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quinta-feira, 9 de maio de 2013

Universo Simbólico: Temperamento: a raiz das emoções.

Olá pessoal! Costumamos dizer que nossos corpos são influenciados pelas fases lunares e até mesmo orientamos nossos negócios e as pessoas que convivem conosco com o intuito de evitar contratempos e contendas de acordo com este fator, porém de todos os fatores que possamos conhecer, o temperamento é quem de fato influência nossas vidas e a maneira como encaramos os obstáculos que aparecem em nosso caminho. A maioria de nós não consegue identificar qual o tipo de temperamento que possuímos, seja por influência do Ego, ou por nunca termos parado para analisar tais situações. Sendo assim hoje conheceremos quantos e quais são os temperamentos - partes integrantes de nosso ser - e compreenderemos suas essências.

A palavra Temperamento deriva do Latim, “Temperamentum” e significa “mistura dosada em proporções”. O que se assemelha com os significados das palavras “Tempero” e “Temperança”. Ele é a raiz das forças que nos movimentam, as experiências de nosso mundo e nos direciona em relações aos fatos que possam acontecer em nossas vidas, mas mesmo ele sendo raízes, não significa que o temperamento não possa ser trabalhado com autocontrole,para que em doses certas, nos auxilie em nossos feitos cotidianos. 

Quando nascemos já possuímos uma forma de reação para os acontecimentos da vida (Temperamentos) e conhece-los facilita nossa libertação destes padrões que a depender da interpretação podem tornar-se prejudiciais.

Existem quatro tipos de temperamentos que foram estudados pelo médico grego Hipócrates, pai da Medicina,que viveu entre 460-377 a.e.c, e que se relacionam com os quatro elementos da natureza e com os quatro “humores” do corpo humano (Bílis, Linfa, Astra-bílis, e Sangue): Melancólico, Sanguíneo,Colérico e Fleumático. Assim como ele, temos diversos estudiosos e estudos científicos  que provam a existência não somente destas formas de temperamentos, mas também das suas influências nos seres humanos. Rudolf Stenner (1861-1925), o considerado pai da Antroposofia, com base nos estudos de H. P. Blavatsky, reforça ainda mais as teorias de que o corpo físico necessita ser permeado com substâncias vitalizadoras que vão muito além do reino mineral.Temos também CarlJung  que faz reforço sobre a influência dos elementos em funções psíquicas caracterizando-as como: Terra/sensações; Água/Sentimentos; Fogo/Intuição e Ar/Pensamentos.

Correspondência dos 4 tipos de Temperamentos Humanos:

Em qual deles você se encaixa?

Melancólico: Representando o elemento Terra. As pessoas são introspectivas e possuem uma lenta resposta as coisas que acontecem a sua volta, porém tudo o quê ela faz é com a máxima cautela. Sua consciência reconhece as varias formas de limites e assim torna-se bastante exigente. Tendem a fazer tudo regrado e detestam o erro. São pessoas estressadas por assumirem cargos de liderança, necessitam de reconhecimento pelo que fazem e se isso não acontece na certa a frustração as acomete. Tendem mais facilmente a depressão em seu desequilíbrio.



Sanguíneo: É análogo ao elemento Ar. É o temperamento daquelas pessoas que são rápidas em suas ações e reações e por se interessarem por tudo acabam sendo dispersivas e não realizando nada. Desconhecem seu limite físico e por esta razão se expõe facilmente ao cansaço e desgaste. Necessitam de atenção dos grupos que chamam sua atenção e sentem-se frustradas quando não são o centro das atenções sociais. Estes também não conseguem lidar com a falta de criatividade.





Colérico: Representando o elemento Fogo, é destinado a pessoas ousadas, dinâmicas e líderes natos, aquelas pessoas que estão sempre pronta a encararem desafios, que em tremendo desequilíbrio podem se tornar ditadores, pessoas agressivas e extremamente orgulhosas.








Fleumático: Análogo ao elemento Água. Estas pessoas são lentas, concentradas e muito sonhadoras. Adoram o prazer de se alimentar e quando entram em desequilíbrio tendem a inércia mental, obesidade e problemas digestivos.







Sabemos que a Essência Elemental está presente em praticamente todas as coisas existentes. São estes elementos presentes em nossos corpos que em equilíbrio proporcionam a nossa saúde e bem-estar. A nossa saúde tem que ser elevada em primeiro plano em nosso dia-a-dia, pois não adiantaria nada termos as maiores habilidades Mágickas se o nosso corpo (que é templo vivo da Essência Divina) não estiver em plena harmonia. 

Poucos de nós damos o devido valor a nossa saúde até que de fato chegue a doença. Esta que se manifesta pela negligência de nossos atos preventivos e que na maioria das vezes é diagnosticada de forma inapropriada desviando nossa atenção e não permitindo que cuidemos de nosso instrumento mais precioso – O Corpo.

Dentro deste tema podemos encontrar muitas outras informações que podem nos auxiliar na busca pelo equilíbrio do corpo e consequentemente restabelecer a conexão com o natural, fazendo da nossa saúde combustível extra para executarmos não somente nossas Artes Mágickas, mas também amplificar a desenvoltura em nossas funções cotidianas.

Agradeço a visita e espero que tais linhas possam lhes ser úteis.

A Todos,
Pax, Lux et Nox.


Fonte: Sociedade das ciências Antigas

domingo, 5 de maio de 2013

Universo Simbólico: A Foice dos Corajosos.



Olá pessoal, inicio este nosso encontro desejando um ótimo Beltane (HN), e um transformador Samhain (HS) para todos os que nos acompanham. E neste clima de recomeço proporcionado pelo maior dos oito festivais da Bruxaria entraremos em foco neste momento com esses poderes de transformação, onde reciclar nossas energias, estabelecer nossos objetivos e fazer uma retrospectiva de tudo que nos aconteceu no Giro que se passou é sem dúvida fundamental. Na companhia da Deusa Anciã nos livraremos daquilo que não nos servem mais para que o novo possa adentrar em nossas vidas.



Este período como sendo a última das colheitas, nos trás como símbolo a foice que muita das vezes é representada em lâminas Divinatórias como, por exemplo, no Tarot Cigano  (Lâmina X), onde representa a destruição do tempo e a morte, o desprendimento e as transformações bruscas que merecem sacrifícios. Até meados do Século XV a Alfanje era vista mais sendo empunhada por um esqueleto e esta ferramenta possuía um cabo e lamina longa, que representava o poder da morte e como ela, a igualitária dos seres na Terra. Após este período a ferramenta ainda possuía uma longa lâmina, mas seu cabo já se tornou de curto alcance, o que nos dias de hoje conhecemos como foice. Encontramos também todo o simbolismo da morte de Urano (céus) por Cronos (tempo), que corta suas genitais e assim mostra a soberania do tempo sobre o que é vivente. A Divindade Saturno, equivalência Romana de Cronos, com a foice nas mãos corta o tempo assim como o agricultor em suas colheitas decepa o trigo no campo. A foice de ouro atribuída ao povo Celta nas colheitas do Visco também é mais uma forma de entendermos que mesmo aquilo que é sagrado é necessário ser selecionado em partes e dosado para que a essência pura seja aproveitada.


É importante que tenhamos a consciência de que este é um momento de introspecção e que desta forma possamos rever nossos feitos e contabilizar aquilo que perdemos, os nossos ganhos, e assim traçarmos metas para nosso incerto futuro, porém o que mais precisamos antes mesmos de iniciar tais pensamentos é nos permitir que a mudança adentre em nosso caminho. Desejamos largar vícios, conquistar projetos, arranjar um amor, sermos mais prósperos e possuir uma vida financeira mais estável, etc. Mas o que poderemos conquistar sem que nosso esforço e coração estejam empregados ou que poderemos mudar sem que nós mesmos tenhamos concedido executar? A resposta a estas perguntas estão em nosso interior e vale a pena busca-las, e após isso definir aquilo que tanto almejamos. A Mudança não é uma tarefa que se realiza num piscar de olhos, mas podemos com determinação e intuito de se permitir mudar, segurarmos a foice dos corajosos e tornar por igual aquilo que nos cerca.


Então aproveitem a lua minguante e queimem no caldeirão tudo o que não faz parte de sua essência. O cabo da foice dos corajosos não possui distinção de cor e não há nada que sua lâmina afiada não corte. Uma vassoura sozinha não varre os males, para  isso é necessário que haja uma mão forte ligada a um corpo com mente saudável e obstinada. Sendo assim análogo a vassoura temos que ter essa mão determinada para empunhar esta ferramenta que não somente distancia e equilibra nossos males, mas que também nos da a força e domínio sobre as ações de nossas próprias vidas.

A Todos,
Pax, Lux et Nox!

quarta-feira, 27 de março de 2013

Universo Simbólico: Iniciativa, a chave da transformação.



Olá pessoal, primeiramente gostaria de pedir a todos os leitores da coluna “Universo Simbólico”, minhas sinceras desculpas pela não publicação nestas ultimas semanas. Enfrentei alguns obstáculos, que agora já transpassados, retorno ao ritmo costumeiro agradecendo de certa a compreensão de todos.

Pergunto logo no início do nosso encontro, quantos de nós já não ouvimos que nada nesta vida seja por acaso? Tenho ouvido este pensamento desde que iniciei meu caminho na Arte e a cada dia ele se auto reafirma, e nestas semanas em que passei ausente comecei a refletir que as coisas podem não ser por acaso, mas se nós não fizermos a nossa parte, seja lá qual for o ramo de nossas vidas, as boas oportunidades aparecerão com menor frequência, se tornarão más oportunidades, ou simplesmente desaparecerão. Sendo assim, me vem á mente a palavra “INICIATIVA”.

A Vontade para o Magista é uma força muito poderosa, que até criam certas mudanças, porém o que adiantaria possui-la numa escala realmente monumental no desejo de realizar algo muito promissor, se não há a força da iniciativa? Nós seres humanos, somos movidos pelo íntimo de nossos desejos e percebemos que são muitas as pessoas que se deixam acomodar em frente as suas ambições por não terem o poder da ação. E ficamos a pensar que essas pessoas já não possuem a ação para realizar coisas próprias, quais garantias teremos de que coisas a favor de terceiros ganhem tamanha força para serem executadas? Uma preocupação, mesmo que saibamos respeitar o ritmo de cada indivíduo, ainda assim para a compreensão de que “Todos somos Um” é um fato importante a ser analisado e revertido.

Transformação= Vontade + Iniciativa

Podemos encontrar no estudo simbólico do “Tetragrammaton”, Pentagrama, estandarte mais utilizado em Bruxaria, algumas referências e incentivos para não acomodarmos no caminho e fazer de nossas ações instrumentos conjuntos com nossa vontade. Se analisarmos esta imagem veremos nela conselhos na riqueza de seus ícones, porém são diretrizes e não regras para serem seguidas cegamente. Segundo o Ocultista Samael Aun Weor, a meditação diária no Pentagrama é muito importante para o Magista, pois ele passa a entrar em contato com seu interior através da linguagem simbólica e mergulha no universo do Divino se harmonizando com estas incessantes energias. Lembremos agora da analogia feita por Cornélius Agrippa, Filósofo, Médico e Mago, que desenhou o Pentagrama como arquétipo do corpo humano e possibilitou a Hierofania do Homem renovado. C.Agrippa representou o homem semelhante a estrela de cinco pontas, onde de braços e pernas abertas e a cabeça elevada representa a parcela humana em contato com o Sagrado natural.

O “Tetragrammaton” possui um acréscimo de signos que tornam as diretrizes de equilíbrio mais explícitas destinadas a quem pratica o caminho oculto. Acima, onde representa a cabeça, vemos o símbolo do planeta Júpiter, o Pai dos Deuses, a representação do extremo Divino. O Guia de todos os pensamentos e responsável por nossas obras. Os Olhos do Espírito sempre abertos, reforça a premissa de jamais ser abandonado no caminho. Júpiter está entre as colunas de Anjos e Demônios o que faz perecer aqueles que visam somente a maldade, motivo este de ser bastante utilizado como signo de proteção. Se observarmos com cautela veremos que na posição dos braços estão gravados os Signos de Marte, onde mostram nossa força espiritual tanto para o combate com para a defesa. Sabemos das influências deste planeta em nossas ações e em praticamente tudo que se encontra abaixo do firmamento. Nas partes inferiores, onde representam as pernas, está o contraponto sob o signo de Saturno, o ceifador, que faz perecer os maldosos. A esquerda da imagem pode-se ver o signo da Lua e a direita o Sol, que nos mostra o reforço das energias masculinas e femininas do Universo. Logo abaixo está o “Caduceu de Mercúrio”, o Mensageiro dos Deuses e acima seu signo, que é a nossa auto realização, seguido de dois cordões entrelaçados (“Idá” e “Pingalá”) que transportam as energias criadoras pela coluna vertebral em direção ao cérebro.

A esquerda da imagem enxergamos o bastão florescido dos reis, uma vara de bambu de sete nós. Uma coluna Dorsal por onde sobe o Fogo Sagrado da vontade. Como já mencionado, a vontade sem Iniciativa não gera transformações definitivas, por este motivo vemos no “Tetragrammaton” abaixo a espada flamejante, a força da Iniciativa e da criação que afasta os males. Existe uma tríade que anseia ser bem trabalhada pelos Magistas: O Cálice, o bastão e a espada, onde o cálice é o Útero de onde provém as bonanças, o bastão, falo fertilizador e a espada da inicialização de nossos feitos.

A palavra TETRAGRAMMATON simboliza o Santo Quatro, onde “TETRA”, é a trindade dentro da unidade da vida. Aparece também o tetragrama sagrado: IOD-HE-VAU-HE, o equilíbrio dos princípios masculino e feminino que nos cerca, assim como o selo de Salomão a direita da imagem, fazendo-nos analisar o quanto o equilíbrio é a Luz do caminho Oculto.

Toda esta riqueza simbólica em apenas uma única imagem, que tem muito a nos oferecer além do que já foi descrito. A meditação diária por Samael Aun Weor se torna bastante eficaz na busca pela introspecção e encontro com o Divino. Faz-nos perceber que além de nosso querer, agir se torna primordial para não cairmos na estagnação. Sendo assim, que possamos acordar e percebermos que ainda temos tempo para realizar o que tanto almejamos, bastando termos “visão”, boa vontade e aceitarmos que o Fogo Sagrado da Espada Flamejante faça parte de nosso ser.·.

A Todos,
Pax, Lux et Nox

quarta-feira, 6 de março de 2013

Universo Simbólico: Os Mudras- Parte II



Olá pessoal, hoje continuaremos a falar dos Mudras que iniciamos na semana passada. Para aqueles que ainda não viram a PARTE I dá tempo de conferir clicando no link.

Falamos na postagem anterior que os Mudras são gestos ou selos que feitos com a mão e algumas vezes com o restante do corpo têm a capacidade de estabelecer o controle e o fluxo natural das energias Elementais, e favorecer nossa vida através do equilíbrio dessas energias, a harmonia com a natureza e promover a cura não somente a física, mas também da alma, onde as forças do cosmos, espirituais e atômicas são unificadas.

Auxiliando o tratamento médico (nuca o substituindo) os Mudras devem ser utilizados e obtemos resultados positivos no tratamento, mesmo sem acreditarmos nele. Ainda sobre as formas de utilização dessa ferramenta podemos acrescentar que dependendo do tipo de Mudra a ser feito é necessário um local mais tranquilo e o que devemos ter em mente e transmitir para todo o corpo é o sentimento de tranquilidade e calma que vem através da concentração na respiração. O toque não deve ser forte, mas sim um movimento leve e contínuo e dependendo do nível em que se esteja é possível ajudar outras pessoas reequilibrando energias e até mesmo promovendo curas.

Mudras feitos em pé:Os Pés devem estar separados e joelhos pouco flexionados aumentando a polaridade Alfa- Ômega.
Mudras feito sentado:A melhor postura é com a coluna ereta e os pés no chão.
Mudras feitos deitado: A Melhor postura é com a coluna no chão, de barriga para cima.
Mudras feitos caminhando: Aconselha-se manter um rito ao andar contínuo e rítmico.

Qualquer momento é adequado para se praticar esta energia. No entanto, é aconselhável que seja feito logo ao acordarmos e ao irmos nos deitar. Evitar fazer os Mudras de estômago cheio, sendo assim, esperar uma hora após as refeições e também evitar fazer uma mistura de Mudras elegendo apenas três para serem trabalhados (excesso é prejudicial).

Conhecendo os Dedos:


O Polegar: O único dedo que fica de frente para os outros da mesma mão. Ele é responsável através de seu Elemento por energizar os outros dedos e pela reciclagem das energias do corpo. O Fogo do polegar é o incinerador de todo o “lixo” que nosso corpo não necessita mais. Com o Fogo e o Ar podemos curar a maioria dos males do corpo.
O Indicador: O Ar do Indicador é o desejo e a ação. É o foco nos nossos objetivos com a terceira visão.
O Médio:Ele é o a ligação entre o aqui e o lá. O maior de nossos dedos, o pico que se eleva aos erguermos as mãos aos céus. Associado ao Éter este dedo também é conhecido como o dedo do céu.
O Anular: Dando-nos o poder da Afirmação e o posicionamento das coisas. Ele está associado a Terra e o Chakra do Plexo Solar mostra que esse é o dedo da busca da vontade divida para  a manifestação física.
O Mínimo: o dedo da Alma e da comunicação emocional. A necessidade da Alma em servir e cuidar dos que estão ao redor.
Quando um dedo representando um elemento toca o dedo do Fogo (polegar), este elemento é levado ao estado de harmonia e purificação fazendo com que doenças e desequilíbrios energéticos sejam prevenidos.


Quatro Mudras para o cotidiano:


Prana Mudra: O Mudra da vitalidade reestabelece as energias do corpo, melhora a clareza mental e ajuda na autoestima. Praticá-lo junto com a respiração acalma os nervos. Apoie as mãos sobre os joelhos e una a gema do dedo polegar com o mínimo e anular de cada mão. Os demais dedos permanecem livres. Respire profunda e levemente e se preferir entoe o mantra OM.


Mudra para equilibrar a energia sexual: Este Mudra liberta de traumas sexuais do passado e potencializa sexo e o prazer. Feito com a coluna ereta e as mãos abaixo do nível do coração. Entrelaçando as mãos o dedo polegar direito deve estar por cima se o praticante for homem, o esquerdo por cima do direito se for mulher, porém é possível que um homem queira desenvolver energias femininas e vice-versa.


Mudra Caracol: Ajuda resolver problemas de garganta e a recolher-se ao silêncio. Junte as mãos. A Mão direita faz-se em unho abraçando o polegar da mão esquerda. E com o polegar estendido toca o anular da mão esquerda. Ponha os cotovelos paralelos ao solo, respire lenta e profundamente e se preferir entoe o mantra OM. Afaste as mãos do corpo. Pratique três vezes ao dia durante quinze minutos.











Mudra Mahasirs: Ajuda a aliviar dores de cabeça e a mucosa das fossas nasais. Uma os dedos polegar, indicador e médio. Coloque o anular na cavidade do polegar e mantenha o mindinho esticado (ambas as mãos). Pratique-o três vezes a dia por seis minutos.

Coloquei estes Mudras, pois acredito que para o estudo inicial nada melhor do que praticar com algo que realmente possa resolver ou amenizar nossas problemáticas. Sendo assim, agradeço a Divindade pela oportunidade de compartilhar e a você leitor pela companhia na distância e sua visita ao NOSSO “Universo Simbólico”.
A Todos,
Pax, Lux et Nox!

Fonte: SIMÕES, Paulo Rodrigues.49 Mudras para mente, corpo e Alma. Eusouluz. 2003.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Universo Simbólico: Os Mudras- Parte I


Olá pessoal, ainda estamos no momento sublime de reconhecer o sagrado em todas as coisas e poder desfrutar das energias lunares da Grande Mãe. Desejo a todos ótimas vibrações para que os objetivos sejam alcançados e a luz seja plena em nossas vidas.
Quem já ouviu falar de Mudras? Falaremos hoje sobre estas formas de direcionamento de energias e ao mesmo tempo ferramentas que nos conectam com os elementos naturais e o inconsciente coletivo.

Mudra significa “gesto” ou “ selo” e provém da raiz “mud”, alegrar-se, gostar. Suas aplicações podem ser encontradas no Yoga, que dividem-se em seis preceitos para alcançar determinados setores do inconsciente coletivo e o conceito de símbolo é aceito, desde que não se afirme a palavra “símbolo” como significado único da tradução da palavra  Mudra, sendo que “Yantra” seria a definição de “símbolo”. No Budismo, vem sempre acompanhado de três mistérios universais: Pensamento, Palavra e ação, assim representados por um Mantra, um Mudra e uma Mandala. Podemos encontrar a utilização mais frequente na Índia, nas danças tradicionais do “Bharatanatyan” desde 4.000 a.C. onde todos os gestos (Hastas= mãos em sânscrito) servem para contar uma história.  No Hinduísmo é mais característicos encontrarmos esses elementos gestuais nas pinturas e esculturas, onde são complementados pelos “Asanas” (Posturas do Yoga) e desta forma podemos perceber de qual Divindade se trata.

Assim como os Mudras dos Deuses indianos Brahma (O criador), Vishnu (O sustentador) e Shiva (O destruidor) existem dois Mudras que também são mais comuns:

Abhaya: (sem temor) Um Mudra que dissipa o medo. (A eficácia é potencializada junto ao mantra de “Tara Verde”)

Jñana: (tradicional quando alguém leigo fala de meditação e diz: “AUMMM !”) Mãos sobre o joelho, polegares e indicadores unidos e o restante dos dedos alongados. Este Mudra permite que o Prana (energia que movimenta os Chakras) circule livremente e se dissipe completamente.

A ciência comprova que os fechos de nervos em maior número em nosso corpo se encontram nas ligações entre o cérebro e as mãos. Elas que assim como a palavra serve não somente para abençoar, mas também para proferir maldições, curar, construir, destruir, tudo isso vai depender do portador e sua grau de evolução. Um teste simples com os Mudras, porém eficaz para descobrir qual é o lado do cérebro que domina o corpo de determinada pessoa é pedir que ela junte as mãos entrelaçando os dedos e observar qual dos polegares que ficam por cima. Se for o Direito significa que ela está mais presa a razão e a lógica. A psicologia nos diz que se for o esquerdo somos intuição e emoção. Não significa que ambas sejam opções negativas, porem é necessário o equilíbrio, já que sabemos que o excesso é prejudicial.

Segundo a filosofia dos Mudras, nós possuímos o céu em nossas mãos e a capacidade de ser autossuficientes para algumas questões em nossa vida, cabendo nossa evolução mental e espiritual para obter tal percepção desta dádiva Divina e executa-la fazendo dos Elementos da Natureza nossos guias para a harmonia e melhoria da saúde dentre outros fatores. O objetivo dos Mudras é o equilíbrio das energias cósmicas, espirituais e atômicas.

Os cinco elementos estão representados em cada um de nossos dedos, assim como já conhecemos também uma correspondência na forma Planetária. O Polegar representa o elemento o Fogo; Indicador o Ar; O Médio representa o éter; O Anelar a Terra e o Mindinho representa a Água. Sendo assim as correspondências Elementais estão inclusas e devem ser reconhecidas para melhor funcionalidade dos Mudras (Terra, mundo físico, Água, emoções etc.). No direcionamento de energia visto nos assuntos mágickos, com o poder contido nas mãos e bem utilizado é possível curar, emanar energia para proteção e transferir energias a distâncias. Todas estas ações são possíveis, pois são pelas mãos que o Prana é emanado após ser movimentado pelos Chakras.

Como Praticar os Mudras?

Eles em sua maioria podem ser praticados em qualquer lugar e são baseados na terapia do toque, além de manter o equilíbrio dos cinco Elementos nos nossos corpos inferiores. Todo o nosso corpo pode expressar um mudra, e diferente do que se pensa, podem ser feitos com apenas uma das mãos e não necessariamente com todos os dedos esticados, mas sim confortáveis.  A finalidade é você obter o controle das energias e aplicá-las quando estiver necessitando de saúde, ou até mesmo quando estiver em um estado vibracional baixo.  O ideal é que se pratique os Mudras por três minutos e o tempo máximo após alcançado a prática é de até quarenta e cinco minutos, sendo que faz-se o mesmo mudra quatro vezes ao dia. Melhorando o estado emocional e a harmonia com o todo, cada praticante pode perceber suas mudanças positivas diferentemente uns dos outros, mas perceberão.


Ficaremos por aqui e semana quem vem falaremos um poco mais desta ferramente que é uma "mão na roda". 


A Todos,

Pax,Lux et Nox!

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Universo Simbólico: Elementoterapia e a Similitude de Paracelso- Parte I



Olá Pessoal, primeiramente minhas homenagem póstumas pelo 49º ano de falecimento á Gerald Brosseau Gardner (12/02/1964), tido para alguns como Pai da Bruxaria Moderna e para outros como exemplo de perseverança. E também para Kelvlin Medeiros (Devarouns Dorfane), um irmão meu que fez a passagem nesse mesmo dia, onde sua poesia e encanto fará falta para aqueles que o conheciam.    

Bom meus caros, o assunto que abordaremos hoje pode nos trazer algumas explicações sobre o que ocorre por trás de certos acontecimentos mágickos e que muitas vezes nos deixam com a “pulga atrás da orelha.” O título se refere a Magia Elemental, mas também dentro deste tema se encontram as influências planetárias e a Herbologia segundo O Mago, Alquímico, Farmacologista, Cabalista... Philipe Aeureolus Theophrastus Bombastus Von Hohenheim, ou para os íntimos, Paracelso.

Paracelso
 A Elementoterapia ou Magia Elemental é uma antiga ciência que se 
encarregou de aperfeiçoar e tornar compreensível a manipulação dos poderes ocultos dos elementos e de suas energias. O Grande Paracelso classificou essas forças com base no Seternário Divino, assim todas as energias que regem a natureza são associadas as energias planetárias, um molde muito antigo, mas servem ainda nos dias atuais como referência e complemento para a eficácia da maioria das atividades em Magiah. Este Seternário dos planetas sagrados: LUA, MERCÚRIO, VÊNUS, SOL, MARTE, JÚPITER e SATURNO, refletem em nosso sistema solar de inúmeras maneiras e firma também o poder da lei cósmica do sete (notas musicais, cores do arco-íris, anatomia oculta do homem, dias da semana, etc.).   

Classificação de Paracelso dos Elementais de acordo com os doze signos astrológicos e que também fazem analogia com as Séfiras e com os múltiplos planos:

Obs: As correspondências são um tanto extensas e necessitaremos separá-las em partes. Na postagem de hoje  falaremos da Lua até Vênus.

Raio Lunar
Características lunares: Elementais aquáticos (ondinas e nereidas); pode−se trabalhar com viagens, artes manuais, respeitar a Ordem da natureza, romancistas, negócios de líquidos, enfermidades do estômago, cérebro e pulmões, maternidade e parto, educação de crianças com até sete anos de idade, inconstâncias, agricultura, iniciação, preparação mágica de ambientes e pessoas para trabalhos espirituais.

Seres lunares: plantas aquáticas em geral, eucalipto, oliveira (azeite, azeitonas), dama da noite, saia branca, estramônio, feto macho e samambaias em geral, cânfora, caqui, abacateiro, acelga, alface, agrião, aranto (Vaccinium myrtillus L.), guaco, aipo, berinjela, erva mate, aspargos, bálsamo, beldroega, bananeira, fuscia, urtiga do bom pastor, betônica, venturosa; (minerais) amônia, prata, platina; (animais) peixes em geral, siris, caranguejos, sapos e rãs, tartarugas, marsupiais em geral etc.; cores: branco, prateado e azul celeste.

Raio Mercuriano
Características mercurianas: são silfos do ar, possuem influência dupla, (solar e mercuriana) magia mental, comunicação, amizade, jornalismo, divulgação, intelecto, cura mental, viagens, viagem astral, mente e personalidade de crianças entre 7 e 14 anos etc.

Seres mercurianos: (plantas) canela, avelã, guaraná, aniz estrela, tabaco, coca, aniz, cânhamo; (animais) esquilo, cavalo; (metais) mercúrio etc; (cores): amarelo e laranja.


Raio Venusiano
Características venusianas: são silfos do ar, são duplamente influenciados, por Vênus−Lua; magia do amor e magia sexual; raio rosa, amor, artes, romances e namoro, ímpeto sexual e fertilidade, artes plásticas, perfumes, poesia, artes dramáticas, sexualidade feminina, adolescência (entre 14 e 21anos), matrimônio, música etc.

Seres venusianos: (plantas) rosa, passiflora, verbena, margarida, Maria−sem−vergonha, cravo, violeta, uva, trigo, groselha, morango, amora, goiaba, murta; (animais) abelhas, pombos, coelhos, cisnes; (minerais) cobre, quartzo rosa etc.; cores: azul e rosa.

Semana que vem continuaremos com o conteúdo. Agradeço a paciência e podem fazer sugestões de temas, tirar dúvidas ou compartilhar informações pelo email: danjeloterah@gmail.com

A Todos,
Pax Lux et Nox.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Universo Simbólico: Os Tattwas - Parte I

Olá pessoal, primeiramente gostaria de me desculpar por não ter publicado na semana passada por motivos pessoais e desde já também felicito a todos por este ano de 2013 que se iniciou na certeza de que nos encontraremos muitas vezes aqui no “J.O.B” todas as Quartas.

Iniciaremos nosso ano com um assunto dividido em duas partes que possivelmente já deva ter sido encontrado por alguns em seus caminhos de estudos e práticas, mas que ainda geram dúvidas quanto as suas correspondências, origens e analogias com diversos temas que seguem mesma linhagem até mesmo pertencendo a uma cultura totalmente diferente. Os Tattwas.

Originários de estudos Hindus os Tattwas segundo a Fundadora da Teosofia Moderna Helena P. Blavatsky, que morou na índia por muitos anos definiu como aquilo que sempre existirá mesmo em seus diferentes níveis ocultos. Elementos sutis correlacionados com os sentidos humanos no plano físico (Glossário Teosófico – Edit. Glem, Buenos Aires). São as vibrações das forças sutis da natureza, do Éter e que estão presentes em todo o Universo e nos diversos ramos da nossa vida. Sua aplicação pode ser feita na maioria das práticas de Magiah visando quaisquer objetivos.

O Prana para os Hindus é a vida. Presente na Luz do Sol e em todas as coisas existentes. É também o combustível fundamental para a existência do éter que por sua vez ao se manifestar numa substância de azul intenso, transforma-se em Akasha, outra substância que através dos processos naturais evolutivos dentro da harmonia divina dá origem ao Éter e este quando “amadurecido” toma a forma dos Tattwas. As energias dos Elementos ou Estados da Natureza que para os orientais são classificadas em sete, porém nós do ocidente estamos mais habituados com as cinco formas mais utilizadas em nosso dia-a-dia Mágicko (Éter, Terra, Ar, Fogo e Água), porém a nomenclatura oriental é a seguinte: Akasha é o princípio do Éter. Vayu é o princípio etérico do Ar. Tejas é o princípio etérico do Fogo. Prithvi é princípio etéreo do elemento Terra. Apas é o princípio etérico da Água.
  
Conhecemos as correspondências dos Elementos devido ao nosso envolvimento com nossas Artes subjetivas, mas o que podemos analisar nos Tattwas é a sua flexibilidade e sintetização de significados e o magista em posse de tais conhecimentos pode de fato moldar o Universo a sua volta e estabilizar os ramos de suas vidas. As manifestações destes elementos como ditas acima estão presentes em tudo e além destas formas de expressão veremos na semana que vem mais detalhadamente as possibilidades de utilização destas ferramentas não somente no plano astral, mas também no plano físico, através de sua correspondência simbólica e poderemos a partir deste aprendizado ter a base para desenvolver ou até mesmo adaptar ritos utilizando os Tattwas em prol de nossas questões.

Encerraremos aqui a primeira parte de nossa postagem. Bons estudos!

A Todos,
Pax, Lux et Nox

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Universo Simbólico: Os Sigilos- Parte II



Olá pessoal, nossa postagem de hoje é uma continuação sobre a Arte dos Sigilos que iniciamos na semana passada. E como havia dito, será muito interessante que se tenha papel e caneta em mãos para facilitar a assimilação da prática proposta. Para quem está aqui pela primeira vez seja bem vindo(a) e desde já agradeço pela presença. Vamos começar!
Quando temos em mente um propósito bem definido e uma intenção forte podemos utilizar deste artifício para criar uma mudança astral em nossas vidas e assim fazer com que ela se manifeste em nosso plano material. Como observamos na semana passada cada sigilo possui um simbolismo e atinge uma área específica. Lembremos também dos cuidados que devemos ter e das múltiplas formas de energizações que eles necessitam para de fato serem ativados.

Considerando o nosso alfabeto portando 26 letras (incluindo o K, Y, W), numeramos todas elas de 1 a 9. Em seguida o objetivo a ser sigilado deve ser montado através de um gráfico criado segundo as imagens abaixo. Como exemplo, suponhamos que seu objetivo é uma competição importantíssima e tens que ganhar a todo custo. Seu objetivo focalizado é: VENCER!



Para alguns Magistas retirar as letras e os números repetidos e deixar somente um para manter a origem são muito comum, outros não são tão a favor, mas neste caso acredito sem bem subjetivo.

Sendo assim temos:

Matriz Numerológica


VENCER >>> VENCR>>> 4 5 5 3 9




O próximo passo é criar sua matriz numérica segundo as imagens de referência e riscar seu objetivo (VENCR>>> 4 5 5 3 9). Agora trace uma linha reta entre os números de seu desejo numérico até que você chegue ao seu sinal mais básico, entretanto ele pode ser modificado conforme você achar mais adequado.
Existem várias maneiras de se criar um sigilo com um objetivo através da matriz numerológica ( que podem também ser Quadrados Mágickos) como mostrado nos exemplos abaixo:


Podemos encontrar no que se refere a energização dos sigilos quem prefira realizar vários ritos de consagração semanais utilizando dos fluídos corporais masculinos ou femininos, ou até mesmo adaptando os ritos e os utilizando de uma forma mais Elemental (Terra=material. Ar= intelecto. Fogo= espiritual. Água= emoções) para que ele se torne realmente eficiente. De qualquer forma estando dentro dos “padrões” do bem comum e das formas ritualísticas sejam elas tradicionais ou não, tendem a produzir efeitos satisfatórios.
Adaptem-se aos seus métodos mais apropriados e desfrutem do que os sigilos têm a oferecer. E seguindo uma frase comumente passada a diante: “Tenham cuidado com o que desejam”! Sendo assim desejo bons progressos.

A Todos,
Pax, Lux et Nox.
Fonte: Magia da Alma Solaruna- www.solaruna.blogspot.com

 
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