Mostrando postagens com marcador Povos antigos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Povos antigos. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Metrópole Celta de 2.000 anos é descoberta na Espanha

O pacato vilarejo de Aranda de Moncayo, situado a duas horas ao norte de Madri, ganhou a atenção internacional após a prisão de um homem que falava com poucas pessoas, mas era visto perambulando com um detector de metais à noite. Investigadores que revistaram suas propriedades encontraram mais de 4.000 artefatos antigos furtados que teriam sido, quase todos, escavados do morro ao lado da casa dele. A polícia diz que a prisão do acusado é apenas o primeiro passo em uma investigação que começou quando dois capacetes de bronze foram colocados à venda numa casa de leilões alemã.

Parece que 2.000 anos atrás havia uma metrópole celta, Aratikos, no alto do morro. A cidade teria sido destruída por invasores romanos. O caso levou a prefeita de Aranda de Moncayo, Rosario Cabrera, a visualizar um novo futuro para os 200 moradores do vilarejo apático. Primeiro ela quer que seja feita uma escavação arqueológica correta. O passo seguinte poderia ser a construção de um pequeno museu local. "Isso poderia atrair muitos turistas para cá", disse a prefeita, que está rapidamente se tornando especialista nos celtas ibéricos que se radicaram nesta região e viraram alvos da agressão romana porque a região era rica em cobre, prata e ferro. Historiadores creem que a cidade antiga foi queimada até o chão.

Tendo encontrado moedas e pedaços de cerâmica antigos ao longo dos anos, a maioria dos habitantes de Aranda de Moncayo sabia que a região tinha uma história interessante, mas o local exato da cidade antiga era duvidoso. Especialistas dizem que pelo menos 18 capacetes antigos foram roubados ilegalmente de Aranda de Moncayo --muito mais que os que já foram encontrados antes de forma legalizada. As autoridades disseram ter detido Ricardo Granada, 60, em março, por envolvimento no caso, e que ele pode ter colhido antiguidades na área por 20 anos.

Cabrera contou que Granada certa vez comprou um terreno no sopé do morro. Mas ele não parecia saber muito sobre métodos arqueológicos. Usou uma escavadeira para retirar a terra e levá-la embora num caminhão. Especialistas do Museu Central Romano-Germânico, em Mainz, viram os capacetes em um leilão em 2008 e chamaram a polícia para pedir que eles fossem embargados para que a Espanha pudesse solicitar seu retorno, contou Michael Müller-Karpe, pesquisador do museu. As autoridades não fizeram nada, e os capacetes foram devolvidos à casa de leilões.

A ideia da prefeita de construir um museu agrada a alguns moradores da vila. "Muitas pessoas daqui são idosas e só querem paz e tranquilidade", comentou Pilar Gonzalez, proprietária de um pequeno restaurante e hotel na praça da cidade. "Mas um museu, ou qualquer coisa que chamasse pessoas para cá, nos beneficiaria."

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Tumbas indígenas milenares na Colômbia

“Chegar até o Parque Arqueológico de Tierradentro, no sul da Colômbia, em plena selva amazônica, não é uma tarefa fácil. Para quem se dispõe a recompensa vale a pena, afinal de contas não é sempre que se tem a oportunidade de conhecer tumbas de uma civilização pré-colombiana construídas há mais de 1.200 anos”. Essa é a dica do bancário Deonir Marcos Bartnik, 33, que viajou de moto desde Quito, no Equador, até Tierradentro.  
“O caminho que fiz foi partindo da cidade de Popayan, passando por Totoro. É uma estrada de terra de uns 90 km até o povoado de Inzá. Dali, são mais 15 km até onde estão localizadas as tumbas, também conhecidas como hipogeus”. Segundo Bartnik, o caminho de mais de 100 km é complicado e mais adequado para veículos 4x4.  
“As tumbas fazem parte dos costumes da civilização indígena que viveu na região entre o ano 500 e o ano 900 e que enterrava seus mortos: primeiro em covas rasas, depois transferiam as ossadas para um espaço que servia de jazigo para uma família inteira. São aproximadamente 200 tumbas, sendo que muitas delas ainda estão enterradas e ainda não foram abertas”. O internauta disse que os hipogeus apresentam formato circular e que têm de 3 a 4 metros de raio, mas podem variar segundo a posição hierárquica das famílias no grupo.  
Tierradentro 1 (Foto: Deonir Marcos Bartnik/VC no G1)
Entrada de uma das tumbas que podem
ficar a até 15 metros de profundidade
(Foto: Deonir Marcos Bartnik/VC no G1)
Deonir afirmou que o lugar é pouquíssimo conhecido e que no dia de sua visita era o único turista no Parque Arqueológico de Tierradentro. “Existem algumas pessoas da comunidade que trabalham nas roças e que atuam como guia turístico quando alguém chega querendo visitar as tumbas. Eles inclusive pediram minhas fotos para usarem na divulgação do parque”.
No portal oficial de turismo da Colômbia há mais informações sobre o Parque Arqueológico de Tierradentro.

Fonte: G1

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Templo da Trácia, santuário de Zeus e Hera encontrado no Sredna Gora da Bulgária

Foto: Sascha Hoffmann / sxc.huArqueólogos na Bulgária encontraram um templo trácio e um santuário de Zeus e de Hera em Sredna Gora, na parte central do país. A descoberta foi feita em uma escavação em Kozi, região Gramadi, perto da aldeia de Starosel, no município de Hissarya, por uma equipe de arqueólogos do Museu Nacional de História liderada pelo Professor Ivan Hristov, disse Bozhidar Dimitrov, diretor do museu.
A área onde o grande templo da Trácia, assim como o santuário de Zeus e Hera foram encontrados corresponde a cerca de 50 metros quadrados. Estima-se que o local foi construído por volta do século 8 a 6 AEC (Antes da Era Comum). Acredita-se que o santuário tenha sido destruído no século V EC para a construção de uma pequena igreja nas proximidades do local. 
Outras descobertas foram feitas como moedas da época dos reis Felipe II e Alexandre, o Grande, e da república romana tardia, bem como cerca de 1000 fragmentos de vasos de cerâmica utilizados para ofertas no santuário, disse Dimitrov. Ele disse que as escavações no local continuarão até o início de setembro.
Fonte: The Sofia Globe
Tradução: Douglas Marques

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Pirâmide maia de 2.300 anos é destruída por escavadeira


Templo maia em Belize | Foto: AP
Autoridades de Belize, na América Central, confirmaram nesta terça-feira que uma escavadeira destruiu uma das maiores pirâmides maias do país durante a construção de uma estrada.
O chefe do Instituto de Arqueologia de Belize, Jaime Awe, disse que o templo Noh Mul foi destruído quando operários de uma empreiteira buscavam cascalho para preencher buracos na estrada antes de ela ser pavimentada.
A polícia diz que está investigando o incidente, mas arqueólogos belizenhos dizem que esta não é a primeira ocorrência de um incidente desse tipo. Construído na era pré-colombiana, o templo datava de 2.300 anos atrás e apenas uma pequena parte da pirâmide permaneceu de pé.
"A destruição de montes maias para preenchimento de estradas é um problema endêmico em Belize", diz o professor Normand Hammond.
Arqueólogos locais disseram que foram alertados sobre a destruição no fim da semana passada.
O complexo maia está localizado em terras particulares, mas de acordo com a legislação belizenha, quaisquer ruínas pré-hispânicas estão sob proteção do governo.
Segundo John Morris, do Instituto de Arqueologia de Belize, os operários sabiam o que estavam fazendo.
"É inacreditável que alguém de fato tenha tido o descaramento de destruir esta construção. Não há, absolutamente, nenhuma possibilidade de que eles não soubessem que aqueles eram montes maias".
Promotores locais consideram apresentar acusações criminais contra a empreiteira.

Fonte: BBC Brasil

sexta-feira, 1 de março de 2013

Novas análises de DNA sugerem que Nerfetiti seria a mãe do Faraó Tutankhamun

Uma investigação genética feita pelo arqueologista francesa Marc Gabolde ameaça reescrever os livros de história sobre duas figuras ícones do Egito antigo. Por anos, especialistas em antiguidades tem assumido que Akhenaten e sua irmã não identificada foram os pais do mais famoso faraó do mundo, Tutankhamun. E, na verdade, análise recentes de DNA sugerem isso. Mas, como mostra nova interpretação dos dados genéticos de Gabolde, a mãe do faraó Tut talvez tenha sido ninguém mais que a prima de primeiro grau de seu pai, Nerfetiti.

Que Nerfetiti talvez tenha sido a mãe de Tutankhamun não é um completo choque. Ela foi casada com o Faraó Egípcio Akhenaten, depois de tudo - a sua Grande Esposa Real e consorte. Além disso, os egiptólogos sabem que o dois tiverem filhos juntos (eles tiveram seis filhas). No entanto, as evidências genéticas sugerem uma ascendência materna diferente de Tutankhamun.

De fato, em 2005, uma investigação por arqueologistas, radiologistas e geneticistas usando tomografias e análises genéticas indicaram que o pai do Rei Tut foi de fato Akhenaten, e que sua mãe não havia sido uma das esposas conhecidas de seu pai. Em vez disso, a mãe de Tutankhamun seria sua tia - uma das cinco irmãs de seu pai (embora não houvesse certeza de qual). Além disso, devido as várias má formações congênitas do Rei Tut, incluindo um pé deformado, um lábio ligeiramente leporino, e uma leve escoliose (uma espinha curvada), ofereceu aos arqueologistas indícios de que ele havia vindo de uma linhagem incestuosa (fato muito comum em famílias reais).

Análises posteriores realizadas por Zahi Hawass, em 2010, reafirmou a sugestão de Akhenaten como pai do Rei Tut - uma reivindicação que foi rejeitada por alguns especialistas, que argumentavam que o casamento de Tuthankhamun com Ankhesamun, filha de Akhenaten, foi feito para legitimar sua reivindicação a coroa.

Mas Marc Gabolde - o diretor da expedição arqueológica da Université Paul Valery-Montpellier III na Necrópole Real de el-Amarna - tem uma ideia diferente. Falando recentemente no Centro de Ciência de Harvard, Gabolde disse à plateia que esta evidência de DNA foi interpretada incorretamente. A proximidade genética aparente, segundo ele, ficou por conta de três gerações sucessivas entre primos de primeiro grau.

"A consequência disso é que o DNA de terceira geração entre primos se parece com o DNA entre irmãos", disse ele. "Eu acredito que Tutankhamun é o filho de Akhenaten e Nerfetiti, mas que estes sejam primos".

Juntos, o poderoso casal provocaram uma revolução religiosa no Egito, onde eles reforçaram o culto monoteísta de Aton, o Disco Solar. E agora, assumindo que a teoria de Gabolde é verdadeira, eles também eram os pais de Tutankhamun, o Rei Criança que assumiu o trono aos 8 anos - e que hoje é reconhecido por sua máscara mortuária de ouro. Da mesma forma, Nerfetiti se tornou famosa por seu busto, uma obra-prima criada pelo escultor Tutmés.

Durante sua palestra, intitulada "Aspectos desconhecidos do Reinado de Tutankhamun, parentesco, e os Tesouros da Tumba", Gabolde ofereceu outros detalhes da vida do Rei Criança, incluindo o seu interesse na Núbia (uma região no sul do egito), e inscrições mostrando o faraó caçando avestruzes.

Fonte: io9
Tradução: Douglas Phoenix

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Runenmagie: Runas e a História - Parte I

Hail!* 
E chega a nossa Sexta-Feira em honra à Mardoll (Freyja) e suas runas!
Como prometido, vou começar a explanação do que são runas sob a ótica histórica (registros, teorias e arqueologia) e a visão mitológica (Aesir e Wanen). Estas últimas ainda tem subdivisões bastante interessantes que iremos explorar ao longo do tempo.



RUNAS E A HISTÓRIA



Dentro do imaginário popular, se pensarmos rapidamente na origem de instrumentos ligados à magia e ao paganismo, principalmente os envoltos de mistérios (como Runas e Tarot) temos a tendência de deixar a fantasia vagar e pouco nos fixamos nos fatos.
Assumo que para mim, descobrir que as runas tem registros válidos em tempos mais recentes do que eu previa foi um baque num chão raso. Em minha concepção, a história e os mitos se mesclavam em dado ponto em certa época. Tive por base teorias exotéricas que tentavam comprovar a veracidade de mitos, e nisso me perdi. Caindo em eloqüência somente posteriormente, com um estudo superficial e compreensão mais ampla sobre o assunto.

Runas, como as conhecemos hoje, para chegarem a este ponto sofreram grandes e diversas mudanças durante os anos em que se disseminaram pela Europa. Como já citado, em vários pontos distintos do continente foram encontrados registros e artefatos que comprovam a utilização dos talismãs e do alfabeto rúnico gravados em rochas. Ainda com todo este material, não se pode precisar em que época se deu a origem real dos grifos. O período mais convincente é o que se situa próximo ao ano 1300 AEC. Com esta falta de registros mais sólidos, os historiadores, pesquisadores e antropólogos tomam o rumo da especulação e com os rastros encontrados parte-se então para a formulação das teorias.

1-      Teorias

Das quatro mais conhecidas e divulgadas, duas já foram descartadas por não serem compatíveis com outros achados arqueológicos e as datas não são convincentes.
São elas:

- Latina/Romana: defende que o as runas foram originadas de uma adaptação do alfabeto latino. A semelhança entre alguns símbolos e as letras é o que dá base à teoria. Contudo, achados arqueológicos anteriores à data atribuída de quando teria ocorrido a origem do alfabeto tornam a versão inválida.

- Grega: posterior à romana, diz que os godos reformularam a escrita cursiva dos gregos e exportaram esta nova escrita por certa região da Europa (Mar Negro – Escandinávia). Vários achados na Rússia e Romênia comprovam a teoria, mas datas desencontradas também dão invalidez à hipótese.

Essas duas teorias formuladas nas últimas décadas de 1800 por mais que já descartadas, ainda têm validade para alguns. Porém não são mais bem aceitas dentro das vistas acadêmicas, por motivos óbvios.

As que tem mais respaldo histórico e que tem uma certa lógica são as seguintes:

- Etrusca: diz que as runas teriam surgido do alfabeto do povo etrusco que vivia ao norte ibérico e que eles teriam difundido-as pelos povos teutônicos e posteriormente pelo resto da Europa. Em favor desta teoria tem a descoberta de diversos artefatos arqueológicos com símbolos semelhantes às runas gravados neles do século IV AEC, além de outro oráculo inscrito em varetas com um sistema bastante semelhante ao rúnico. Por mais que a semelhança de alguns símbolos seja indiscutível, o alfabeto etrusco ainda não foi compreendido nem decifrado, logo não se pode dizer que eles e as runas tem realmente uma ligação efetiva, apenas que houve um ponto de encontro.

- Hallristinger: (mais aceita pelos historiadores acadêmicos) tem como base a semelhança das runas com as inscrições rupestres datadas em 1300-800 AEC (Idade do Bronze e Ferro).
Estas inscrições eram símbolos religiosos provavelmente ligados a um xamanismo europeu primitivo. Os caracteres não deixam sobrar dúvidas de que estão ligados a adoração ao Sol e ao Sagrado Feminino, além de ter a presença da famosa suástica, símbolo de fertilidade e que remete a fenômenos climáticos e astrológicos. Sobre o alfabeto Hallristinger pode-se deduzir que assim como as runas eles eram um sistema simbólico para expressar a sabedoria e os mistérios sagrados.
Segundo a teoria, as runas teriam sido resultado de uma modificação causada pelas várias gerações e transmigrações destes antigos símbolos rupestres estacionado entre os etruscos e os teutônicos onde conseguiram uma identidade própria e se tornaram uma linguagem escrita – ainda mantendo toda a simbologia sagrada.

Sob a ótica histórica, particularmente sou seguidor da última teoria. Fazendo uma revisão antropológica, a ligação entre as runas, seus portadores e usuários e o alfabeto que as originou tem uma linearidade mais convincente e provável.
Ainda podemos encontrar mais duas visões bastante difundidas. Classificadas como esotéricas, estas teorias nos remetem a compreensão de um outro mistério mundial. São representadas por dois grandiosos e bastante reconhecidos pesquisadores e runólogos: Guido Von List e Friedrich Berhnard Marby.
As correntes esotéricas afirmam que as runas sejam códigos cósmicos que teriam sido herdados de uma cultura antediluviana de povos evoluídos que habitavam terra lendárias.
List defende que as runas teriam sido trazidas por sua concepção do que foram os arianos.  Já Marby aponta que as runas vieram de Thule que afundou no Mar Norte há milênios atrás.
Continua...
* Nota: uma correção deve ser feita em relação ao meu primeiro texto em que usei “Heil”. Escrevi a fonética ao invés da palavra correta. No mais, “Hail” é uma saudação em alemão.


Bibliografia consultada:- FAUR, Mirella. Mistérios Nórdicos: deuses, runas, magias, rituais. Ed. Pensamento, 2007- Runemal (www.runemal.com)- MonteMor (www.marquesdemontemor.blogspot.com.br)

domingo, 25 de dezembro de 2011

Culto aos Mortos no Império Inca


Os incas acreditam na vida após a morte. Quando morria um curaca, morria também suas mulheres, enterradas junto com ele. Também deviam morrer os principais criados e servidores. Este costume não era obrigatório e desapareceu com a ação da Igreja nas reduções indígenas.

Os incas têm o costume de proporcionar aos defuntos alimentos e vestidos, que são para a sua longa viagem ao mundo dos mortos, localizado no interior da terra. Alguns espíritos escolhem como domicílio objetos naturais, no intuito de continuar a influenciar o destino de seus descendentes.

Os povos das cordilheiras e da costa possuíam o hábito de mumificar seus mortos, o que foi feito como todos os Incas, exceto com Atahuallpa e Huascar. Curiosamente, entre as múmias encontradas em Coricancha, há uma de um homem com barba ruiva. As múmias do deserto costeiro, devido ao clima, permanecem inalteradas.

Fonte: Cheibub

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Arqueólogos encontram antigo barco funerário viking na Escócia


Arqueólogos britânicos escavam antigo barco Viking encontrado na Escócia (Foto: AFP Photo / AOC / Dan Addisson )Arqueólogos britânicos descobriram os vestígios de um barco funerário viking nas terras altas escocesas. Segundo eles, esse é um dos mais importantes já encontrados no Reino Unido. O achado feito em outubro deste ano gerou uma gama de estudos sobre a cultura nórdica antiga.

O barco-túmulo de 5 metros de comprimento continha os restos de um guerreiro de alto escalão que foi enterrado com um machado, uma espada, uma lança, um escudo e um broche de alfinete na jazida de Ardnamurchan, de mais de mil anos de antiguidade, segundo a Universidade de Manchester, uma das instituições que participaram das escavações.

Além disso, também foram encontrados no túmulo uma faca, o que poderia ser a ponta de um chifre de bronze utilizado para beber, uma pedra para amolar norueguesa, cerâmica viking e diversas peças de ferro que não foram identificadas. A co-diretora do projeto, Hannah Cobb, professora de Arqueologia da Universidade, qualificou a descoberta de "apaixonante".


"U
m barco funerário viking é uma descoberta incrível, mas, além disso, os artefatos e o estado de conservação fazem dele um dos túmulos nórdicos mais importantes já escavados no Reino Unido", acrescentou Cobb, que trabalhou durante seis anos com especialistas da Universidade de Leicester e outros arqueólogos escoceses.

Os vikings, como são conhecidos os povos germânicos navegantes e guerreiros procedentes da Escandinávia que se lançaram à conquista da Europa entre o fim do século 8 e meados do 11, utilizavam os barcos como túmulos para enterrar personalidades da época com suas posses. Especialistas em vikings da Universidade de Glasgow acreditam que este barco-túmulo possa datar do século 10.

Fonte: G1.com
publicado em 19/10/11


quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Etruscos: religiosidade e culto sepucral


 A crença etrusca era um politeísmo onde todos os fenômenos visíveis eram considerados uma manifestação de poder divino e esse poder foi subdividido em divindades que agiam continuamente no mundo dos homens e que podiam ser dissuadidas ou convencidas a realizarem favores nos assuntos humanos. Três formas são evidentes nos motivos extensos de arte etrusca. Uma aparece como a divindade de uma natureza nativa: Catha e Usil, o sol, Tivr, a lua, Selvans, um deus urbano, Turan, a deusa do amor, Laran, o deus da guerra, Leinth, a deusa da morte, Maris, Thalna, Turms e o popular Fufluns,o deus dos vinhedos, festivais e das manifestações folclóricas, muito ligado à cidade de Populonia.


O comando sobre esta infinidade de divindades menores era de seres superiores que parecem refletir o sistema Indo-europeu: Tin ou Tinia, o céu, sua esposa Uni (Juno), e Cels, a deusa da terra. Além do mais, os deuses romanos foram tomados por base no sistema grego e no sistema etrusco: Aritimi (Artemis), Menrva (Minerva), Pacha (Bacchus). Os heróis gregos de Homero também aparecem extensamente nos motivos artísticos.

Como os egípcios, os etruscos acreditavam na vida eterna, e a prosperidade egípcia foi ligada à prosperidade fúnebre dos etruscos. Os túmulos, em muitos casos, eram melhores que muitas casas, com câmaras espaçosas, afrescos nas paredes e mobília catacumbária. A maioria dos túmulos dos etruscos foi pilhada. No túmulo, especialmente no sarcófago, havia uma representação do cadáver quando vivo, provavelmente como queriam estar na pós-vida. Algumas das estátuas eram as mais finas e realistas da Europa de sua época. A aparência do etrusco é fácil de ser analisada pela perfeição de suas esculturas. Eles desejavam ser vistos sorrindo e íntimos com seus próximos. O meio favorito dos artistas etruscos era a terracota.

Alguns deuses: Orcus (deus do Underworld), Aminth (criança alada), Calu (deus infernal dos lobos), Chaluchasu (gigante feito de bronze), Culsu (deusa infernal das passagens), Feronia (deusa da liberdade, colheitas e viajantes), Iynx (pássaro do amor), Laran (deus da guerra), Lasas (guardiãs dos mortos: Lasa Sitmica, Lasa Achununa, Lasa Racuneta, Lasa Thimrae, Lasa Vecuvia), Malavisch (deusa dos espelhos).

Mania (deusa noturna, protetora dos reis, portadora dos pesadelos), Maris (espíritos da guerra: maris turans, marishusurnana, maris menitla, maris halna, maris isminthians), Nortia (deusa do destino e das probabilidades), Phersu (deus das máscaras), Selvans (deus das fronteiras e florestas), Tecum (deus da elite etrusca, lucomenes), Thanr (deusa dos partos dos deuses), Tuchulcha (mulher do Underworld, com cabelo de serpentes e bico de abutre, que se diverte com os mortos brincando com um jogo de tabuleiro), Vanth (guia das almas ao Underworld), Vethune (deus da Liga da Etrúria).

Fonte: SANTOS, H. M. Etruscos: história e magia. São Paulo: Ed. Magic, 1997.

terça-feira, 30 de agosto de 2011

CELTAS: Uma História!


Há cerca de três mil anos, emergiu na Europa central uma civilização indo-europeia que chegou a dominar o norte do continente. Possuidora de uma cultura avançada, a estrutura de sua sociedade belicosa, aliada a sua capacidade de produzir bem feitas armas de metal, fez dela uma força a ser considerada. Os mercadores gregos que primeiro os encontraram no séc. VI a. C. chamaram-nos keltoi ou galatai. Hoje os conhecemos como celtas ou gálatas.

Os celtas têm sido descritos de diversas formas: como "conquistadores da Europa" ou, de forma menos lisonjeira, como "os bárbaros da Europa". Certamente, foram eles os primeiros europeus setentrionais organizados o bastante para ser marcados como uma civilização. No ápice de seu poder durante o séc. II a. C., o mundo céltico estendia-se da Turquia à Irlanda e da Espanha à Alemanha. Outras povoações célticas têm sido localizadas até na Ucrânia. 

Povos célticos habitaram as margens de grandes rios da Europa; o Danúbio, o Reno, o Rone, o Pó, o Tâmisa, o Sena e o Loire. Em consequência, esses povos estabeleceram ligações comerciais com seus vizinhos no Mediterrâneo e mercadorias do Oriente Médio têm sido descobertas em áreas de sepultamento célticas na França e Alemanha modernas. Todo o continente europeu ao norte dos Alpes estava unido em uma frouxa confederação de tribos que compartilhavam de uma cultura céltica comum.

Muito do que sabemos sobre os celtas vem de relatos de romanos e gregos, bem como de pistas arqueológicas que os celtas deixaram para trás. Para as civilizações do Mediterrâneo Clássico, os celtas eram um povo a ser temido e exércitos célticos irromperam na Itália, na Grécia e na Espanha antes de os romanos poderem contê-los. Guerreiros célticos foram recrutados para servir nos exércitos dos inimigos de Roma e tornaram-se os inimigos mais implacáveis de Roma.

Os celtas eram uma aristocracia guerreira e a destreza militar era considerada uma das virtudes mais fortes de um governante céltico. Eram também impetuosos e sua avidez por encontrar o inimigo em combate mostrou-se uma fraqueza que os romanos exploraram ao máximo. A civilização céltica na Europa continental foi praticamente...

... extinta em uma só década quando Iulius Caesar invadiu a Gallia em meados do séc. I a. C. O único grupo restante de povos célticos estava na Britannia e um século mais tarde os romanos iniciaram a conquista desse último bastião céltico. Os romanos foram seguidos pelos conquistadores germânicos e, por volta do séc. X, os celtas estavam reduzidos a uma sombra de sua antiga glória. A partir dessa época, o mundo céltico abrangia somente um pequeno número de nações pequenas e pobres, agarrada às margens atlânticas do continente europeu.

Os celtas eram considerados um dos maiores povos artísticos do mundo antigo e do primeiro período medieval. Deixaram um legado artístico em artefatos metálicos, muitos dos quais vistos como alguns dos mais belos jamais produzidos. Eles possuíam uma inclinação e vibração artísticas que sobreviveram aos séculos. Quando os celtas se converteram ao cristianismo, essa capacidade artística foi canalizada para a produção de requintados objetos devocionais, incluindo manuscritos iluminados que ainda surpreendem o público com suas cores e beleza complexa. 

Acima de tudo, os celtas são lembrados por sua enigmática assinatura artística: complexos padrões entrelaçados e decoração espiralante que embelezaram os esforços artísticos dos celtas por mais de mil anos.
Através desse legado artístico e também por meio dos mitos e lendas escritos por escribas célticos tardios podemos compreender um pouco do mundo desse povo céltico; como viviam, a quem adoravam, como pensavam, como lutavam e como celebravam a vida. Sua civilização alcançou a maior parte da Europa em algum ponto de sua história e permanece como uma das mais enigmáticas e mal compreendidas entre todas as grandes culturas do mundo. Esteja pronto para cair sob o encanto dos celtas ao viajar por seu rico e colorido mundo.

Fonte: Konstam, Angus. Historical Atlas of the Celtic World. Mercury Books, London, 2003. ISBN 1-904668-01-1.
Tradução: Bellovesos

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

II Encontro de Druidismo e Reconstrucionismo Celta

Comunhão de conhecimentos, vivências e aprofundamento de saberes é o que promete o II Encontro de Druidismo e Reconstrucionismo Celta que acontecerá nos dias 12, 13 e 14 de novembro. O encontro que este ano será realizado em Cotia, 35 minutos de São Paulo, traz palestras de renomados nomes do druidismo e estudiosos dos antigos povos que habitavam a região da Gália.

Dentre os palestrantes estão nomes como: Bellovessos (Porto Alegre - RS), Bandruir (Rio de Janeiro - RJ), Ëldrich Hazel Ybyraptã (Hortolândia - SP), Mayra Faro / Darona ni Brighid (Belém - PA), entre outros nomes. Palestras sobre a Lei Céltica, OBOD no Brasil, Aprofundando a hipótese Gaia, além de workshops na produção de bebidas artesanais, luta com espadas, danças circulares e folclóricas, fazem parte da programação do evento.

Toda a programação e os valores da hospedagem, camping ou outros modos de acomodação podem ser vistos no link: http://www.druidismo.com.br/Index/2_Encontro_de_Druidismo_e_RC.html

As inscrições são feitas pelo e-mail marcos.reis@druidismo.com.br

Realização: Caer Itaobi; Caer Tabebuya; Ramo de Carvalho; Ramo de Prata; Tyba Imbas h’Amairgin.

domingo, 14 de agosto de 2011

GRANDE MANISFESTAÇÃO MUNDIAL PRO-XINGU


As discussões sobre o Xingu voltaram a tona nos últimos dias, depois da situação relatada pelo relatório sobre os povos indígenas das américas. Todo o assunto sobre o Xingu foi sendo bem comentado, mas saiu da mídia após a adiamento da votação. O projeto pretende implantar uma hidrelétrica em áreas do Xingu. Desde que o projeto foi levantado, diversos manifestos foram feitos e mais um acontecerá simultâneamente em todo o mundo. 

O manifesto intitulado 'Grande Manifestação Mundial Pro-Xingu' será realizado no próximo dia 20 (sábado) às 14hs (variando de acordo com o fuso-horário local) nos seguintes estados brasileiros: Pernambuco, Acre, São Paulo, Rio de Janeiro, Amazonas, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Bahia, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraná, Minas Gerais e Brasília.

A manifestação também irá acontecer em países como França, Equador, Peru, México, Estados Unidos, Canadá, Argentina, Chile, Reino Unido, Espanha e Portugal.

Aqui no Recife, o encontro acontecerá na Praça do Derby às 14hs. Os locais dos encontros e seus horários podem ser conferidos abaixo:
No Brasil

- Em São Paulo – SP o evento se realizará na Av. Paulista, em frente ao MASP (Museu de Arte de São Paulo) as 13 h.
- No Rio de Janeiro – RJ, posto 4 na Av. Atlântica em Copacabana, as 14 h
- Em Salvador – BA, Praça Campo Grande, até a Praça Municipal, as 14 h
- Em Fortaleza – CE, praça José de Alencar, centro, as 13 h
- Em Recife – PE, Praça do Derby, as 14 h
- Em Brasília – DF, em frente ao congresso nacional, as 14 h
- Em Belo Horizonte – MG, Av. Afonso pena, centro, em frente a sede da prefeitura, as 14 h
- Em João Pessoa – PB, feirinha de Tambaú, as 14 h
- Em Belém – PA, Praça da República, em frente ao Teatro da Paz rumo ao Ver o Peso, as 08h 30min

Na Europa

França
- PARIS, Parvis des droits de l'Homme, place du Trocadéro, 15 h
Portugal
- PORTO, Consulado Brasileiro, Av. França n° 20, as 13 h
- LISBOA, Consulado Brasileiro, Praça Luis de Camões, CHIADO

Nos EUA

- Em San Francisco, 300 Montgomery street, Suite 900, San Francisco, CA 94104, day 22, Monday, in Brazilian Consulate.

A organização do evento pede para que os participantes cheguem até duas horas mais cedo para serem pintados pelos guerreiros do Xingu. O evento contará com a presença de algumas etnias indígenas como Kalapalo, Kamayurá, Kuikuro, Guarani, Wassu cocal, Xavante, Tikuna, Pataxó, Pankararu, Fulni-ô entre outras mais. O evento contará com realização de cantos e danças tradicionais xinguanas, torés diversos e rituais de guerra xinguanos


COMPAREÇA VOCÊ TAMBÉM!!
E faça parte desta grande corrente de cidadania e justiça
PELO DIREITO DE SOBREVIVÊNCIA DOS POVOS XINGUANOS

Organização:
Sany Kalapalo
Neydison Pataxó
Kuana Kamayurá Kalapalo
Eduardo Vitszyn

Apoio:
Vedas
Casa Jaya
Greenpeace
Revolução da colher
Xingu vivo para sempre
Tradição Diânica Nemorensis
Movimento Brasil pelas florestas
Museu do índio – Embu das artes/SP

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Religiões Indígenas: Tupi-Guarani (Parte 1)

Mais uma série de postagens para vocês leitores, dessa vez abordando uma cultura extremamente brasileira. Esse trabalho de pesquisa foi desenvolvido pelo professor da UCG e da UnB, Roque de Barros Laraia, e foi publicado na Revista USP em novembro de 2005. Espero que gostem dessa nova série. 

No levantamento das religiões existentes no mundo não é comum a inclusão das religiões das sociedades indígenas, apesar de Emile Durkheim considerar a importância das mesmas: “[…] não são menos respeitáveis do que as outras. Elas respondem às mesmas necessidades, desempenham o mesmo papel, dependem das mesmas causas; portanto podem perfeitamente servir para manifestar a natureza da vida religiosa”.
Judaísmo, cristianismo, islamismo, budismo e hinduísmo  são exemplos de grandes  religiões, que  possuem muitos  adeptos,  porque  passaram  por  um  longo  processo  de  globalização. Existem, porém, numerosas outras religiões que ficaram à margem desse processo. É o caso das religiões das chamadas  sociedades  indígenas. No Brasil são muito numerosas e pouco estudadas.

Quando Durkheim procurou descrever as formas elementares da vida religiosa das “sociedades primitivas”, encontrou o  seu modelo nas  religiões  totêmicas do  continente australiano. No Brasil, a equivalência encontra-se  nas  religiões  xamanísticas. Segundo Mircea Eliade  (1994),  desde  o princípio  do  século XX,  “os  etnólogos adotaram o costume de empregar indistintamente os termos xamã, homem-médico, feiticeiro  ou mago,  para  designar  determinados  indivíduos  dotados  de  prestígio mágico-religioso e reconhecidos em todas as ‘sociedades primitivas’’’. 

A palavra xamã é originária de um povo siberiano,  os  tungus. Eliade  restringiu  o uso do termo aos especialistas do religioso que acreditam, através do estado de transe, entrar em contato com seres sobrenaturais, sejam eles as almas dos seus antepassados ou  diferentes  tipos  de  espíritos. Este  é  o caso da maioria dos líderes espirituais indígenas. A palavra tupi-guarani que, entre nós, designa o xamã é pai’é, grafada em português como pajé.

Embora exista uma surpreendente uniformidade nos procedimentos dos xamãs, ocorre  uma  grande diversidade  de  explicações  para  o  surgimento  dos mesmos. Em  alguns  casos,  a  explicação  é  a hereditariedade,  ou  seja,  somente  podem  ser xamãs os descendentes de um outro. No caso tupi-guarani, o fator hereditário não é necessário. Acredita-se que se trata de um dom que deve ser descoberto e desenvolvido através do aprendizado. 

Entre os assurinis, do Rio Tocantins, constatamos a existência de um ritual denominado opetimo (literalmente: comer fumo) que tem como objetivo identificar, entre os jovens, aqueles que têm o potencial de se transformar em um pai’é. Entre cantos e danças, os candidatos fumam um grande charuto de tabaco, engolindo a fumaça. Os que se sentem mal, ou seja, têm ânsia de vômitos, são descartados. Os que desmaiam  são  os  escolhidos.  “Omano”, grita o pai’é oficiante do ritual, ou seja: “ele morreu”. É “morrendo” que se faz a viagem para o outro mundo, o que torna possível o contato com os antepassados.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

O Dia fora do Tempo

Durante sua permanência no planeta Terra os Maias cósmicos (seres interdimensionais) nos ensinaram os segredos do tempo galáctico, cientes dos ciclos lineares limitadores a que todos nós seres humanos fomos submetidos. Sabiam que tínhamos perdido a habilidade natural de perceber os ciclos de Luz Cósmica ao longo de nossa existência, e que esta forma linear do tempo atual é controladora e esconde os verdadeiros aspectos multidimensionais do tempo.
A contagem do tempo Maia se baseia em 13 ciclos lunares de 28 dias por ano solar, perfazendo 364 dias, mais um chamado de ‘Fora do Tempo’...

Os Maia consideram este dia como uma grande oportunidade de reciclar, recomeçar, recarregar as energias, liberar o que já não é mais preciso, agradecer por tudo que foi recebido no período anterior em todos os aspectos. Agradecendo inclusive mesmo os momentos aparentemente ruins ou dramáticos, pois terão sido importantes aspectos de nosso aprendizado e evolução como seres humanos cuja essência é espiritual.
Nesse dia que manifesta uma maior conexão com a Essência Geradora, os antigos Maias reservavam muito tempo para orar, meditar e receber a orientação interior quanto aos próximos passos a serem dados no Caminho em direção ao Pai.

No dia 26 de Julho recomeça um novo ciclo com o nascimento astronômico de Sirius, que se eleva no horizonte junto com o Sol, trazendo uma energia de limpeza e purificação interior, trabalhando sutilmente nossos corpos sutis, principalmente o emocional.
O novo ciclo será regido pela Lua (Lua Planetária Vermelha) estimulando a necessidade de limpar casa, relacionamentos, pensamentos, medos, culpas, tristezas, magoas; enfim, largando de vez ‘aquela mala sem alça’.

Texto de Rita Barreto
[Fonte: Site Somos Todos Um]

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Aimarás celebram chegada do ano 5519 na Bolívia

Os aimarás da Bolívia celebraram nesta última terça-feira (21) na cidadela pré-inca de Tiahuanaco o "Willka Kuti", ou "retorno do sol", que dá início a seu mítico ano de 5519, com a participação do presidente Evo Morales.
Centenas de pessoas visitaram o templo de Kalasasaya de Tiahuanaco, para assistir à cerimônia que coincide com o solstício de inverno austral e a mudança do ciclo agrícola para a semeadura no campo.
A chegada dos primeiros raios do sol, o momento mais esperado, aconteceu às 7h25 do horário local (8h25 de Brasília), mais tarde do que em outros anos.

Os amautas, ou sábios indígenas aimarás, vestidos com suas roupas cerimoniais, acenderam uma fogueira sobre um altar para invocar em sua língua o Pai Sol e a Mãe Terra, acompanhados por Morales.
Os 5.519 anos da cultura andina são resultado da crença de que a civilização pré-hispânica tiahuanacota teve cinco mil anos exatos de história antes da chegada dos espanhóis, em 1492.
O número é rejeitado por arqueólogos e antropólogos, com o argumento de que não havia culturas desenvolvidas no planalto andino naquela época e os Tiahuanaco seriam de 1200 a.C.

Morales enviou seus ministros a várias regiões do país para participarem da celebração, que era denominada "Ano Novo Aimara" e agora passou a ser chamada "Ano Novo Andino Amazônico", em uma tentativa de reunir as diferentes celebrações indígenas realizadas durante o solstício de inverno austral.
O ministro das Relações Exteriores, o também aimará David Choquehuanca, declarou que o festejo, que nestes dias também terá seu correspondente em Cuzco com o Inti Raymi, a festa do Sol, disse que a data é oportuna para a renovação pessoal.

"Hoje é tempo de renovação. Assim como o Sol se renova, nós também nos renovamos, todos os seres humanos festejam junto com a natureza, junto à Mãe Lua e o Pai Sol, e nosso desejo para este ano é que todos consigam alcançar a felicidade", declarou Choquehuanca.
O chanceler havia convidado para as comemorações o presidente eleito do Peru, Ollanta Humala, que chegou de madrugada ao país para uma visita oficial, mas ele não compareceu.
Humala, que assumirá a presidência no final de julho, realiza nesta terça-feira uma visita de cerca de 15 horas à Bolívia para discutir com o presidente Morales a agenda bilateral.
[Fonte: G1.com]

sexta-feira, 17 de junho de 2011

A cosmologia e a religião do Império Inca (Tahuantinsuyo) - Final


Aqui encerramos nossa série de postagens, dividida em 4 partes, sobre a religiosidade do Antigo Império Inca. Espero que tenham gostado. Por sugestões de um de nossos leitores, o Lord A., ativista Vampyrico no Brasil, uma outra postagem será feita que diz respeito ao tema. Agradecemos a todos aqueles que leem nosso blog e qualquer sugestão ou crítica, comentem ou nos enviem um e-mail. Bençãos Plenas!
  A hierarquia social se manifestava também entre os encarregados do culto do Deus-Sol.
Sobre todos eles pontificava o Sumo Sacerdote do Sol, quase sempre extraído do ayllu Urin Tarpuntae (pois os membros deste ayllu eram tradicionalmente os encarregados de alimentar os mallquis nas huacas), seguido pelos Sacerdote do Sol e os de outras divindades.
Uns eram especializados em dirigir os ritos, outros em custodiar os oráculos, terceiros em administrar as propriedades e posses do Culto do Deus-Sol, e outros, ainda, exerciam funções divinatórias (como os qallparicuc - que viam o futuro através de vísceras -, os huirapiric - que prognosticavam com fumaça e folhas de coca em água -, os achicoc, - que usavam milho e esterco de llama em sua prática divinatória -, os camasqa - que utilizavam ervas com o mesmo fim -, e os yacarcaes, que afirmavam pactuar com os habitantes de Ucupacha).

Os sacerdotes utilizavam os serviços de yanas para cuidar de suas plantações e gado, de artesãos para confeccionar-lhes objetos e roupa, e de músicos, poetas, bailarinos e cantores para diverti-los; obviamente, quanto maior o templo (os mais importantes foram o Q'oricancha, o de Pachacámac e o de Coati, no lago Puquinacocha ou Titicaca), maiores o poder, o número de servidores e o luxo das instalações, vestimentas e objetos de adorno.

Existia também um sacerdócio feminino e, a despeito de sobre isto haver poucos registros, tais mulheres deviam pertencer sempre aos estratos mais elevados da sociedade (nobreza inca, cápacs e jatúncuracas); entre elas se destacavam as yurac acllas, escolhidas entre a nobreza cusquenha, nomeadas esposas virgens do Deus-Sol e recluídas nas acllahuasis, as mesmas mulheres que na idade adulta receberiam o título de mamaconas e exerceriam o papel de transmissoras de ritos e técnicas têxteis ou artesanais para acllas mais jovens (veremos em detalhes, adiante, o papel econômico e político das acllas e das acllahuasis no Tahuantinsuyo).

Os sacerdotes não se dedicavam apenas às tarefas do culto: podendo casar-se e se dedicar a outras atividades, alguns até mesmo faziam comércio (como os de Pachacámac, na costa) e quase todos participavam das decisões e da prática política, especialmente os da saya Urin; mas após Pachacútec o Sapainca passou a intervir mais diretamente ainda em assuntos religiosos, como forma de manter o Culto do Deus-Sol sob controle político, já que Huiracocha, seu pai, estabelecera a nomeação direta do Sumo Sacerdote do Sol pelo Sapainca.

Assim, através do Sumo Sacerdote do Sol o Sapainca controlava indiretamente todo o aparelho burocrático-religioso, a produção teológica e os ritos do Tahuantinsuyo, exercendo total domínio sobre a população e mantendo a coesão da vida cotidiana no Estado.

[Fonte: FREITAS, Luis Carlos Teixeira. Tahuantisuyo - O Estado Imperial Inca. Luzcom Multimakers, 1997] 

 
Design by Free WordPress Themes | Bloggerized by Lasantha - Premium Blogger Themes | Hostgator Discount Code