Mostrando postagens com marcador Neopaganismo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Neopaganismo. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Bruxos em Campo Grande ainda sofrem com preconceito e maioria ainda vive no "armário das vassouras"

Não que isso seja uma exclusividade da capital sul-mato-grossense, mas, em Campo Grande, os poucos bruxos que vivem por aqui sofrem com o preconceito e, por isso, a grande maioria (leia-se 100 ou, no máximo, 120 pessoas), vive no “armário das vassouras”.
“Costumam se esconder. Quando perguntam 'qual é sua religião?' eles respondem: 'Então, eu não sigo nenhuma'. Era o que eu falava”. Quem diz isso é a professora de literatura Elizabeth Bomfim, de 32 anos, que, por muito tempo, foi espiritista, mas deixou de lado a doutrina kardecista para se dedicar à Wicca, a religião dos bruxos e das bruxas.

O amigo, o cabeleireiro Davi Vieira, de 29 anos, que se apresenta como Manrick, usava desculpas parecidas quando também se escondia. Ele é bruxo assumido há 2 anos, mas estuda a religião há 7.
Deixar o “armário” foi difícil, mas, para ele, a decisão foi a mais acertada, apesar dos comentários que teve de ouvir depois. “As pessoas tem muito preconceito. Eu vivia entre o evangelho, a Umbanda e a Wicca. Quando eu falei “vou ser Wicca” muitos falaram: você é maluco? Vai adorar o capeta? Eu falei: Não é o capeta. É o Cernunnus e ele é um deus. Tem essa confusão mesmo”.
É mais que confusão. É Preconceito. Intolerância religiosa, pontua Elizabeth. Por três anos, a professora foi uma seguidora solitária da Wicca. Estudava em casa, sozinha. Só a filha e o marido sabiam. Mas, há dois anos, ela decidiu assumir a crença e encontrou outros wiccanianos no caminho.
Os dois reclamam do preconceito e dizem que vivem em uma verdadeira militância religiosa para disseminar informações corretas. (Foto: Alcides Neto)
Os dois reclamam do preconceito e dizem que vivem em uma verdadeira militância religiosa para disseminar informações corretas. (Foto: Alcides Neto)
Hoje, a mulher, que integra uma minoria na cidade, faz parte de um grupo composto por 10 pessoas que se reúnem, uma vez por mês, para reuniões e celebrações em Campo Grande. Esses são os “assumidos”, brinca.
Os que ainda estão no “armário das vassouras” somam mais de 100. A maioria não assume a crença por conta do preconceito mesmo, reforça. A professora, ao contrário, faz questão de mostrar o rosto e falar a respeito porque tem esse direito e luta para desmistificar os diversos mal entendidos espalhados ao longo de anos.
É quase uma militância. Quem critica, diz, é porque não conhece e, provavelmente, nunca parou, sequer, para pesquisar o assunto. É mais fácil atirar pedras e acreditar no que dizem do que procurar saber a verdade.
O que é - ? “A Wicca é uma religião que se firmou por volta da década de 50, quando Gerald Gardner, um bruxo europeu, começou a pesquisar como eram feitas as cerimônias pagãs. Ele foi iniciado por um coven (grupo de bruxos), que mantinham tradições de forma secreta porque, naquela época, as bruxas eram queimadas na fogueira e tinham que se esconder para permanecer com suas crenças e práticas. Esse povo continuou até 1950, quando ele descobriu tudo. Foi ele quem denominou Wicca, mas Wicca seria o resgate de toda essa cultura ancestral, de antes de Cristo, diz.
Pela definição da UWB (União Wicca do Brasil), a Wiicca é uma religião neopagã, mítica, politeísta, iniciática, de culto dualista e orientação matrifocal. Traduzindo: é uma religião baseada em um sistema mitológico, onde se cultua os deuses da natureza e seus fenômenos.
Religião é cheia de símbolos. (Foto: Alcides Neto)
Religião é cheia de símbolos. (Foto: Alcides Neto)
É politeísta porque é uma crença que cultua vários deuses, e não um todo-poderoso. É iniciática porque, para se tornar membro, é necessário passar por ritos e um período de preparação. É dualista porque prega que, dentro de tudo que existe no universo, existem forças opostas e complementares, como luz e trevas, masculino e feminino.
A orientação matrifocal remete ao matriarcado, estrutura social onde a mulher tem papel de destaque na liderança familiar e religiosa. O feminino era reverenciado nas antigas civilizações e, na religião Wiica, isso é regra.
“Estamos muito acostumados com as religiões patriarcais, as religiões cristãs, que falam de um único Deus, masculino. A Wicca é a religião da Deusa. Vem falar que também existem um princípio feminino, mas, claro, também reconhecemos o masculino. A religião visa o equilíbrio entre os dois e não a supremacia”, esclarece Elizabeth.
A Deusa, a Grande Mãe, tem muitos nomes. “Aí que entra a confusão da religião, porque você pode adotar um panteão (conjunto de deuses) ou não. Essa deusa pode ser apenas um arquétipo (um símbolo, por exemplo)”.
Elizabeth mostra texto que leu no ritual de autoiniciação. (Foto: Alcides Neto)
Elizabeth mostra texto que leu no ritual de autoiniciação. (Foto: Alcides Neto)
O Deus, como já foi dito, também pode ser vários, mas o Cernunnos, geralmente representado por um homem de barba, com chifres, é um dos mais reverenciados. “Foi a partir dele, esse Deus de chifres, que começaram a falar que os bruxos cultuavam o demônio, sendo que nós não cultuamos o demônio. Ele é um Deus celta, um Deus da natureza”, esclarece.
Esteriótipo e verdade - Infelizmente essa imagem ficou. Foi fortalecida pela “propaganda” da igreja, se arrasta já por centenas de anos e, hoje, chega em forma de preconceito, mesmo que velado.
“Transformaram em uma coisa do mal. E aí ficou o esteriótipo da bruxa e do bruxo, que é aquela pessoa feia, de verruga no nariz, que faz maldades. A realidade é que somos pessoas que gostam da natureza, de estar em contato com ela e que a respeita. Não existe isso de fazer mal as pessoas. Essa é a parte da religião que é totalmente deturpada”.
O nomenclatura bruxo ou bruxa remente às produções cinematográficas e causa, por si só, espanto, mas a origem da palavra, segundo Elizabeth, remete ao inglês arcaico e significa “aquele que molda, que sabe, pessoa sábia, homem ou mulher”. “Por isso que a gente não liga quando falam. Para nós não tem conotação pejorativa”, diz.
Os seguidores da Wicca, além de cultuarem vários deuses, seguem rituais específicos, como os Sabbaths, festivais do Sol, que marcam as estações do ano. O próximo, denominado Beltaine, acontece no dia 31 de outubro e celebra a entrada do verão.
“A gente comemora a fertilidade, o período em que a terra volta a ficar fértil”. Em ritos como esse, são comuns fogueiras, músicas, danças, oferendas e invocação aos deuses.
Nesses encontros os wiccanianos aparecem, geralmente, de preto. É a cor do útero da Deusa, explica Elizabeth. É, também, a do caldeirão, que representa o útero da mãe.
Símbolos e dogmas - A religião Wicca é cheia de símbolos. Tem a vassoura, para limpeza astral, a colher de pau, condutora de energia, e o principal deles: o pentagrama, que simboliza os cinco elementos: “fogo, terra, água, ar e o espírito”, elenca.
Altar, sem o caldeirão. (Foto: Alcides Neto)
Altar, sem o caldeirão. (Foto: Alcides Neto)
Deus Cernunnos. (Foto: Alcides Neto)
Deus Cernunnos. (Foto: Alcides Neto)
Vela é outro item essencial. (Foto: Alcides Neto)
Vela é outro item essencial. (Foto: Alcides Neto)
Existem feitiços? Existem, mas os trabalhos são feitos para atrair coisas boas, garante. “Prosperidade, saúde, sabedoria, exemplifica”, ao comentar um dos pouquíssimos dogmas da religião: “Tudo o que você faz volta para você três vezes. Não praticamos o mal porque sabemos que, se fizermos isso, ele volta. Isso é uma lei ética”.
A Wicca tem metas, mas não um livro sagrado. “Cada um faz o seu. Chama Livro das Sombras. É onde você anota todos os seus feitiços, intuições, sonhos...” Um fato interessante, dentre vários que chamam a atenção, é que a os adeptos da religião não fazem proselitismo religioso.
“Quem quer aprender vem. Estamos sempre nos reunindo, mas ficar pregando, falando que tem que amar a Deusa, jamais”, finaliza Elizabeth. Interessados podem obter mais informações no Facebook, na comunidade Wicca de Campo Grande.

quarta-feira, 3 de julho de 2013

II Encontro Pernambucano de Neopaganismo estremece solo nordestino



Entre os dias 12, 13 e 14 de Julho, no Centro Cultural Luiz Freire, em Olinda, Pernambuco se torna palco de um dos gritos do movimento pagão nordestino. O Encontro Pernambucano de Neopaganismo entra em sua segunda edição, prometendo trazer explosões de conhecimento e alegria em três dias de muitas atrações.


O evento conta com palestras, mesas-redondas e vivências sobre variados temas da policromia pagã no Brasil. Debates e explanações sobre os movimentos reconstrucionistas, xamânico e wiccan, bem como uma palestra abordando o Panteísmo compõem algumas das atrações desse ano. O evento é inteiramente gratuito e as inscrições podem ser feitas através do envio do formulário <http://migre.me/fhQqK> para o endereço: jose_polank@hotmail.com


Em sua primeira edição, no ano passado, o encontro contou com a presença de mais de 150 pessoas, vindas de diversos estados das regiões Norte e Nordeste. Venha fazer parte desse rugido que pretende estremecer o solo desse Leão do Norte.


Mais informações: encpenp.blogspot.com
                                 www.facebook.com/ENCPENP

Confira a programação

sábado, 15 de junho de 2013

Verbum Sacrum: O passado era belo?




Alguns reconstrucionistas das religiões pagãs na atualidade sustentam a imagem de que os povos que vivenciaram na antiguidade tais religiões mantinham um estilo de vida pacato e pacifico, de plena integração com a natureza e de total respeito ao corpo humano e as regras de boa conduta que temos hoje.

Estes que pintam ou aceitam tal imagem como verossímil ou se quer próxima da verdade, não estudaram historia corretamente ou são cegos e tolos para a verdade que os assola a porta. Pode-se observar uma série de praticas atuais que geram fortes impactos ambientais (cujos quais, inclusive, é muito comum ver tais reconstrucionistas lutarem e protestarem contra, intitulados ou amparados ironicamente por preceitos pagãos) que tem origem em rituais pagãos ou superstições antigas de povos tribais que supostamente seriam nosso elo perdido com nossa conexão natural.

Que dizer de homens que compram barbatanas de tubarão para ter sucesso financeiro ou de jovens que, para provar sua maturidade, adentram o mar e lutam contra golfinhos, ou ainda daqueles que usam pés de coelho para trazer sorte e sacrificam animais em rituais em prol de benefícios? Não seriam estas práticas pagãs? Então deve-se criar uma outra classificação para o grupo de religiões e seitas que originaram e/ou ainda fazem uso dessas praticas? Quem passaria ileso nesta seleção?

Se estas questões assombram o leitor, ou lhe tomam de surpresa, lhe fazendo questionar o caminho que escolheu, significa que o mesmo deve propor-se a uma investigação mais sensata e coerente daquilo que diz ter escolhido pra própria vida (tendo por viés a premissa de que este é um jornal destinado ao publico pagão). Compreender a base histórica e real da sua religião pode e deve ser de fato uma prova de fé, o portador de uma religião deve se questionar a respeito de suas origens e de suas conjecturas, a decisão deve ser clara e coesa para que somente assim uma verdadeira fé surja, somente através do verdadeiro conhecimento de suas opções é que se pode fazer uma escolha sensata e real, de resto a qualquer brisa que venha sua crença é posta em cheque.

É fato que, historicamente, para que o preconceito criado acerca dessas conjecturas religiosas fosse derrubado, houve uma necessidade de se exaltar as qualidades dos povos de onde se originaram, porem essa primeira vestimenta bela e colorida tem a única intenção de agradar os olhos do povo comum e não pertencente a tais meios, o que se difere em muito daqueles que optaram, ou dizem ter optado, vivenciar profundamente tais aspectos, para o segundo caso faz-se necessário uma investigação mais refinada, um mergulho mais profundo, uma experiência inteira e integral dos fatos. O buscador pode (e legalmente deve) optar por não exercer nenhuma das atividades macabras que sua religião ou a base da mesma já possa ter acreditado, porem o mesmo deve compreender que ela existiu e as razões que  fizeram com que se perdesse tais hábitos, ou não, através dos séculos, ou anos de sua existência.

Assim como outros grupos religiosos devem ter um olhar mais critico para sua historia e talvez até existência, este conjunto de religiões denominadas pagãs também o devem, para que sua própria essência não se perca (como já vem ocorrendo, principalmente nos veios mais populares como a wicca) para que seus praticantes sejam de fato praticantes, e principalmente para que sejam de fato entendedores daquilo que dizem vivenciar.

Progredir sempre!
Lupos, Canis – O caçador

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Vila Pagã é divulgada no ENCENP

Durante os dias 3, 4 e 5 de maio foi realizado em Fortaleza o primeiro Encontro Cearence de Neopaganismo, ENCENP, onde estiveram presentes representantes de quase todos os estados do nordeste brasileiro. A Vila Pagã também esteve presente no evento, através da palestra sobre paganismo no Piauí e também na mesa onde foram expostos produtos da Vila. A seguir, confira algumas fotos da mesa, da palestra e dos amigos que passaram pelo evento.













Os participantes puderam conferir a palestra "Piauí Pagão: dos tempos primitivos a Colônia Neopagã", onde foi mostrado um panorama da história do paganismo e das práticas mágicas no Estado ao longo de 50 mil anos.
























quarta-feira, 1 de maio de 2013

Vídeo mostra momentos da Robigália 2013

Confira a seguir o vídeo mostrando alguns momentos da Robigália, festival religioso celebrado no dia 28/04/2013, na Vila Pagã (PI). 

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Pagãos celebram festival de Robigus na Vila Pagã

No domingo (28/04) foi realizada, na Vila Pagã, a celebração do festival de Robigália em honra ao Deus Robigus, protetor contra as pragas das plantas e animais, guardião dos campos e defensor da agricultura. O objetivo desse festival anual, além de integrar a comunidade pagã, é honrar ao Deus Robigus, uma antiga divindade romana (indígete), que traz suas bênçãos à Colônia. A Vila Pagã é a primeira colônia pagã da América Latina, localizada no município de Lagoa do Piauí, interior do Estado.



Durante todo o dia foram realizadas várias atividades, como confecção de máscaras ritualísticas, bate papo sobre o arquétipo de Robigus, procissão pelos campos e ritual no bosque, ao redor do mastro de Robigus. A seguir, confira alguns registros da celebração.

Amanhecer e neblina
Nomeação do Coordenador de Grupos da Vila Pagã

 
Nomeação do Coordenador de Obras e Infra-estrutura
 
Nomeação da Coordenadora de Assuntos Culturais





Procissão pelos campos da Vila
 














Mastro de Robigus
 

















Ganhador do troféu "Milho de Ouro"
Ganhadora do troféu "Milho de Ouro"
Hora do Almoço

 
Design by Free WordPress Themes | Bloggerized by Lasantha - Premium Blogger Themes | Hostgator Discount Code