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quinta-feira, 9 de maio de 2013

Universo Simbólico: Temperamento: a raiz das emoções.

Olá pessoal! Costumamos dizer que nossos corpos são influenciados pelas fases lunares e até mesmo orientamos nossos negócios e as pessoas que convivem conosco com o intuito de evitar contratempos e contendas de acordo com este fator, porém de todos os fatores que possamos conhecer, o temperamento é quem de fato influência nossas vidas e a maneira como encaramos os obstáculos que aparecem em nosso caminho. A maioria de nós não consegue identificar qual o tipo de temperamento que possuímos, seja por influência do Ego, ou por nunca termos parado para analisar tais situações. Sendo assim hoje conheceremos quantos e quais são os temperamentos - partes integrantes de nosso ser - e compreenderemos suas essências.

A palavra Temperamento deriva do Latim, “Temperamentum” e significa “mistura dosada em proporções”. O que se assemelha com os significados das palavras “Tempero” e “Temperança”. Ele é a raiz das forças que nos movimentam, as experiências de nosso mundo e nos direciona em relações aos fatos que possam acontecer em nossas vidas, mas mesmo ele sendo raízes, não significa que o temperamento não possa ser trabalhado com autocontrole,para que em doses certas, nos auxilie em nossos feitos cotidianos. 

Quando nascemos já possuímos uma forma de reação para os acontecimentos da vida (Temperamentos) e conhece-los facilita nossa libertação destes padrões que a depender da interpretação podem tornar-se prejudiciais.

Existem quatro tipos de temperamentos que foram estudados pelo médico grego Hipócrates, pai da Medicina,que viveu entre 460-377 a.e.c, e que se relacionam com os quatro elementos da natureza e com os quatro “humores” do corpo humano (Bílis, Linfa, Astra-bílis, e Sangue): Melancólico, Sanguíneo,Colérico e Fleumático. Assim como ele, temos diversos estudiosos e estudos científicos  que provam a existência não somente destas formas de temperamentos, mas também das suas influências nos seres humanos. Rudolf Stenner (1861-1925), o considerado pai da Antroposofia, com base nos estudos de H. P. Blavatsky, reforça ainda mais as teorias de que o corpo físico necessita ser permeado com substâncias vitalizadoras que vão muito além do reino mineral.Temos também CarlJung  que faz reforço sobre a influência dos elementos em funções psíquicas caracterizando-as como: Terra/sensações; Água/Sentimentos; Fogo/Intuição e Ar/Pensamentos.

Correspondência dos 4 tipos de Temperamentos Humanos:

Em qual deles você se encaixa?

Melancólico: Representando o elemento Terra. As pessoas são introspectivas e possuem uma lenta resposta as coisas que acontecem a sua volta, porém tudo o quê ela faz é com a máxima cautela. Sua consciência reconhece as varias formas de limites e assim torna-se bastante exigente. Tendem a fazer tudo regrado e detestam o erro. São pessoas estressadas por assumirem cargos de liderança, necessitam de reconhecimento pelo que fazem e se isso não acontece na certa a frustração as acomete. Tendem mais facilmente a depressão em seu desequilíbrio.



Sanguíneo: É análogo ao elemento Ar. É o temperamento daquelas pessoas que são rápidas em suas ações e reações e por se interessarem por tudo acabam sendo dispersivas e não realizando nada. Desconhecem seu limite físico e por esta razão se expõe facilmente ao cansaço e desgaste. Necessitam de atenção dos grupos que chamam sua atenção e sentem-se frustradas quando não são o centro das atenções sociais. Estes também não conseguem lidar com a falta de criatividade.





Colérico: Representando o elemento Fogo, é destinado a pessoas ousadas, dinâmicas e líderes natos, aquelas pessoas que estão sempre pronta a encararem desafios, que em tremendo desequilíbrio podem se tornar ditadores, pessoas agressivas e extremamente orgulhosas.








Fleumático: Análogo ao elemento Água. Estas pessoas são lentas, concentradas e muito sonhadoras. Adoram o prazer de se alimentar e quando entram em desequilíbrio tendem a inércia mental, obesidade e problemas digestivos.







Sabemos que a Essência Elemental está presente em praticamente todas as coisas existentes. São estes elementos presentes em nossos corpos que em equilíbrio proporcionam a nossa saúde e bem-estar. A nossa saúde tem que ser elevada em primeiro plano em nosso dia-a-dia, pois não adiantaria nada termos as maiores habilidades Mágickas se o nosso corpo (que é templo vivo da Essência Divina) não estiver em plena harmonia. 

Poucos de nós damos o devido valor a nossa saúde até que de fato chegue a doença. Esta que se manifesta pela negligência de nossos atos preventivos e que na maioria das vezes é diagnosticada de forma inapropriada desviando nossa atenção e não permitindo que cuidemos de nosso instrumento mais precioso – O Corpo.

Dentro deste tema podemos encontrar muitas outras informações que podem nos auxiliar na busca pelo equilíbrio do corpo e consequentemente restabelecer a conexão com o natural, fazendo da nossa saúde combustível extra para executarmos não somente nossas Artes Mágickas, mas também amplificar a desenvoltura em nossas funções cotidianas.

Agradeço a visita e espero que tais linhas possam lhes ser úteis.

A Todos,
Pax, Lux et Nox.


Fonte: Sociedade das ciências Antigas

domingo, 5 de maio de 2013

Universo Simbólico: A Foice dos Corajosos.



Olá pessoal, inicio este nosso encontro desejando um ótimo Beltane (HN), e um transformador Samhain (HS) para todos os que nos acompanham. E neste clima de recomeço proporcionado pelo maior dos oito festivais da Bruxaria entraremos em foco neste momento com esses poderes de transformação, onde reciclar nossas energias, estabelecer nossos objetivos e fazer uma retrospectiva de tudo que nos aconteceu no Giro que se passou é sem dúvida fundamental. Na companhia da Deusa Anciã nos livraremos daquilo que não nos servem mais para que o novo possa adentrar em nossas vidas.



Este período como sendo a última das colheitas, nos trás como símbolo a foice que muita das vezes é representada em lâminas Divinatórias como, por exemplo, no Tarot Cigano  (Lâmina X), onde representa a destruição do tempo e a morte, o desprendimento e as transformações bruscas que merecem sacrifícios. Até meados do Século XV a Alfanje era vista mais sendo empunhada por um esqueleto e esta ferramenta possuía um cabo e lamina longa, que representava o poder da morte e como ela, a igualitária dos seres na Terra. Após este período a ferramenta ainda possuía uma longa lâmina, mas seu cabo já se tornou de curto alcance, o que nos dias de hoje conhecemos como foice. Encontramos também todo o simbolismo da morte de Urano (céus) por Cronos (tempo), que corta suas genitais e assim mostra a soberania do tempo sobre o que é vivente. A Divindade Saturno, equivalência Romana de Cronos, com a foice nas mãos corta o tempo assim como o agricultor em suas colheitas decepa o trigo no campo. A foice de ouro atribuída ao povo Celta nas colheitas do Visco também é mais uma forma de entendermos que mesmo aquilo que é sagrado é necessário ser selecionado em partes e dosado para que a essência pura seja aproveitada.


É importante que tenhamos a consciência de que este é um momento de introspecção e que desta forma possamos rever nossos feitos e contabilizar aquilo que perdemos, os nossos ganhos, e assim traçarmos metas para nosso incerto futuro, porém o que mais precisamos antes mesmos de iniciar tais pensamentos é nos permitir que a mudança adentre em nosso caminho. Desejamos largar vícios, conquistar projetos, arranjar um amor, sermos mais prósperos e possuir uma vida financeira mais estável, etc. Mas o que poderemos conquistar sem que nosso esforço e coração estejam empregados ou que poderemos mudar sem que nós mesmos tenhamos concedido executar? A resposta a estas perguntas estão em nosso interior e vale a pena busca-las, e após isso definir aquilo que tanto almejamos. A Mudança não é uma tarefa que se realiza num piscar de olhos, mas podemos com determinação e intuito de se permitir mudar, segurarmos a foice dos corajosos e tornar por igual aquilo que nos cerca.


Então aproveitem a lua minguante e queimem no caldeirão tudo o que não faz parte de sua essência. O cabo da foice dos corajosos não possui distinção de cor e não há nada que sua lâmina afiada não corte. Uma vassoura sozinha não varre os males, para  isso é necessário que haja uma mão forte ligada a um corpo com mente saudável e obstinada. Sendo assim análogo a vassoura temos que ter essa mão determinada para empunhar esta ferramenta que não somente distancia e equilibra nossos males, mas que também nos da a força e domínio sobre as ações de nossas próprias vidas.

A Todos,
Pax, Lux et Nox!

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Universo Simbólico: A Magiah dos Nós - Simples, porém eficaz!



Olá pessoal, abordaremos hoje um assunto que não podemos deixar que caia no esquecimento, muito menos que seja menosprezado pelas pompas de rituais luxuosos. Falaremos sobre a Magiah dos nós. Uma ferramenta simples, mas que se bem trabalhada pode resultar em êxito.

Para falarmos de Magiah dos nós, dentro da lógica, veremos um pouco sobre o simbolismo da corda (barbante) que sem ela a ferramenta Mágicka de nós é basicamente ineficaz.

A simbologia da “corda” possui algumas particularidades, porém há também uma semelhança com os significados que envolvem o signo “árvore”, “fio da aranha”, sempre no que se refere a elevação do ser. A corda representa o intermediário entre dois pontos, assim como o desejo da ascensão. O segredo de magias, poderes e virtudes ocultas são representados quando observamos uma corda que possui uma grande quantidade de nós. A Maçonaria possui em suas lojas uma corda com vários nós que representam a união de cada membro e esta mesma pode ser refletida quando todos eles dão as mãos em corrente. Quando observamos uma corda esticada por um arco, na cultura “Védica” podemos observar e compreendermos que ela não é de origem masculina, ou que provenha da dureza, ou das coisas matérias, mas sua correspondência é semelhante a que conhecemos quando tratamos do Sagrado Feminino, imaterial, intuitivo, de uma fortaleza natural e invisível, onde através da tensão passa a funcionalidade para o arco.

Podemos encontrar a simbologia da “corda de prata”, ou “fio de prata”, a consciência inerente do ser humano que liga o espírito a essência Universal. Esse caminho prateado é aquele que percorremos quando entramos em estado meditativo, ou quando fazemos viagens astrais. Tamanha é a importância da corda para os Hindus que o Deus “Varuna” em posse de uma, demonstra todo o seu poder de unir e desunir. Em culturas como a Egípcia podemos encontrar nos hieróglifos cordas cheias de nós que representam a existência indiferente de um ser humano, assim como lendas Gregas nos mostram que a corda pode significar correntes de castigo perpétuo. As civilizações Maya e Mexicana têm-na como símbolo de fertilidade Divina, quando essas cordas apontando para os céus representam a semente que cairá sobre a terra e a fertilizará. E o nome do mês no calendário antigo Mexicano que representava o início das chuvas chamava-se “Toxcat” (corda trançada). Um costume bem comum é a associação das cordas as chuvas, assim como enterrar seus entes com cordas para que eles tenham como se defender de animais ferozes do “outro mundo”. Na África ela é utilizada pelos Bruxos das “Vévés”, o “Voodoo” tradicional, que segundo eles são serpentes que agem na Magiah.

As “Shimenawas” shintoístas, cordas feitas com palha de arroz onde em sua extremidade pode-se ver a origem, é utilizado por muitos como instrumento de proteção, onde são colocadas em caminhos, portas e entradas de templos para protegem das energias negativas também da invasão de espíritos mal intencionados. Os japoneses colocam-na sobre a porta de entrada de suas casas na semana de Ano-Novo para proteger destas energias nocivas.
Existe o uso desta forma de Magiah na cultura Nórdica, onde esta civilização atava os ventos com seus poderes utilizando de nós. A famosa ilustração de “Olaüs Magnus, Roma 1555”, contando a história de “Gentibus Septentrionalibus” que parado de pé em frente a navegantes negocia corda com três nós que garantiria um ótimo auxilio na viagem. Ao desatar o primeiro nó, um vento suave viria do Oeste-Sudoeste; Ao desatar o segundo foram surpreendidos por um vento rude do norte; E se desatassem o terceiro uma imensa tempestade os acometeria. O simbolismo da corda nos remete para a solidariedade humana que precisamos em nosso cotidiano. Essencialmente é a reconciliação Universal.

Agora que já conhecemos o instrumento básico desta forma de Magiah podemos dar seguimento.

A magiah dos nós teve seus experimentos iniciados a mais de 4000 anos, quando os tablados cuneiformes do oriente foram confeccionados no Oriente. Sua eficácia já era garantida a 2000 a.c e nos dias atuais podemos utilizar esta poderosa ferramenta, porém o que acontece é a desvalorização de magias aparentemente simples, a ponto de torna-la na maioria das vezes como parte integrante de folclores locais, rebaixando o nível desta ferramenta.

O nó que é atado com um desejo especifico estabelece uma ligação da mente do operante com a fio. Encontramos aquelas magias com nós, onde se amarra ao redor do dedo um barbante para que não se esqueça de algo. Essa conexão é estabelecida e a energia é movimentada para o objetivo do operador. O poder não está dentro de nó, ele é liberado para fazer com que sua necessidade se manifeste. O barbante com nó é uma representação física de sua necessidade, assim como uma imagem. Até que aconteça, mantenha o barbante com você ou em algum lugar seguro.

Houve um tempo na Alemanha em que a Magiah dos nós era proibida, pois o numero de imagens literalmente amarradas aumentou, porém era um costume a utilização de nós encantados nas igrejas para proteger de espíritos e pagãos. Assim como todas as coisas neste mundo, esta ferramenta não seria diferente e existe sim, a possibilidade de se trabalhar para o lado da desconstrução. E por ser um tipo de Arte de forma simples a exigência além da intenção para com o objetivo proposto é expressar a emoção do momento e utiliza-la a seu favor.

Os barbantes são utilizados em nós mágicos, porém alguns cuidados devem ser tomados para que o desenvolvimento e eficácia da prática seja conquistada. Na maioria dos encantamentos com nós não se utiliza mais que 60cm de barbante, porém os nós os consomem muito, então a depender da prática mágicka pode-se utilizar um pouco mais. As cores são bastante utilizadas e a correspondência delas são a mesma. Não podemos esquecer que o material do barbante também tem sua importância, recomendando-se fios de algodão e lã, evitando náilon e poliéster. Se for preferível, sabemos que é muito mais poderoso e bastante recomendado, é fazer seus próprios barbantes, pois o ato de tecer além de mesclar suas energias com o trabalho executado, o ato por sí é uma Arte Divina. E quando seus anseios forem concretizados no plano físico assegure que seu nó jamais seja desatado. E para este fato pode-se queimar, enterrar, ou deixar em algum local realmente seguro.

Os materiais que falam a respeito desta ferramenta poderosa atualmente estão escassos, porém com uma boa pesquisa pode-se achar algumas práticas que podem ser aproveitadas para uma familiarização inicial e possivelmente um entendimento mais aprofundado no conteúdo. Acreditando que tudo mencionado será de grande valia, desejo a todos que chegaram até aqui  a harmonia e o sucesso dos ventos benfazejos.

A todos,
Pax, Lux et Nox

quarta-feira, 6 de março de 2013

Universo Simbólico: Os Mudras- Parte II



Olá pessoal, hoje continuaremos a falar dos Mudras que iniciamos na semana passada. Para aqueles que ainda não viram a PARTE I dá tempo de conferir clicando no link.

Falamos na postagem anterior que os Mudras são gestos ou selos que feitos com a mão e algumas vezes com o restante do corpo têm a capacidade de estabelecer o controle e o fluxo natural das energias Elementais, e favorecer nossa vida através do equilíbrio dessas energias, a harmonia com a natureza e promover a cura não somente a física, mas também da alma, onde as forças do cosmos, espirituais e atômicas são unificadas.

Auxiliando o tratamento médico (nuca o substituindo) os Mudras devem ser utilizados e obtemos resultados positivos no tratamento, mesmo sem acreditarmos nele. Ainda sobre as formas de utilização dessa ferramenta podemos acrescentar que dependendo do tipo de Mudra a ser feito é necessário um local mais tranquilo e o que devemos ter em mente e transmitir para todo o corpo é o sentimento de tranquilidade e calma que vem através da concentração na respiração. O toque não deve ser forte, mas sim um movimento leve e contínuo e dependendo do nível em que se esteja é possível ajudar outras pessoas reequilibrando energias e até mesmo promovendo curas.

Mudras feitos em pé:Os Pés devem estar separados e joelhos pouco flexionados aumentando a polaridade Alfa- Ômega.
Mudras feito sentado:A melhor postura é com a coluna ereta e os pés no chão.
Mudras feitos deitado: A Melhor postura é com a coluna no chão, de barriga para cima.
Mudras feitos caminhando: Aconselha-se manter um rito ao andar contínuo e rítmico.

Qualquer momento é adequado para se praticar esta energia. No entanto, é aconselhável que seja feito logo ao acordarmos e ao irmos nos deitar. Evitar fazer os Mudras de estômago cheio, sendo assim, esperar uma hora após as refeições e também evitar fazer uma mistura de Mudras elegendo apenas três para serem trabalhados (excesso é prejudicial).

Conhecendo os Dedos:


O Polegar: O único dedo que fica de frente para os outros da mesma mão. Ele é responsável através de seu Elemento por energizar os outros dedos e pela reciclagem das energias do corpo. O Fogo do polegar é o incinerador de todo o “lixo” que nosso corpo não necessita mais. Com o Fogo e o Ar podemos curar a maioria dos males do corpo.
O Indicador: O Ar do Indicador é o desejo e a ação. É o foco nos nossos objetivos com a terceira visão.
O Médio:Ele é o a ligação entre o aqui e o lá. O maior de nossos dedos, o pico que se eleva aos erguermos as mãos aos céus. Associado ao Éter este dedo também é conhecido como o dedo do céu.
O Anular: Dando-nos o poder da Afirmação e o posicionamento das coisas. Ele está associado a Terra e o Chakra do Plexo Solar mostra que esse é o dedo da busca da vontade divida para  a manifestação física.
O Mínimo: o dedo da Alma e da comunicação emocional. A necessidade da Alma em servir e cuidar dos que estão ao redor.
Quando um dedo representando um elemento toca o dedo do Fogo (polegar), este elemento é levado ao estado de harmonia e purificação fazendo com que doenças e desequilíbrios energéticos sejam prevenidos.


Quatro Mudras para o cotidiano:


Prana Mudra: O Mudra da vitalidade reestabelece as energias do corpo, melhora a clareza mental e ajuda na autoestima. Praticá-lo junto com a respiração acalma os nervos. Apoie as mãos sobre os joelhos e una a gema do dedo polegar com o mínimo e anular de cada mão. Os demais dedos permanecem livres. Respire profunda e levemente e se preferir entoe o mantra OM.


Mudra para equilibrar a energia sexual: Este Mudra liberta de traumas sexuais do passado e potencializa sexo e o prazer. Feito com a coluna ereta e as mãos abaixo do nível do coração. Entrelaçando as mãos o dedo polegar direito deve estar por cima se o praticante for homem, o esquerdo por cima do direito se for mulher, porém é possível que um homem queira desenvolver energias femininas e vice-versa.


Mudra Caracol: Ajuda resolver problemas de garganta e a recolher-se ao silêncio. Junte as mãos. A Mão direita faz-se em unho abraçando o polegar da mão esquerda. E com o polegar estendido toca o anular da mão esquerda. Ponha os cotovelos paralelos ao solo, respire lenta e profundamente e se preferir entoe o mantra OM. Afaste as mãos do corpo. Pratique três vezes ao dia durante quinze minutos.











Mudra Mahasirs: Ajuda a aliviar dores de cabeça e a mucosa das fossas nasais. Uma os dedos polegar, indicador e médio. Coloque o anular na cavidade do polegar e mantenha o mindinho esticado (ambas as mãos). Pratique-o três vezes a dia por seis minutos.

Coloquei estes Mudras, pois acredito que para o estudo inicial nada melhor do que praticar com algo que realmente possa resolver ou amenizar nossas problemáticas. Sendo assim, agradeço a Divindade pela oportunidade de compartilhar e a você leitor pela companhia na distância e sua visita ao NOSSO “Universo Simbólico”.
A Todos,
Pax, Lux et Nox!

Fonte: SIMÕES, Paulo Rodrigues.49 Mudras para mente, corpo e Alma. Eusouluz. 2003.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Universo Simbólico: Os Tattwas - Parte I

Olá pessoal, primeiramente gostaria de me desculpar por não ter publicado na semana passada por motivos pessoais e desde já também felicito a todos por este ano de 2013 que se iniciou na certeza de que nos encontraremos muitas vezes aqui no “J.O.B” todas as Quartas.

Iniciaremos nosso ano com um assunto dividido em duas partes que possivelmente já deva ter sido encontrado por alguns em seus caminhos de estudos e práticas, mas que ainda geram dúvidas quanto as suas correspondências, origens e analogias com diversos temas que seguem mesma linhagem até mesmo pertencendo a uma cultura totalmente diferente. Os Tattwas.

Originários de estudos Hindus os Tattwas segundo a Fundadora da Teosofia Moderna Helena P. Blavatsky, que morou na índia por muitos anos definiu como aquilo que sempre existirá mesmo em seus diferentes níveis ocultos. Elementos sutis correlacionados com os sentidos humanos no plano físico (Glossário Teosófico – Edit. Glem, Buenos Aires). São as vibrações das forças sutis da natureza, do Éter e que estão presentes em todo o Universo e nos diversos ramos da nossa vida. Sua aplicação pode ser feita na maioria das práticas de Magiah visando quaisquer objetivos.

O Prana para os Hindus é a vida. Presente na Luz do Sol e em todas as coisas existentes. É também o combustível fundamental para a existência do éter que por sua vez ao se manifestar numa substância de azul intenso, transforma-se em Akasha, outra substância que através dos processos naturais evolutivos dentro da harmonia divina dá origem ao Éter e este quando “amadurecido” toma a forma dos Tattwas. As energias dos Elementos ou Estados da Natureza que para os orientais são classificadas em sete, porém nós do ocidente estamos mais habituados com as cinco formas mais utilizadas em nosso dia-a-dia Mágicko (Éter, Terra, Ar, Fogo e Água), porém a nomenclatura oriental é a seguinte: Akasha é o princípio do Éter. Vayu é o princípio etérico do Ar. Tejas é o princípio etérico do Fogo. Prithvi é princípio etéreo do elemento Terra. Apas é o princípio etérico da Água.
  
Conhecemos as correspondências dos Elementos devido ao nosso envolvimento com nossas Artes subjetivas, mas o que podemos analisar nos Tattwas é a sua flexibilidade e sintetização de significados e o magista em posse de tais conhecimentos pode de fato moldar o Universo a sua volta e estabilizar os ramos de suas vidas. As manifestações destes elementos como ditas acima estão presentes em tudo e além destas formas de expressão veremos na semana que vem mais detalhadamente as possibilidades de utilização destas ferramentas não somente no plano astral, mas também no plano físico, através de sua correspondência simbólica e poderemos a partir deste aprendizado ter a base para desenvolver ou até mesmo adaptar ritos utilizando os Tattwas em prol de nossas questões.

Encerraremos aqui a primeira parte de nossa postagem. Bons estudos!

A Todos,
Pax, Lux et Nox

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Universo Simbólico: Os Sigilos- Parte II



Olá pessoal, nossa postagem de hoje é uma continuação sobre a Arte dos Sigilos que iniciamos na semana passada. E como havia dito, será muito interessante que se tenha papel e caneta em mãos para facilitar a assimilação da prática proposta. Para quem está aqui pela primeira vez seja bem vindo(a) e desde já agradeço pela presença. Vamos começar!
Quando temos em mente um propósito bem definido e uma intenção forte podemos utilizar deste artifício para criar uma mudança astral em nossas vidas e assim fazer com que ela se manifeste em nosso plano material. Como observamos na semana passada cada sigilo possui um simbolismo e atinge uma área específica. Lembremos também dos cuidados que devemos ter e das múltiplas formas de energizações que eles necessitam para de fato serem ativados.

Considerando o nosso alfabeto portando 26 letras (incluindo o K, Y, W), numeramos todas elas de 1 a 9. Em seguida o objetivo a ser sigilado deve ser montado através de um gráfico criado segundo as imagens abaixo. Como exemplo, suponhamos que seu objetivo é uma competição importantíssima e tens que ganhar a todo custo. Seu objetivo focalizado é: VENCER!



Para alguns Magistas retirar as letras e os números repetidos e deixar somente um para manter a origem são muito comum, outros não são tão a favor, mas neste caso acredito sem bem subjetivo.

Sendo assim temos:

Matriz Numerológica


VENCER >>> VENCR>>> 4 5 5 3 9




O próximo passo é criar sua matriz numérica segundo as imagens de referência e riscar seu objetivo (VENCR>>> 4 5 5 3 9). Agora trace uma linha reta entre os números de seu desejo numérico até que você chegue ao seu sinal mais básico, entretanto ele pode ser modificado conforme você achar mais adequado.
Existem várias maneiras de se criar um sigilo com um objetivo através da matriz numerológica ( que podem também ser Quadrados Mágickos) como mostrado nos exemplos abaixo:


Podemos encontrar no que se refere a energização dos sigilos quem prefira realizar vários ritos de consagração semanais utilizando dos fluídos corporais masculinos ou femininos, ou até mesmo adaptando os ritos e os utilizando de uma forma mais Elemental (Terra=material. Ar= intelecto. Fogo= espiritual. Água= emoções) para que ele se torne realmente eficiente. De qualquer forma estando dentro dos “padrões” do bem comum e das formas ritualísticas sejam elas tradicionais ou não, tendem a produzir efeitos satisfatórios.
Adaptem-se aos seus métodos mais apropriados e desfrutem do que os sigilos têm a oferecer. E seguindo uma frase comumente passada a diante: “Tenham cuidado com o que desejam”! Sendo assim desejo bons progressos.

A Todos,
Pax, Lux et Nox.
Fonte: Magia da Alma Solaruna- www.solaruna.blogspot.com

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Universo Simbólico: A Noite Escura da Alma - Parte 1


Olá pessoal. Esta semana tem sido um tanto nostálgica para mim e acabei me deparando com esse assunto mais uma vez, sendo que analisando-o de uma forma mais detalhista, podemos compreender alguns aspectos em meio a imensa contradição de elementos que nos mostram a iluminação e o sofrimento nesta fase tão importante na vida de qualquer Magista. A Paciência, o Acreditar, são alguns pontos essenciais que nos conduzem ao caminho da evolução, mas a Confiança é a maior chave para abrir as portas da sabedoria.
A Noite Escura da Alma é uma metáfora que remete ao período de dificuldades que todos basicamente passam, onde se é testado por diversas vezes e tem-se a impressão que estamos sendo abandonados pelos Deuses. Mas na verdade tudo que acontece simboliza um avanço espiritual e uma ruptura com o seu antigo eu e a iniciação da busca pelo seu próprio caminho, sua essência e a abertura de canais para a percepção do que nos rodeia . O Autoconhecimento é uma das conquistas da Noite Escura, porém quando estamos nela não conseguimos enxergar um palmo em frente ao nosso nariz.
Muitas vezes acontecem coisas na nossa vida que ficamos a nos perguntar o porquê de tudo. As diversas situações que saem dos eixos e nos fazem pensar cada vez mais e mais em seus motivos aparentemente invisíveis nos deixam frustrados, mas é muito interessante notarmos que quando a Noite escura chega e nos invade dificilmente a percebemos e enxergar a luz no final do túnel é uma tarefa quase que impossível. A depender da forma que as coisas aconteçam a pessoa em prova acaba por se desligar ainda mais da suas crenças achando que ela não vale nada. Porém, tudo não passa de uma prova de percepção e que se deve resistir, além de se ter em mente que a Noite Escura da Alma atinge nosso acreditar e impulsiona nossa alma abismo abaixo, nos impedindo de usar nossa maior arma que é a nossa FÉ, uma movedora de montanhas, que bem utilizada é alavanca que nos impulsiona novamente para o alto. É necessário entretanto que se tenha a percepção e o entendimento das situações por completo para que saibas o que fazer na hora em que as coisas começarem a sair do controle.  
Como falado acima, a expressão "Noite Escura da Alma" é uma metáfora e que para aqueles que pensam que este termo é somente pagão, estão muito enganados. O cristianismo e outras culturas também aderiram ao termo para descrever a peregrinação do espírito rumo ao criador. Dentro da doutrina Cristã datada de 1577 temos o Jovem São João da Cruz, que trocou de nome e deixou tudo que possuía e aderiu a peregrinação espiritual após ser preso, tendo passado por longos anos trancafiado até que descobriu seu verdadeiro caminho por influência de um Poema, um Insight que serve de base até os dias de hoje.


Entre os mitos gregos, Noite é o nome de uma Deusa, filha do Deus Caos, o vazio primordial antes de serem ordenados os elementos do mundo. Essa Deusa personifica as trevas superiores e é representada com um manto escuro, a percorrer o céu, enquanto seu irmão, Érebo, simboliza as trevas inferiores. A Deusa Noite gerou várias divindades, algumas benéficas, outras maléficas, sendo a mais importante delas o Dia (Hêmera), a divindade que trouxe a luz ao universo. Também na tradição judaica, a noite apresenta ora um aspecto negativo, ora um positivo. No Gênesis, ela denomina as trevas, sendo inferior à luz: 

"E viu Deus que a luz era boa, e fez separação entre a luz e as trevas. Chamou Deus à Luz Dia e às trevas, Noite (1.4-5)" . 

Cristianismo com Noite Escura? Fé? Peregrinação? Se estas perguntas aguçaram sua curiosidade, saiba que semana que vem falaremos um pouco mais desse assunto que sinceramente é muito esclarecedor e extenso. Convido os Neófitos e aos que já passaram por esse momento a relembrarmos então aqui no nosso próximo encontro, deste período de nossas vidas que se assemelha a andar de bicicleta:  Jamais esqueceremos!

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Universo Simbólico - Policromia Mágicka.


Olá pessoal, vivemos num mundo de influências variantes e cheio de cores, o que nos faz imaginar que estas também estão no pacote de coisas que podem alterar nossa vida positiva ou negativamente a depender da situação. Nos dias de hoje a consciência já é muito diferente e a atenção devida as cores já é dada através de inúmeras vertentes e seus métodos com o objetivo de aproximar os Homens cada vez mais do bem-estar.

Quando penso em cores me lembro da polêmica gerada pela maioria dos Magistas em relação a própria Magiah: -“Magiah não tem cor!”. É somente necessário que um afirme isso e logo o debate está formado. Verdade não absoluta seja dita, mas as energias podem ser utilizadas para diversos fins, só depende da mão que balança a varinha. Infelizmente há muito tempo atrás a opinião de que em Magia teríamos somente uma escolha fez com que esse dilema permanecesse na mente de muitos de nós até nossos tempos.

Nesses caminhos podemos encontrar tradicionalmente a associação das cores aos Elementais, mas também suas influências estão ligadas a astrologia e Magiah com velas, a vestimenta ritual, a cromoterapia, aos Chakras, ao Reiki, ao Feng-Shui, das Meditações guiadas com suas visualizações, e outros elos com o bem-estar, cada uma dessas atividades holísticas com sua respectiva função podendo variar entre as tradições.

Cada cor é uma vibração independente que age no mental, no físico e no espiritual dos seres humanos da forma mais sutil possível. Desde os antigos povos do Egito, Grécia, Índia, China e Roma já relatavam e aplicavam as influências das cores sobre os seres humanos. E foram eles os primeiros a utilizar a cromoterapia, isto é, a prática da utilização das cores na cura de doenças. No Brasil, um estudo mais sério sobre as cores na Medicina iniciou-se na década de 80.

Pode até parecer que é um assunto um tanto primário, mas os detalhes em Magiah se tornam tão importantes que acabamos por esquecer-se deles, e atrair uma energia diferente e um resultado totalmente diferenciado daquilo que desejávamos ao iniciar determinadas práticas não é tão difícil. Deixo seus significados mais básicos, esperando que seja muito útil.


Vermelho - (Fogo) Trabalho físico como na cura de pessoas e animais também, paixão física e sexualidade Vermelho é a cor da força. É a cor do fogo, da inspiração, vitalidade, orgulho, raiva, coragem, emoções fortes, purificação, lugares áridos, música agressiva e tempestades com raios. O vermelho é a melhor cor para afastar o perigo. Use-a para estabilidade, fundamentação, prosperidade e saúde física.

Laranja - Orgulho e coragem; heroísmo e atração; parentesco e prosperidade (como em uma boa colheita). A cor laranja está sintonizada com o calor, amizade, abundância, espírito, vontade, princípios, teoria e precaução. Assim como o ouro, ela está associada à música passional, ao farfalhar das folhas de outono e a sons naturais no crepúsculo ou logo depois de uma tempestade. Use a cor laranja para fluidez de movimento, prazer e conexão.
Amarelo - (Ar) Trabalho mental, meditação, vontade, intelecto e comunicação. Outra versão do ouro, o amarelo é a cor da amizade, bondade e fé. O amarelo-ouro é a cor do encantamento, da confiança. Verão; sons claros, como a risada de uma criança e música alegre. O tom amarelo-pastel tende mais à primavera, às tentativas psíquicas e à criatividade. O amarelo é uma cor usada para melhorar o equilíbrio, a autoestima, o carisma, a adivinhação e a criatividade. Use-a também para força de vontade, vitalidade, propósito e eficácia.

Verde - (Terra) Vegetação, como em jardinagem e emprego de ervas, fertilidade e prosperidade. Esperança, alegria, deleite, crescimento e mudanças são aspectos do verde. A floresta verde é ligada à fertilidade, ao corpo, à coragem e à música clássica ou sons da floresta. O tom verde-hera representa os aspectos emocionais, o lidar com a tristeza, reflexões decisivas e música que acalma, ou o silêncio. O tom pálido de verde, como quando a grama é nova, auxilia o processo de cura. Use a cor verde também para equilíbrios em relacionamentos, compaixão e auto aceitação.


Azul - (Água) Trabalho emocional, amor, paz e proteção. Considerada a cor da sabedoria, meditação e regiões celestiais, o azul compartilha a sexta-feira e o planeta Vénus com a cor verde (como no verde-água). Uma sensação de juventude preenche essa cor. O azul é um excelente tom para paz e reflexão profunda. Use-a também para harmonia, criatividade, comunicação e ressonância.
índigo - Percepção, imaginação, ilusão e a habilidade em ver padrões. Feitiçaria em geral. A cor índigo é associada a pesadelos, alucinações e loucura. O índigo com nuanças de ultravioleta é normalmente chamado de cor da magia. Essa é uma cor comum para os mantos dos feiticeiros,  frequentemente enfeitados com estrelas, luas e outros símbolos astronómicos.


Violeta (Roxo) - Poder, riqueza e boa sorte. Considerado a cor da realeza, o roxo representa julgamento, engenhosidade e pensamento religioso. Violeta é a cor do espírito, dos reinos etéreos, do aprendizado esotérico superior, da sabedoria antiga e dos mistérios mais profundos. Use a cor violeta de maneira específica para centralização espiritual e meditação; também, para a consciência expandida e percepção cósmica.


Preto - Frustração ou amarração; proteção. Como a cor da noite, o preto representa pressentimento, fortaleza e consistência graças à necessidade de atravessar a escuridão. A cor preta é algumas vezes usada como proteção para os instrumentos de magia - especialmente alavancas e invólucros. Também é usada quando tentamos nos livrar de um mau hábito, desvirar a negar a idade ou fazer mudanças drásticas na vida. O preto, é claro, também é a cor da Magia e das "Artes Negras".

Branco - Bênção ou qualquer coisa que você queira! A cor da pureza, o bran-co representa amizade, sinceridade, divindade, transformação e sons específicos focados, como um gongo ou sino. Branco é a cor da Deusa, portanto é usado em todos os tipos de bênçãos.

Ouro - Energias masculinas; força, liderança e vitalidade. O ouro representa adolescência, alegria, fertilida-de e nobreza. Os homens pratican-tes de magia com frequência prefe-rem instrumentos, amuletos e jóias feitos de ouro, bronze ou latão.

Prata - Energias femininas; intuição, visão, sonhos, dons sensitivos e adivinhação. A prata representa os mistérios e as magias das mulheres; segredos e bruxaria. As jóias das bruxas são feitas de prata ou, alguma vezes, de cobre (o metal de Vénus)

 A Todos,
 Pax, Lux et Nox

 
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