terça-feira, 24 de janeiro de 2012
Alquimia Vegetal: o uso das planta na medicina indígena
segunda-feira, 20 de dezembro de 2010
Asfódelo
O asfódelo ou gamões é uma planta liliácea, hermafrodita, do gênero Asphodelus, que compreende 16 espécies herbáceas, bianuais ou perenes, oriundas do sul e centro da Europa, das quais a mais conhecida é a Asphodelus albus que, nativa do Sul da Europa (de Portugal aos Bálcãs) e do norte da África, é cultivada como ornamental (floresce de abril a junho) e para produção de álcool. Na Grécia, os asfódelos eram colocados nas tumbas dos mortos e empregados nas cerimônias fúnebres, acreditando-se que facilitavam a passagem dos defuntos aos Campos Elísios, que se supunha atapetados dessa planta. Flores das pradarias do Hades, são consagradas a esse deus e a Perséfone. Os próprios antigos não tinham clareza das razões para isso e às vezes cortavam ou corrigiam a expressão "campo de asfódelos" para fazê-la significar "campo de cinzas" ou "campo de decapitados".
Por tirar-se álcool dessa planta, talvez, o asfódelo representaria a perda de juízo e dos sentidos, característica da morte. A associação também pode se dever à facilidade com que cresce em ruínas e cemitérios, já que são rejeitadas pelos animais de pasto (embora sejam comidos por porcos e javalis). Considerada como o alimento favorito dos mortos, os antigos costumavam plantá-las perto das tumbas
Apesar de os antigos terem lhe atribuído um cheiro pestilento - sob a influência, talvez, de uma associação com a idéia de morte - o perfume do asfódelo assemelha-se ao do jasmim. Victor Hugo evocou esse perfume em Booz adormecido (Booz endormi) numa "penumbra nupcial" (Ela, fora da vida, e eu, semimorto) na qual a velhice, a dúvida, o enfraquecimeno dos sentidos contrastam com a expectativa do amor:
- Um fresco perfume desprendia-se dos tufos de asfódelos;
- Os sopros da noite flutuavam sobre Galgala...
- Ruth sonhava e Booz dormia; a erva era negra...
domingo, 5 de dezembro de 2010
O uso mágicko da Artemísia (Artemisa vulgaris)
Botânica oculta: Era uma das doze plantas da antiga Rosa-Cruz. Colhida em dia de São João (tradição Cristã) ou em Yule (Tradição Pagã), se suspensa do tronco de um roble, no meio de um campo, este se torna fértil. Não podendo ser neste dia, pode ser colhida em qualquer sexta-feira antes do nascer do sol. Colhida de noite, esta planta constitui um poderoso amuleto contra todo tipo de sortilégios. Queimada como defumador no aposento de dormir, desata a ligadura da agulheira. Na Alemanha, na manhã do dia Yule confeccionam coroas de artemísia e as levam para junto das fogueiras, guardando-as depois como amuletos contra feitiços. Na floresta normanda colhem-na durante a novena de São João, para destruir os malefícios que privam as vacas de dar leite.
Na Áustria, nenhum magista têm algum poder sobre quem leva consigo dita planta.
Igualmente, um ramo colocado na porta duma casa evita o encantamento da mesma. Na Alemanha meridional e na Boêmia confeccionam, em Yule, umas espécies de coroas com esta planta para depois as colocarem junto a representação do Deus Menino no Altar. Desta maneira se vêem livres e imunes contra feitiços para todo o ano.
Esparramando suas folhas sobre um campo, por ocasião da semeadura, este fica preservado
contra o granizo e as pedras. Com as três flores e as folhas desta planta fazem-se perfumes contra os espíritos guardiães de tesouros e contra os demônios.
(Fonte: Paracelso - As Plantas Mágicas - Botânica Oculta)
sábado, 6 de fevereiro de 2010
A Magia do Alho

Breve Histórico
Nos primórdios da nossa civilização já era usado pelo homem, tanto como recurso culinário como recurso terapêutico. Gravações antiquíssimas nos contam que o alho era usado como remédio por chineses, babilônios, gregos e romanos muito antes do nascimento de Cristo. Na Sicília e em outros lugares da Europa o alho cresce espontaneamente. Russos e búlgaros atribuíram ao hábito de ingerir alho a causa principal de sua saúde e vitalidade. Durante a Primeira Guerra Mundial as forças armadas britânicas usaram muito o alho para impedir infeções. No Brasil o alho é muito conhecido e usado, tanto na cozinha como na farmácia.
Seu nome botânico do Alho é Allium Sativum L., e pertence à família Liliaceae , e o bulbo é a parte utilizada.
Ação medicinal
A ação do alho como fitoterápico é expectorante, anti-séptica pulmonar, analgésica, anti-inflamatória, anti-bacteriana, tônica, hipotensora, vermífuga, hipoglicemiante, febrífuga, anti-plaquetária, anti-oxidante e hipocolesterolemizante. Diminui a viscosidade sangüínea e é anti-helmíntico. São muitas suas propriedades farmacológicas...
Ação Mística
Planeta: Marte
Elemento: Fogo
Erva extremamente protetora. Pode ser pendurado em casa para proteger. Também utilizado para fazer exorcismos. Os antigos gregos colocavam o bulbo do alho em um monte de pedras em um cruzamento como uma oferenda à Hécate.
- Douglas Phoenix -





