra a transfiguração do ser.

A Transfiguração mencionada acima se passa em diversos momentos das nossas vidas e suas marcas podem ser perceptíveis quando acontece uma ruptura espiritual, ou seja, um fato que deixe impregnado sua essência em nosso espírito. Uma mudança significativa em nosso caminho, nos moldando por uma nova perspectiva, que desde as Eras mais remotas (e que podemos encontrar também nos dias atuais) eram registradas através dos “Ritos de Passagens”.

O Ouroboros, possuidor de diversas interpretações etimológicas, tem registros de que seu mais próximo significado seja de origem Copta e Hebreia, onde “Ouro” (Copta) significa “Rei” e “Ob” (Hebreu) significa “serpente”.  Representação gráfica que expressa muito bem o sentido de mudança permanente que as rupturas espirituais nos provocam. Amuleto para Ocultistas, e signo de algumas escolas iniciáticas, este símbolo tem seus primeiros registros entre os Egípcios, Gregos, Chineses e os povos do norte europeu há mais de 3000 anos. Normalmente este Signo é representado por um Dragão ou uma Serpente que engole a própria calda, mas existem imagens que aparecem dois outros animais míticos, que alternadamente um come a calda do outro.

Atribuído ao conceito de eternidade o ato de engolir a própria calda nos passa a ideia de abandonar nossos velhos conceitos e preconceitos, deixar de lado a roupagem do Ego e com humildade permitir-se abandonar os vícios, pensamentos e atitudes que possam ser prejudiciais para nossa caminhada. Interessante lembrarmos que segundo o Princípio da Vibração o Universo é movimento, "Nada está parado; tudo se move; tudo vibra." − O CAIBALION − e sendo assim, se não nos libertarmos destas energias e até mesmo situações e pensamentos que não nos tem nada a oferecer, como que nossos caminhos estarão seguros e abertos para que as novas oportunidades e energias de conspiração positiva cheguem a nossa senda? O Ouroboros também representa os ciclos reencarnatórios do ser, as ideias de movimentação e de continuidade, além de ser a representação da autofecundação, onde tudo retorna ao seu início.



Este símbolo, que por muitas vezes foi colocado à frente dos Alquimistas, em uma interpretação maniqueísta, a figura da serpente desencadeia a relação com os escritos bíblicos no livro de “Gêneses”, onde este animal é visto como a influência negativa que desvia os homens da rota de sabedoria. Por outro lado, sabemos que este signo de transformação é pré-cristão, sendo assim, a interpretação de sabedoria é predominante; Sabedoria esta que por muitos escritos é oculto pela palavra “Luz”. Outro fator importante são as cores opostas dos animais míticos que podem aparecer representando a dualidade de princípios nos gêneros masculino e feminino, muito semelhantes ao Yin- Yang.

O Universo faz parte deste signo e com certeza estamos presentes dentro deste grande círculo que nos é mostrado pelo Ouroboros. Todos os movimentos e energias de transmutação da alma em apenas uma imagem. Encontramos no “Dicionário de Símbolos” dizendo que nele está presente o ciclo da evolução, onde a continuidade de movimento nos traz ao eterno retorno. Lembro- me das algumas práticas (de variadas vertentes) de equilíbrio energético e ritos onde a mudança de atitude e o pensamento de espírito renovado podem ser reforçados com êxitos satisfatórios, se a essência deste signo for assimilada.

A Roda da existência e da criação do Universo aflora deste signo, princípios que os Druidas, indianos e Egípcios acreditavam. Uma roda menos perfeita que a que normalmente conhecemos que visa sempre a perfeição (círculo comum que normalmente simboliza o mundo), mas esta (Ouroboros) nos mostra que existe perecibilidade no ser, e assim dar-nos a oportunidade do recomeço. Falamos na semana passada sobre a Iniciativa, o Fogo sagrado e podemos fazer referência a ele novamente, pois o Fogo que movimenta as energias e transforma o velho em novo estão presentes no Ouroboros ou “Uróboros”, através dos escritos Alquimistas que diziam: “Alimenta este fogo com fogo, até que se extinga e obterás a coisa mais estável que penetras todas as coisas, e um verme devorou o outro, e emerge esta imagem”. É a criação de um segundo elemento através do primeiro formando assim um terceiro e posteriormente um quarto. O Que podemos recordar do “Axioma de Maria” que nos mostra claramente estes processos de transformação do indivíduo, onde o “Um torna-se Dois, o Dois torna-se Três, o Três torna-se Quatro e o Quatro por sua vez volta a se tornar Um”.

“Hen to pan” (o Um, o Todo), a dança cósmica e os processos de morte e renascimento encarados pela maioria das vertentes que podemos conhecer. Pode representar “Wiccanamente” falando por um olhar e uma mente mais aberta ás transformações que ocorrem na Roda Do Ano e o renascimento do iniciado, ou até mesmo o “Olhar para sim mesmo” como mencionam os tibetanos ao fazerem suas meditações do Mahamudra. A origem, a vertentes e as interpretações são coadjuvantes se comparadas ao que este signo de fato pode na introspecção nos fazer enxergar. Possuímos a essência do desejo e a Vontade de transformação. Quando estivermos dispostos a “mordermos nossa própria calda” poderemos então ser os Reis e Rainhas de nossa própria senda.

A todos,
Pax, Luxe et Nox.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Universo Simbólico: Os Sigilos. Parte I

Olá pessoal, hoje 12/12/12, falaremos sobre uma forma de expressão Mágicka que pode ser muito útil para qualquer um de nossos propósitos. Para os que já conhecem, verão novamente. E para os que ainda não viram sugiro que na próxima postagem estejam com papel e caneta em mãos, pois agora convido vocês para adentrarem no mundo dos SIGILOS.

Sigilo, (do latim sigilum, diminutivo de signum “sinal”) são expressões gráficas com um objetivo Mágicko focalizado. Suas origens são incertas, mas sabemos que esta ferramenta pode ser encontrada em diversos Sistemas de Magias e cada um deles utiliza-a de maneira muito particular. No simbolismo dos sigilos podemos perceber vários conceitos e métodos que no final nos mostram o quão complexo é esta forma de Arte.

Podemos perceber que a maior parte dos sigilos que são ensinados e até mesmo os pré-definidos que circulam pelo mundo (incluindo Pantáculos) são gráficos, ou seja, cria-se uma ideia que somente exista essa possibilidade, dai o porquê das tradições colocarem ênfase nos símbolos visuais da Magiah popular, porém ainda podemos encontrar dentre a gama de Ocultistas outras maneiras de utilização dos sigilos tais como: Mentais, abstratos, pictóricos, semi-abstrata, audíveis, e táteis.

Austin Osman Spare, um brilhante Magista, desenvolveu a utilização dos sigilos de formas separadas dos ritos como eram feitos no passado, o que ganhou força na Magiah do Caos e posteriormente se tornou ferramentas de uso das Magias ocidentais mais populares.Suas funções podem ser de acordo com a necessidade do Magista, dai podemos ter diversos tipos de sigilos tais como os de proteção, cura, prosperidade, etc. Após termos em mente qual o nosso propósito na utilização dos sigilos devemos ter em mente alguns detalhes que farão a diferença no resultado do mesmo. Energizá-los de forma adequada é um deles.

A energização pode ser através de qualquer método onde sua essência esteja de fato presente, ou seja, desde a utilização de saliva, até mesmo com sêmen através da masturbação e sangue menstrual. Outro fator é saber o que de fato de deseja e ser o mais direto possível na criação do sigilo, pois sabemos o quão literal são as forças Universais, cabendo a nós sermos bastante específicos nas nossas intenções.

Nos dias atuais podemos encontrar em logotipos de empresas e propagandas publicitárias alguns casos de conhecimentos na Arte dos sigilos, o que nos leva a crer que por um lado não somente Magistas podem utilizar desta ferramenta, mas também todos aqueles que desejam obter algum resultado diferente em suas vidas por um método eficaz e alternativo, obviamente desde que sejam responsáveis pelos atos cometidos, afinal as leis Universais imperam indiscutivelmente. O Olhar apurado e o estudo simbólico colocado em foco sem alienações permite observar tais símbolos e suas entrelinhas.

Esta Arte é muito rica em possibilidades, então podemos adquirir materiais inúmeros com relação ao tema através de uma busca focalizada pela internet e até mesmo em sebos decentes, sendo assim, espero esta singela postagem tenha sido esclarecedora de alguma forma e instigado sua sede de conhecer mais desta ferramenta que além de muito útil é também muito eficaz. Semana que vem continuaremos a falar de sigilos, porém será um conteúdo mais prático.

A Todos,

Pax, Lux et Nox!


Fonte: Círculo Soluruna- Magia da Alma- www.solaruna.blogspot.com 

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Universo Simbólico: A Noite Escura da Alma - Parte 1


Olá pessoal. Esta semana tem sido um tanto nostálgica para mim e acabei me deparando com esse assunto mais uma vez, sendo que analisando-o de uma forma mais detalhista, podemos compreender alguns aspectos em meio a imensa contradição de elementos que nos mostram a iluminação e o sofrimento nesta fase tão importante na vida de qualquer Magista. A Paciência, o Acreditar, são alguns pontos essenciais que nos conduzem ao caminho da evolução, mas a Confiança é a maior chave para abrir as portas da sabedoria.
A Noite Escura da Alma é uma metáfora que remete ao período de dificuldades que todos basicamente passam, onde se é testado por diversas vezes e tem-se a impressão que estamos sendo abandonados pelos Deuses. Mas na verdade tudo que acontece simboliza um avanço espiritual e uma ruptura com o seu antigo eu e a iniciação da busca pelo seu próprio caminho, sua essência e a abertura de canais para a percepção do que nos rodeia . O Autoconhecimento é uma das conquistas da Noite Escura, porém quando estamos nela não conseguimos enxergar um palmo em frente ao nosso nariz.
Muitas vezes acontecem coisas na nossa vida que ficamos a nos perguntar o porquê de tudo. As diversas situações que saem dos eixos e nos fazem pensar cada vez mais e mais em seus motivos aparentemente invisíveis nos deixam frustrados, mas é muito interessante notarmos que quando a Noite escura chega e nos invade dificilmente a percebemos e enxergar a luz no final do túnel é uma tarefa quase que impossível. A depender da forma que as coisas aconteçam a pessoa em prova acaba por se desligar ainda mais da suas crenças achando que ela não vale nada. Porém, tudo não passa de uma prova de percepção e que se deve resistir, além de se ter em mente que a Noite Escura da Alma atinge nosso acreditar e impulsiona nossa alma abismo abaixo, nos impedindo de usar nossa maior arma que é a nossa FÉ, uma movedora de montanhas, que bem utilizada é alavanca que nos impulsiona novamente para o alto. É necessário entretanto que se tenha a percepção e o entendimento das situações por completo para que saibas o que fazer na hora em que as coisas começarem a sair do controle.  
Como falado acima, a expressão "Noite Escura da Alma" é uma metáfora e que para aqueles que pensam que este termo é somente pagão, estão muito enganados. O cristianismo e outras culturas também aderiram ao termo para descrever a peregrinação do espírito rumo ao criador. Dentro da doutrina Cristã datada de 1577 temos o Jovem São João da Cruz, que trocou de nome e deixou tudo que possuía e aderiu a peregrinação espiritual após ser preso, tendo passado por longos anos trancafiado até que descobriu seu verdadeiro caminho por influência de um Poema, um Insight que serve de base até os dias de hoje.


Entre os mitos gregos, Noite é o nome de uma Deusa, filha do Deus Caos, o vazio primordial antes de serem ordenados os elementos do mundo. Essa Deusa personifica as trevas superiores e é representada com um manto escuro, a percorrer o céu, enquanto seu irmão, Érebo, simboliza as trevas inferiores. A Deusa Noite gerou várias divindades, algumas benéficas, outras maléficas, sendo a mais importante delas o Dia (Hêmera), a divindade que trouxe a luz ao universo. Também na tradição judaica, a noite apresenta ora um aspecto negativo, ora um positivo. No Gênesis, ela denomina as trevas, sendo inferior à luz: 

"E viu Deus que a luz era boa, e fez separação entre a luz e as trevas. Chamou Deus à Luz Dia e às trevas, Noite (1.4-5)" . 

Cristianismo com Noite Escura? Fé? Peregrinação? Se estas perguntas aguçaram sua curiosidade, saiba que semana que vem falaremos um pouco mais desse assunto que sinceramente é muito esclarecedor e extenso. Convido os Neófitos e aos que já passaram por esse momento a relembrarmos então aqui no nosso próximo encontro, deste período de nossas vidas que se assemelha a andar de bicicleta:  Jamais esqueceremos!

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Universo Simbólico: A Consciência Vibracional de um Círculo Sagrado (parte 1)



Olá pessoal, devido a uma rotina, acabamos por deixar passar despercebidos alguns detalhes que são de suma importância na realização de algumas atividades Mágickas que fazemos. Falarei hoje de algo bem básico, que se pudermos observá-la com um olhar mais apurado e de uma forma totalmente simbólica, podemos perceber o quanto sua importância vai além do que comumente ouvimos falar e a depender do nosso propósito pode ser de grande valia.

Círculos de proteção são lançados quase que diariamente por Magistas em seus ritos. Alguns destes magistas o fazem de uma forma robotizada, sem a atenção necessária, o entendimento da ritualística e, muito menos, sem compreender o simbolismo que, de certo, é muito eficaz para qualquer uma de nossas atividades. Temos o costume de falar círculo, mas o espaço de proteção é para qualquer outro fim em que o Magista se coloque ao centro, onde pode variar de acordo com o seu propósito, podendo ser um triângulo, um quadrado, um hexágono, enfim, desde que se respeitem as diretrizes básicas da Magia. Muitas práticas podem ser realizadas nestes espaços sagrados e o esperado para seu potencial é o ápice.

Tudo que está dentro do Espaço Sagrado traçado pelo magista (falando do círculo) possui uma vibração e dois polos, sendo desde uma reta, um ponto, um ângulo e até mesmo um círculo secundário. São trezentos e sessenta polos vibracionais existentes em um Espaço Sagrado que emanam e direcionam todas as energias necessárias para que nosso feito seja realizado com êxito, incluindo os polos onde se encontram as vibrações divinas. Os pontos cardeais e os pontos colaterais (mesmo com menos frequência) ao qual demarcamos podem ser encontrados na maioria das figuras geométricas, onde suas influências vão até as outras dimensões e reconectam o que almejamos e os redirecionam para os diversos planos da nossa vida.



Polo mágicko norte: — N — Polo mágicko irradiante; de magnetismo "passivo" ou que irradia ondas de baixa frequência.

Polo mágicko sul: — S — Polo mágicko absorvente; de magnetismo "ativo" ou que irradia ondas de altíssima frequência.

Polo mágicko leste: — L — Polo mágicko irradiante: de magnetismo misto (tanto absorve quanto irradia ondas de baixa, média e alta frequência).

Polo mágicko oeste: — O — Polo mágicko absorvente: de magnetismo misto (tanto absorve quanto irradia ondas de baixa, média e alta frequência).

Polo mágicko nordeste: — NE — Polo mágicko irradiante; de magnetismo passivo ou que se irradia em ondas de média frequência.

Polo mágicko sudoeste: — SO — Polo mágicko absorvente; de magnetismo ativo ou que irradia ondas de alta frequência.

Polo mágicko noroeste: — NO — Polo mágicko irradiante: de magnetismo passivo ou que irradia ondas de média frequência.

Polo mágicko sudeste: — SE — Polo mágicko absorvente; de magnetismo ativo ou que irradia ondas de alta frequência.

O Universo com sua dualidade Divina e suas leis de causa e efeito são a prova de que a Magiah se ativa em todas as formas e só prevalecerá o interior daquele que a ativa, ou seja, o que normalmente chamamos de intenção. Cada Espaço Sagrado é um varal amplificador, onde cada polo irá se concentrar e captar todas as vibrações a eles emanadas, então é fundamental que a intenção para cada Magiah seja especificada com clareza.

Os pólos mágicos são esses:

Norte– Passivoirradiante.
Sul– Ativo absorvedor.
Leste – Misto, Dupla função.
Oeste – Misto, Dupla função.
Nordeste - Passivo Irradiante.
Sudoeste – Ativo absorvedor.
Noroeste – Passivo absorvedor.
Sudeste – Ativo absorvedor.

Tendo essas definições podemos saber como aplicar as energias e intenções necessárias de acordo com o nosso desejo, além de ficarmos mais a vontade com o que nos circula enquanto trabalhamos Magickamente. Esse é um assunto muito importante, apesar de parecer básico (devido a robotização do ato) e também muito extenso. Semana que vem continuaremos na Segunda parte. Espero que tenham gostado e compreendido um pouco esse nosso bom e velho amigo pra todas as horas.

A Todos,
Pax, Lux et Nox.

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Runenmagie: Significados das Runas e Runa Branca


Hail leitores! Como estão?

Para começar o nosso uso prático das runas precisamos primeiramente observar cada uma em específico. Darei nesta postagem a relação das vinte e quatro runas, palavras-chave para cada uma delas e ainda explicarei sobre a vigésima quinta runa.

Vigésima quinta?
Isso mesmo! Há muito ocorre a disseminação da runa branca, a famosa runa de Odin. Segundo as pessoas que defendem seu uso. A runa branca, também conhecida como “Wyrd”, é a runa que definiria a ação direta das divindades, ou mais especificamente, as Nornas. Wyrd em si significa DESTINO: a força carmática, a predestinação, o caos e o poder das Nornas - que estão numa ‘hierarquia’ maior que os Deuses no ponto de vista Aesir - controlando assim o destino destes. O significado obvio, e abrangente é tudo o que vir a acontecer está nas mãos das Senhoras da Fonte Sagrada.
Todo este significado é encontrado em outras runas o que de certa forma invalida o uso da branca. Os próprios historiadores crêem que a utilização desta runa foi uma coisa que aconteceu em decorrência do tempo sem um motivo específico ou com base em algum dos mitos. Já que em nenhum trecho dos Eddas a presença desta runa é citada.
Eu, particularmente, não utilizo esta runa. Na Wanen ela não é utilizada e  sinceramente acho que quando compramos um jogo de runas e vem uma runa em branco em meio às outras é para o fato de que se por um acaso você perder uma das runas você tem outro molde para substituí-la e nada mais. Tudo uma questão de precaução...

Mas enfim. Tornou-se comum a comparação entre o alfabeto rúnico e o nosso alfabeto comum. Isto dá às runas certos valores fonéticos, que na prática do Galdr nos contribui com muita coisa, já que o valor fonético real das runas se perdeu. O que temos hoje é uma especulação e adaptação. Seguem na imagem os símbolos rúnicos disposto na ordem dos Aett’s com a sua correspondência no alfabeto comum.



As runas tem como partida norteadora do seu significado certas ‘palavras-chave’. São certos príncípios que identificam qual o real significado de cada runa, sua apresentação. Diferente de outros oráculos, cada símbolo rúnico carrega uma imensidão de significados, mesmo se tratando de alguns riscos. Certas runas tem uma carga tão grande de significados (como Peorth) que em uma leitura se sua intuição não estiver afiada e sua sintonia com o jogo não for suficientemente boa, você pode se atrapalhar.
Listarei três princípios de cada runa para servir de base para futuras interpretações na ordem da imagem anterior. Mas desde já indico o estudo intensivo, pesquisa e meditação sobre os significados das runas, você vai se surpreender com o quão rico é cada um dos símbolos. Eu mesmo já observei várias visões diferentes da mesma runa em consagrados autores de livros sobre o assunto. E sobre o mais completo, indico o que sempre aparece na maioria dos meus textos daqui: Mistérios Nórdicos. Faur conseguiu reunir várias simbologias e fazer várias correspondências das runas, seu significado e uso prático no capítulo específico para as mesmas.

FEHU – Riqueza, Fertilidade, Prosperidade
URUZ – Força Primitiva, Iniciação, Bisão
THURIZAS – Espinho, Escudo, Trovão
ANSUZ – Sabedoria, Expressão, Boca
RAIDHO – Caminhos, Movimento, Viajem
KAUNAZ – Fogo espiritual, Transmutação, Tocha
GEBO – Dádiva, Harmonia, União
WUNJO – Prazer, Alegria, Orgulho
HAGALAZ – Granizo, Ação direta, Impacto
NAUTHIZ – Necessidade, Ajuda, Motivação
ISA – Gelo, Concreto, Dar forma
JERA – Ciclos, Causa e Efeito, Semente
EIWHAZ – Morte, Equilíbrio, Beleza
PEORTH – Lareira, Destino, Mulher
ALGIZ – Proteção, Atenção, Perigo
SOWELO – Sol, Vitória, Ofuscação
TIWAZ – Justiça, Direção, Agir com razão
BERKANA – Renascimento, Transformação, Cura
EHWAZ – Cavalo, Força bruta, Instinto
MANAZ – Homem, Posição social, Sociedade
LAGUZ – Intuição, Sentimentos, Inconsciente
INGUZ – O Eu, Sexo, Evolução
DAGAZ – O Dia, Portais, Espelhos
OTHILA – A Tradição, A Família, Ancestralidade

Estes são os princípios básicos de cada runa. Por eles podemos nos nortear numa consulta oracular, feitiços, encantos e demais utilizações mágicas. Mas como eu disse, e repito, são princípios básicos, há muito a se explorar em cada uma das runas. È um caminho imensiso e sem fim para aquele que se dedica completamente a ele.
Bem... Por hoje é só.
Até o próximo texto!!!

Bibliografia consultada:
- FAUR, Mirella. Mistérios Nórdicos: deuses, runas, magias, rituais. Ed. Pensamento, 2007
- PERICO, Wagner. Apostila: "Curso de Runas". Abrawicca-PE, 2009
- DAVIDSON, Hilda R. E. Myths and symbols in pagan Europe.

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Universo Simbólico - Os Glifos - Parte II


Olá Pessoal, mais uma semana que passou como uma vassoura a jato. Daremos continuidade aos Glifos e suas influências nas nossas vidas, lembrando que a maioria dos Glifos são formados por três símbolos básicos (a Cruz, o Círculo e o Semicírculo) e seus elementos: a Matéria, a Plenitude e a Receptividade temos:

O Sol: O Universo dentro de outro Universo, que irradia Luz e nos remete ao nosso Deus Interior. Dois círculos que representa o nosso Ego perfeito e equilibrado. Algo pleno inserido em outra plenitude, a nossa pura identidade que possui vários universos internos e infinitos em luz.

A Lua: A Lua representa a mais alta receptividade vinda por dois semicírculos, um que está visível e outro que não se mostra. Ela necessita de algo a mais parecendo sempre estar incompleta, indica as nossas respostas emocionais ao mundo e como precisamos deste retorno para nos sentir bem.

Mercúrio: Os três símbolos se encontram neste Glifo nos mostrando que ele é a perfeição na área de se comunicar. O semicírculo capta as mensagens do Divino e condensa, processando e selecionando através do círculo e somente após todos esses processos de avaliação que é dissipada pelo moinho da matéria. Não é por nada que mercúrio é o mensageiro dos Deuses.

Vênus: A concretização do Divino na Terra. A afirmação da plenitude e busca da perfeição através de nossos esforços. Vênus é o significado de valor em definir o que nos aproxima deste Divino. Para a mulher é a expressão do feminino e para o Homem é o ideal no sexo oposto e todas as qualidades que podemos apresentar.

Marte: Marte e muito parecido com Vênus. Ele coloca a cruz da matéria acima do espírito, dando razão aos atos impulsivos e ao pensamento lógico que em certas ocasiões e que resolvem as coisas. É o nosso agir para conquistar e sempre que a ação supera o pensamento.

Júpiter: Enquanto outros planetas influenciam na vida pessoal Júpiter influencia na vida social. Formado por um semicírculo acima da matéria, nos mostra que é preciso primeiro conhecer para depois concretizar. É a foice leve que nos faz colher dos frutos mais altos.

Saturno: A matéria sobre o semicírculo, o contrário de Júpiter. É a foice pesada que nos fortalece e faz a recompensa ser válida. Indica nossos talentos ocultos e importantes que temos que desenvolver sozinhos. Antigamente Saturno era a Morte, porém hoje é tudo que não nos mata, mas nos fortalece.

Urano: A Cruz da matéria fica entre dois semicírculos e logo abaixo a esfera da plenitude nos ensinando que a perfeição vem através do aprendizado de nossos pares e que pela comunicação e o trabalho em conjunto todo o processo se antecipa.

Netuno: O tridente de Netuno. Setas aos ares, um semicírculo em suas bases e a cruz da matéria como cabo. É o nosso desejo desesperado de alcançar o Divino, porém ele nos alerta com relação à alienação e a loucura deixando bem claro a nossa humanidade. São nossos desejos de grandeza e a nossa frustração com os limites da realidade.

Plutão: Glifo das crises e conflitos inesperados e dos assuntos difíceis de falar. Nele estaremos mais próximo do Divino (já tendemos a olhar para ele nos momentos de crises) e sua influência nos molda de forma irreversível. A mensagem já vem elaborada e contra ela nada podemos fazer pois estamos sobre um plano maior.

Espero que tenham gostado e que possamos ter uma compreensão maior quanto aos planetas e suas influências para que nossos feitos sejam sempre em Luz e graça.

Que assim seja e Assim se faça!

A todos,
Pax, Lux et Nox.

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Runenmagie: Runas e a História - Parte I

Hail!* 
E chega a nossa Sexta-Feira em honra à Mardoll (Freyja) e suas runas!
Como prometido, vou começar a explanação do que são runas sob a ótica histórica (registros, teorias e arqueologia) e a visão mitológica (Aesir e Wanen). Estas últimas ainda tem subdivisões bastante interessantes que iremos explorar ao longo do tempo.



RUNAS E A HISTÓRIA



Dentro do imaginário popular, se pensarmos rapidamente na origem de instrumentos ligados à magia e ao paganismo, principalmente os envoltos de mistérios (como Runas e Tarot) temos a tendência de deixar a fantasia vagar e pouco nos fixamos nos fatos.
Assumo que para mim, descobrir que as runas tem registros válidos em tempos mais recentes do que eu previa foi um baque num chão raso. Em minha concepção, a história e os mitos se mesclavam em dado ponto em certa época. Tive por base teorias exotéricas que tentavam comprovar a veracidade de mitos, e nisso me perdi. Caindo em eloqüência somente posteriormente, com um estudo superficial e compreensão mais ampla sobre o assunto.

Runas, como as conhecemos hoje, para chegarem a este ponto sofreram grandes e diversas mudanças durante os anos em que se disseminaram pela Europa. Como já citado, em vários pontos distintos do continente foram encontrados registros e artefatos que comprovam a utilização dos talismãs e do alfabeto rúnico gravados em rochas. Ainda com todo este material, não se pode precisar em que época se deu a origem real dos grifos. O período mais convincente é o que se situa próximo ao ano 1300 AEC. Com esta falta de registros mais sólidos, os historiadores, pesquisadores e antropólogos tomam o rumo da especulação e com os rastros encontrados parte-se então para a formulação das teorias.

1-      Teorias

Das quatro mais conhecidas e divulgadas, duas já foram descartadas por não serem compatíveis com outros achados arqueológicos e as datas não são convincentes.
São elas:

- Latina/Romana: defende que o as runas foram originadas de uma adaptação do alfabeto latino. A semelhança entre alguns símbolos e as letras é o que dá base à teoria. Contudo, achados arqueológicos anteriores à data atribuída de quando teria ocorrido a origem do alfabeto tornam a versão inválida.

- Grega: posterior à romana, diz que os godos reformularam a escrita cursiva dos gregos e exportaram esta nova escrita por certa região da Europa (Mar Negro – Escandinávia). Vários achados na Rússia e Romênia comprovam a teoria, mas datas desencontradas também dão invalidez à hipótese.

Essas duas teorias formuladas nas últimas décadas de 1800 por mais que já descartadas, ainda têm validade para alguns. Porém não são mais bem aceitas dentro das vistas acadêmicas, por motivos óbvios.

As que tem mais respaldo histórico e que tem uma certa lógica são as seguintes:

- Etrusca: diz que as runas teriam surgido do alfabeto do povo etrusco que vivia ao norte ibérico e que eles teriam difundido-as pelos povos teutônicos e posteriormente pelo resto da Europa. Em favor desta teoria tem a descoberta de diversos artefatos arqueológicos com símbolos semelhantes às runas gravados neles do século IV AEC, além de outro oráculo inscrito em varetas com um sistema bastante semelhante ao rúnico. Por mais que a semelhança de alguns símbolos seja indiscutível, o alfabeto etrusco ainda não foi compreendido nem decifrado, logo não se pode dizer que eles e as runas tem realmente uma ligação efetiva, apenas que houve um ponto de encontro.

- Hallristinger: (mais aceita pelos historiadores acadêmicos) tem como base a semelhança das runas com as inscrições rupestres datadas em 1300-800 AEC (Idade do Bronze e Ferro).
Estas inscrições eram símbolos religiosos provavelmente ligados a um xamanismo europeu primitivo. Os caracteres não deixam sobrar dúvidas de que estão ligados a adoração ao Sol e ao Sagrado Feminino, além de ter a presença da famosa suástica, símbolo de fertilidade e que remete a fenômenos climáticos e astrológicos. Sobre o alfabeto Hallristinger pode-se deduzir que assim como as runas eles eram um sistema simbólico para expressar a sabedoria e os mistérios sagrados.
Segundo a teoria, as runas teriam sido resultado de uma modificação causada pelas várias gerações e transmigrações destes antigos símbolos rupestres estacionado entre os etruscos e os teutônicos onde conseguiram uma identidade própria e se tornaram uma linguagem escrita – ainda mantendo toda a simbologia sagrada.

Sob a ótica histórica, particularmente sou seguidor da última teoria. Fazendo uma revisão antropológica, a ligação entre as runas, seus portadores e usuários e o alfabeto que as originou tem uma linearidade mais convincente e provável.
Ainda podemos encontrar mais duas visões bastante difundidas. Classificadas como esotéricas, estas teorias nos remetem a compreensão de um outro mistério mundial. São representadas por dois grandiosos e bastante reconhecidos pesquisadores e runólogos: Guido Von List e Friedrich Berhnard Marby.
As correntes esotéricas afirmam que as runas sejam códigos cósmicos que teriam sido herdados de uma cultura antediluviana de povos evoluídos que habitavam terra lendárias.
List defende que as runas teriam sido trazidas por sua concepção do que foram os arianos.  Já Marby aponta que as runas vieram de Thule que afundou no Mar Norte há milênios atrás.
Continua...
* Nota: uma correção deve ser feita em relação ao meu primeiro texto em que usei “Heil”. Escrevi a fonética ao invés da palavra correta. No mais, “Hail” é uma saudação em alemão.


Bibliografia consultada:- FAUR, Mirella. Mistérios Nórdicos: deuses, runas, magias, rituais. Ed. Pensamento, 2007- Runemal (www.runemal.com)- MonteMor (www.marquesdemontemor.blogspot.com.br)

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Universo Simbólico - Os Glifos - Parte I

                       
Olá pessoal, trago para vocês algo que está sempre em nosso caminho quando consultamos as “Tabelas Planetárias” e vemos os nomes dos planetas (Sol, Lua, Mercúrio, Vênus, Marte, Júpiter, Saturno, Urano, Netuno e Plutão) e seus símbolos que regem determinados dias e horas da semana, mas nem sempre sabemos ao certo o porquê de suas influências e de seus significados. Estou falando dos Glifos. Símbolos que dão características específicas a determinados grupos simbólicos e são a mais abstrata parte de uma manifestação de uma unidade, onde aparentemente são apenas símbolos, mas que nos seus detalhes têm muito a revelar.

Como analisamos nos textos anteriores, podemos perceber que os símbolos são uma forma compacta de guardar informações e sentimentos, uma imagem que vale bem mais que mil palavras, e partindo deste ponto, encontramos um rico significado em cada Glifo planetário. E uma particularidade que há entre a maioria deles é a sua formação básica através de três elementos, que dão ênfase a maioria dos significados que já ouvimos ao longo de nosso caminho Magicko*: a Matéria, a Plenitude e a Receptividade.

A Matéria: A Cruz da matéria que simboliza a concretização. O Moinho que transforma e aprimora. Afasta aquilo que não serve mais para dar lugar ao novo.


A Plenitude: Representada pelo círculo infindo, o próprio tempo. A essência da perfeição, pois não há mais arestas para serem aparadas, dando a mesma visão esférica por todos os ângulos.

A Receptividade: Representada pelo semicírculo. A parte de algo muito mais importante que de tão grande não enxergamos. Um canal que nos liga com o Divino ou qualquer força mentalizada.

Sendo assim, cada Glifo que representa graficamente um planeta é a junção de seus significados com base nesses elementos. As influências destes planetas se dão através de seus movimentos constantes pela abóboda celeste. Cada um é responsável por um horário e este nos influencia diretamente em nossas ações, daí a preocupação que devemos ter ao realizarmos nossas atividades certificando-nos que elas estão sendo realizadas em horários regidos por planetas que favorecem nossos feitos e não o contrário.

Estes três elementos não somente se encontram nos Glifos, mas também estão em todas as coisas à nossa volta. Analisaremos esta semana estes elementos em nossas vidas e tomaremos consciência de suas influências nas atividades que realizarmos. Saber enxergar as oportunidades através do simbolismo e aproveitá-las é estar sempre um passo a frente na conquista de nossos objetivos.

A Todos muita atenção.
Bons estudos!
Pax Lux et Nox


Fonte: Wicca a magia dos símbolos
             O dicionário Universal dos símbolos

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Universo Simbólico - Desvendando a Mulher Deusa

Olá pessoal, escrevi este texto pensando no real valor que a mulher possui como ser divino e que não o recebe como deveria. Pensei também não somente no valor empregado pelas pessoas, mas no valor através da auto-análise, que de certa se torna o mais importante.
Auto-análise, valor, Por quê?
“Partindo do quesito Imanência, onde a Divindade habita em todos os seres, darei ênfase neste texto, na conexão Dela para com as mulheres (e vice-versa) através de suas quatro faces, que por natureza são um reflexo vivo de um Ser tão Sagrado que revela suas faces desde o inicio dos tempos.
Existem várias formas de criar uma conexão com as quatro faces da Deusa e cada uma delas desperta a mulher para compreender toda a sua sensibilidade e ressonância de sua Divindade interior. Assim como quatro são as faces da Deusa, quatro são os cantos do mundo, que somados faz com a Mulher se torne o Pentagrama Universal, o quadrado da fundação que em plena estabilidade e sabedoria dá forças para todas aquelas que mergulharem em seus mistérios. Abençoadas são as mulheres pelos dons da maternidade com seus úteros, da criação de realidades, sonhos e sentimentos que são expressos principalmente pela Roda do Ano, onde fica claro toda especialidade neste Ser que é análogo a Grande Mãe dos Homens.
Enraizada através de seus pés a Mulher e a Deusa são a própria Terra e em seu respirar, o Ar, seu eterno amante e confidente, enche seus pulmões e envolve todo o seu corpo num êxtase de prazer e sensibilidade. A Mulher nas passagens da vida pode ser a menina que é pura, virtuosa e bela como uma flor, que corre pelas matas e deixa-se levar pelo brilho do sol. Pode ser a Jovem caçadora que seduz e encanta; Que sente a felicidade e o prazer em cada parte pulsante de seu corpo desnudo a correr pela relva. Pode ser Mãe madura, sedutora a seu modo e responsável em todas as suas ações. A Mulher Plena, que conhece todos os mistérios, senhora de si e do mundo a sua volta; Maturidade, equilíbrio e intuição são as suas vivências. A que não somente é Mãe de outro ser, mas que pode ser sim Mãe de projetos e ideias. 


Ela se torna também a Sábia Anciã que conhece todos os mistérios da vida, da morte e do renascimento; A noite sem lua e a escuridão sem limites; As quatro faces da Deusa que a completam e contemplam toda sua existência; Ela ao centro sendo a essência de toda a essência natural, pois todas as mulheres são Deusas refletindo a luz do Sol que também faz parte Dela. A Mulher é a Filha, mas também é a Mãe; É a Jovem, mas também é a Anciã. Um elo inquebrável entre ela e a Terra, onde cada uma tem seu ritmo e nesta ciranda da vida todos os Elementos se oferecem nesta contradança.”
A Todos,
Bons estudos!

Pax, Lux et Nox.

 
Design by Free WordPress Themes | Bloggerized by Lasantha - Premium Blogger Themes | Hostgator Discount Code