Mostrando postagens com marcador Asatrú. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Asatrú. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Runenmagie: Havamal e o Sacrifício de Odin

Hail!

Vamos finalmente começar a compreender as runas pelo sentido mitológico e assim compreenderemos a sua importância para a religião Asatrú (fé nos Asen) e Vanatrú (fé nos Wanen), assim como para as várias tradições germânicas e nórdicas.

Um erro bastante comum para quem começa a estudar runas é compreender na visão Asen e odinista que Odin foi quem criou as runas. Há muitos autores e próprios membros de tradições e vertentes Asatrú que dizem isto, mais no sentido de atribuir o fato das runas existirem à falácia da mitologia nórdica do que dizer que foi ele quem criou. De todo modo ainda é uma proclamação errada. 

Segundo o poema Havamál (presente nas Eddas Poéticas), Odin teria recebido as runas e sua sabedoria após um ritual iniciático que ele fizera na grande árvore Yggdrasil. O ritual feito por ele foi um sacrifício e auto-imolação, em que ele ficou suspenso de ponta cabeça num dos galhos da grande árvore da vida, com uma lança transpassada em seu corpo pelo período de nove dias e nove noites.

O sacrifício, feito dele para ele mesmo – como é dito no poema – é motivo de muitas especulações. Dizem que o Odin que fez o sacrifício não era o Odin divindade, talvez um líder da tribo que cultuava um Deus com seu mesmo nome. O que torna este ritual o caso de uma jornada xamânica em que o xamã se sacrifica ao seu Eu Superior para alcançar a sabedoria. Alguns autores sustentam esta teoria, afirmando que o indivíduo que se sacrificou teria sido apenas um mortal que entrou em contato com sua essência divina e mais tarde, depois de passar o conhecimento e sabedoria deste ato, assim como sua historia foi divulgada e transformada em lenda, ele foi dito como Deus.

Ainda falando sobre o ritual, ele é presente em muitas culturas antigas. Quando um individuo, por meio da morte ou sofrimento extremo do corpo físico e oferta tal ato a alguma divindade, penetra o mundo dos espíritos superiores e tem a possibilidade de arrecadar sabedorias. A volta desta jornada mais sábio, divinizado e com uma ponte eterna com o mundo dos espíritos é um renascimento e o que faz do individuo um ser entre os mundos, o que o torna, de fato, um xamã.

No caso de Odin, a sabedoria veio em forma dos símbolos rúnicos. Que no Havamál ele dita ter vislumbrado no fundo das raízes da árvore da vida e de lá as agarrou. Vale salientar que os símbolos rúnicos citados não tem uma origem definida. É como se já existissem até antes dos Deuses sendo apenas adicionados na cultura dos Aesir com este ato de Odin. Também estes símbolos são desprovidos de espíritos, como é visto em algumas Tradições. São apenas os mesmos símbolos, chaves e portais para sabedorias e mundos próprios, oposta da visão de espíritos individuais.

Do Havamál, também se compara os nove dias e nove noites de sacrifício como uma assimilação dos nove mundos que compõem a mitologia nórdica e a Árvore Yggdrasil. Supõe-se que cada dia seria dedicado a meditação dos mundos externos e internos de Odin, reforçando que as runas e o xamanismo nórdico estão muito ligados ao autoconhecimento e ao desdobramento entre mundos.

Segue uma tradução do Havamál e até o próximo texto! Onde sairemos da zona do conceito de runas, para começar a verificar as runas em seu sentido individual.

"Estive pendurado nove noites
na árvore açoitada pelos ventos,
por lança trespassado e dado a Odin
eu mesmo, a mim mesmo, naquela árvore
que nenhum homem sabe de onde brota.
Com pão não me abençoaram, nem com chifre,
olhava para baixo; e então tomei
as runas eu tomei vociferando,
de lá tombei de novo depois disso.
Encantamentos nove eu aprendi
daqueles filhos célebres de Boltor,
o pai de Bestla; e foi-me dado então
beber do hidromel caro de Odreri.
Depois revigorei-me e fiz-me sábio,
cresci e logrei ter maior poder;
dito buscava dito de meu dito,
obra buscava obra de minha obra.
Runas tu hás de encontrar e letras lidas,
letras mui grandes, letras mui robustas,
e pelo grande sábio desenhadas
e pelos grandes deuses engendradas,
e pelo Hropt divino entalhadas.
Entre os ases Odin, e entre os elfos
Dáinn, e Dvalinn diante dos anões,
e diante dos gigantes está Ásvid,
e eu próprio talhei algumas delas.
Sabes como entalhar, tu sabes ler?
Sabes como traçar, sabes testar?
Sabes como pedir, como imolar?
Sabes sacrificar, sabes matar?
Melhor é não pedir que imolar muito,
sempre o regalo atenta ao pagamento;
melhor sem sacrifício que matança.
Assim à gente diva Thund talhou;
lá, de onde retornou, ele se ergueu."


Bibliografia consultada:
- FAUR, Mirella. Mistérios Nórdicos: deuses, runas, magias, rituais. Ed. Pensamento, 2007
- DAVIDSON, Hilda R. E. Myths and symbols in pagan Europe.
- Link (www.pget.ufsc.br/in-traducoes/edicao_3/o_verso_theo.pdf)




sexta-feira, 15 de junho de 2012

Runenmagie: Sobre a Mitologia Nórdica


Hail, leitores!

Após compreender o que de fato é uma runa, vamos começar a ver os conceitos mitológicos sobre elas. O material-base para vários mitos nórdicos são os chamados Eddas.
A Edda em Prosa (Prose Edda), escrita por Snorri Sturluson, é uma coletânea de textos nórdicos que por mais que escritos sob uma ótica cristã e masculina tem muito valor para a cultura nórdica por conta do grandioso trabalho feito pelo seu autor. Foi muita busca, pesquisa e dedicação para a produção dos textos.
A Edda Poética (Poetic Edda), também conhecido como Codex Regius e Elder Edda, são um conjunto de textos que foram encontrados em um antigo manuscrito na Islândia. É deste texto que se tem a maioria das explanações sobre os mitos nórdicos. Tanto por ser mais antigo, como por sua forma de vesros nos darem abertura para várias interpretações e visões amplas dos mitos antigos.
Dentro da visão mitológica, como já citei antes, temos duas teorias, assim como na própria mitologia nórdica/germânica temos duas famílias divinas: os Aesir (ou Asen) e os Vanir (ou Wanen). Os Eddas reforçam em muito a visão Aesir dos mitos. Visto que eles foram os povos que dominaram de certa forma os Vanir, nada mais plausível que seus mitos serem os levados adiante. Já o que se tem sobre os Wanen é fruto de interpretações a partir dos Eddas e da oralidade da Tradição que vive aqui no Brasil.
Para facilitar a compreensão de quem é quem, e assim facilitar a noção de onde as runas entram em cada um dos povos ou clãs divinos, reservo esta postagem para a explicação de cada um dos povos e norteá-los sobre as diferenças entre ambos e o que eles tem em comum.

Os Aesir

Liderados por Odin, este povo bélico migrou da Índia e norte da Europa (sendo assim chamados indo-europeus) para as regiões onde seus mitos tiveram mais ênfase. Segundo os seus mitos mais conhecidos, Odin e seus irmãos (Vili e Vê) deram origem aos homens e aos mundos a partir do corpo de Ymir, um gigante de Fogo, filho de uma outra família divinizada dos povos europeus.
São Deuses normalmente ligados à guerra, justiça, ordem e englobam os arquétipos de Deuses dos Céus. Poucos sendo ligados à energias telúricas (terra) e aos mares. Vivem em Asgard, de onde governam Midgard e todos os outros mundos de Yggdrasil.
Entre os Aesir mais conhecidos temos o “trapaceiro”, Loki, responsável pelo estopim do Ragnarok; o Deus do Trovão, Thor, bastante em evidência graças à Marvel e aos filme “The Avengers” e o que leva o próprio nome; Frigga, a esposa de Odin, geralmente confundida com Freyja ou Mardoll; o Deus Benevolente, Baldur, geralmente associado pelos mitólogos cristão a Jesus Cristo, visto que os arquétipos das divindades são bastante semelhantes e ambos desempenham papel parecido em seus mitos; Heimdall que é o guardião da ponte arco-íris, Birsfrost, responsável pela guarda de Asgard. E tem, é claro, Odin, que é o Deus Supremo deste clã. É o Pai de todos, soberano por natureza, também conhecido como Wotan em algumas regiões. É um deus misterioso e paradoxal, que migra de guerreiro à xamã dentre os vários mitos em que se apresenta.

Os Vanir

Os Deuses Vanir sãos os Deuses mais arcaicos, nos Eddas e em outros escritos não há menção de sua origem, mas crê-se que como deuses primitivos eles tenha iniciado seu culto pela relação do homem primitivo com as forças e mistérios da natureza. Os Wanen são deuses ditos mais pacíficos, relacionados à fertilidade, sexualidade, agricultura, riqueza, e às forças da natureza. Ainda segundo os registros diz-se que eles já se encontravam no continente quando os Aesir chegaram e por anos tentaram conviver com as diferenças, mas elas ainda foram motivos para a famosa Guerra das Tribos.
Segundo a Tradição, os Deuses Wanens foram originados e primeiramente cultuados em Thule, um antigo arqupélago ao norte Europeu que desapareceu da mesma forma que Atlântida e Hiperbórea. Só depois do desaparecimento de Thule é que a tribo migrou para o continente europeu e se instalou lá.
Liderados por Mardoll (aquela que brilha sobre o mar), que recebe o titulo de Freyja (Senhora) vivem em Wanaheim, são detentores do conhecimento e sabedoria assim como da magia e dos seus usos. São os Deuses Xamãs, já que foi Freyja Mardoll quem detinha o conhecimento sobre o Seidr (xamanismo nórdico) e depois passou este conhecimento para Odin.
Entre os Deuses Wanens mais conhecidos estão Freyr, dito irmão gêmeo  de Freyja nos Eddas, Senhor das Florestas, Animais e Instintos; Ran, Senhora dos oceanos; Aegir, consorte de Ran; Njord e Nerthus; Deuses Ancestrais do Mar e da Terra, respectivamente. Há quem diga que Tyr também seja um Deus Vanir, visto que seu culto é mais antigo em algumas regiões que o culto do próprio Odin. E tem a famosa Gulltweig/Heide, Deusa da Transformação, Magia e do Renascimento que foi o estopim da guerra entre os Wanen e os Asen.
Há uma variedade de contradições entre o que os Eddas falam sobre os Wanen e o que a Tradição conta sobre eles. O que sabemos ocorrer com freqüência quando um povo “vence” outro. A verdade é de quem ganha. E no caso desta guerra os “vencedores” foram os Aesir.

Guerra das Tribos

Diz o mito que Gulltweig foi como uma diplomata fazer uma visita aos Asen em Asgard. A Deusa Wanen despertou a cobiça pelo ouro entre os filhos de Odin, visto que um dos seus poderes era tornar ouro tudo o que desejasse, assim como andava repleta de jóias e adornos dourado. Seu próprio nome significa “O Caminho Dourado”.

Odin deve ter interpretado isto como uma ofensa. O que se sabe é que não há razão aparente para o que houve em seguida a esta visita. Os Asen a fizeram prisioneira e por três vezes a queimaram e por três vezes ela renasceu das próprias cinzas sendo chamada depois disso de Heidhe, a Brilhante.
Após este acontecimento várias batalhas ocorreram e como não havia um vencedor entre eles foi feito um acordo de paz, onde dizem terem sido trocados alguns deuses. Indo alguns Wanen indo viver em Asgard e outros Asen indo para o Wanaheim.

Para a Tradição Wanen, a guerra ocorreu com os mesmos moldes, mas no fim enquanto não houve algum vencedor, após o acordo selado. Houve uma mescla entre os povos, mas os Wanen, orgulhosos como bem são, migraram novamente se instalando onde seria hoje a Escandinávia. E diferente do dito, a soberana Mardoll ou Freyja não ficou em Asgard, o que pode ter acontecido é uma das sacerdotisas dela ter ficado lá. Mas isto é uma outra questão de interpretações que se distancia da base acadêmica para a interpretativa e religiosa.

Por hoje é só pessoas!
Na próxima postagem descreverei por fim os mitos Wanen e Aesir sobre a aparição e criação das Runas em seus clãs.

Bibliografia consultada:
- FAUR, Mirella. Mistérios Nórdicos: deuses, runas, magias, rituais. Ed. Pensamento, 2007
- DAVIDSON, Hilda Ellis. Gods and Myths of Northern Europe. Peguin Books, 1964

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Runenmagie: Runas e a História - Parte II


Hail!
Na última postagem nós conhecemos as teorias da origem histórica dos grifos rúnicos e um pouco do que dizem terem sido seus antecessores. Hoje vamos vasculhar as evidências, os vestígios arqueológicos de alguns dos Futharks mais difundidos.




RUNAS E A HISTÓRIA II

Os Vikings são os maiores responsáveis pelas evidências arqueológicas acerca das runas. O costume (mistico ou não) que eles tinham de cravar runas em seus escudos, elmos, espadas e outros utensílios de casa ou de uso doméstico foi essencial para a catalogação das runas e a fundamentação das teorias.
Além disso, é justo por estas evidências que somos cientes hoje de uma magia rúnica básica a Taufr (magia talismânica). Acredita-se que todos os artefatos de guerra encontrados foram um dia talismãs mágicos para os guerreiros. As principais runas cravadas nestes objetos são a Týr e a Sowelo, ambas runas ligadas à vitória, a primeira a um Deus de Justiça e de Batalha e outra a runa do Sol. 
Outros ainda são runas cravadas em sua utilização alfabética, sem nenhum apelo mágico. Como é o caso de alguns Runestones e outros artefatos presentes em tesouros.
Não sei dizer se foi encontrado algum oráculo rúnico como o utilizamos hoje (o jogo de 24 "pedrinhas"). Creio que não já que era costume que as runas fossem cravadas em materiais facilmente consumidos pelo tempo (ossos, madeira e varetas).
A seguir, alguns dos objetos mais famosos. 



2-      Vestígios Arqueológicos 



 A Pedra Kylver (Gotland, 1903): a pedra é a tampa de uma sepultura. Encontrada num dos maiores sítios arqueológicos de runas. Nela é que está inscrito o mais antigo Futhark conhecido. Ele está cravado na parte interna da sepultura de frente ao cadáver (o que sugere que a sequência rúnica tenha sido parte de algum rito funerário envolvendo magia). Há também uma Bindrune (runas atadas) com a runa Týr e uma palavra não tão bem decifrada.



O Torc de Pietroasa (Torc de Buzău): parte de um misterioso tesouro datado por volta entre 250 e 400 DEC numa colina em Pietroasele junto a outros objetos de ouro. Foram encontrados originalmente dois anéis sob uma massa negra, o que foi deduzido como sendo couro ou algum tipo de pano desintegrado onde os objetos foram enrolados. Um dos anéis foi roubado logo durante a descoberta e o outro foi cortado e teve os símbolos danificados por um ourives.



Runestones: Grandes pedras com runas gravadas. A primeira tem 18 metros de circunferência e se encontra no caminho arborizado que dá para uma igreja. Foi colocado por um ex-capitão em memória à sua mãe e em honra própria por ter sido um sobrevivente da guarda a que serviu. Já a segunda está numa cidade da Suécia e ainda é debatido o propósito da criação, assim como o significado de seus símbolos.



Os Chifres de Ouro de Gallehus: dois chifres feitos de folhas de ouro, um mais curto que o outro encontrados em anos diferentes em Jutlândia do Sul e na Dinamarca. Os chifres originais foram também roubados, mas réplicas deles estão expostas no Museu Nacional e no Museu Moesgaard, ambos na Dinamarca.



O Caixão Frank: o caixão é densamente decorado com runas anglo-saxônicas e com cenas diversas que remetem ao cristianismo, mitos e imperadores romanos e a algumas lendas germânicas. As inscrições são em alto relevo e suas traduções estão disponíveis para quem tiver curiosidade.

Outras Imagens:


 




Terminamos aqui, uma breve explicação das runas históricas. Mas aviso que este conhecimento é bastante superficial, quem se interessar para adentrar neste estudo, me procure que indico alguns livros e sites bons.

Até mais!


Bibliografia consultada:
- FAUR, Mirella. Mistérios Nórdicos: deuses, runas, magias, rituais. Ed. Pensamento, 2007
- Wikipédia (http://en.wikipedia.org/wiki/Portal:Ancient_Germanic_culture/Runic_inscription)
- Rune Web Vitki (www.runewebvitki.com)



sexta-feira, 18 de maio de 2012

Runenmagie: Runas e a História - Parte I

Hail!* 
E chega a nossa Sexta-Feira em honra à Mardoll (Freyja) e suas runas!
Como prometido, vou começar a explanação do que são runas sob a ótica histórica (registros, teorias e arqueologia) e a visão mitológica (Aesir e Wanen). Estas últimas ainda tem subdivisões bastante interessantes que iremos explorar ao longo do tempo.



RUNAS E A HISTÓRIA



Dentro do imaginário popular, se pensarmos rapidamente na origem de instrumentos ligados à magia e ao paganismo, principalmente os envoltos de mistérios (como Runas e Tarot) temos a tendência de deixar a fantasia vagar e pouco nos fixamos nos fatos.
Assumo que para mim, descobrir que as runas tem registros válidos em tempos mais recentes do que eu previa foi um baque num chão raso. Em minha concepção, a história e os mitos se mesclavam em dado ponto em certa época. Tive por base teorias exotéricas que tentavam comprovar a veracidade de mitos, e nisso me perdi. Caindo em eloqüência somente posteriormente, com um estudo superficial e compreensão mais ampla sobre o assunto.

Runas, como as conhecemos hoje, para chegarem a este ponto sofreram grandes e diversas mudanças durante os anos em que se disseminaram pela Europa. Como já citado, em vários pontos distintos do continente foram encontrados registros e artefatos que comprovam a utilização dos talismãs e do alfabeto rúnico gravados em rochas. Ainda com todo este material, não se pode precisar em que época se deu a origem real dos grifos. O período mais convincente é o que se situa próximo ao ano 1300 AEC. Com esta falta de registros mais sólidos, os historiadores, pesquisadores e antropólogos tomam o rumo da especulação e com os rastros encontrados parte-se então para a formulação das teorias.

1-      Teorias

Das quatro mais conhecidas e divulgadas, duas já foram descartadas por não serem compatíveis com outros achados arqueológicos e as datas não são convincentes.
São elas:

- Latina/Romana: defende que o as runas foram originadas de uma adaptação do alfabeto latino. A semelhança entre alguns símbolos e as letras é o que dá base à teoria. Contudo, achados arqueológicos anteriores à data atribuída de quando teria ocorrido a origem do alfabeto tornam a versão inválida.

- Grega: posterior à romana, diz que os godos reformularam a escrita cursiva dos gregos e exportaram esta nova escrita por certa região da Europa (Mar Negro – Escandinávia). Vários achados na Rússia e Romênia comprovam a teoria, mas datas desencontradas também dão invalidez à hipótese.

Essas duas teorias formuladas nas últimas décadas de 1800 por mais que já descartadas, ainda têm validade para alguns. Porém não são mais bem aceitas dentro das vistas acadêmicas, por motivos óbvios.

As que tem mais respaldo histórico e que tem uma certa lógica são as seguintes:

- Etrusca: diz que as runas teriam surgido do alfabeto do povo etrusco que vivia ao norte ibérico e que eles teriam difundido-as pelos povos teutônicos e posteriormente pelo resto da Europa. Em favor desta teoria tem a descoberta de diversos artefatos arqueológicos com símbolos semelhantes às runas gravados neles do século IV AEC, além de outro oráculo inscrito em varetas com um sistema bastante semelhante ao rúnico. Por mais que a semelhança de alguns símbolos seja indiscutível, o alfabeto etrusco ainda não foi compreendido nem decifrado, logo não se pode dizer que eles e as runas tem realmente uma ligação efetiva, apenas que houve um ponto de encontro.

- Hallristinger: (mais aceita pelos historiadores acadêmicos) tem como base a semelhança das runas com as inscrições rupestres datadas em 1300-800 AEC (Idade do Bronze e Ferro).
Estas inscrições eram símbolos religiosos provavelmente ligados a um xamanismo europeu primitivo. Os caracteres não deixam sobrar dúvidas de que estão ligados a adoração ao Sol e ao Sagrado Feminino, além de ter a presença da famosa suástica, símbolo de fertilidade e que remete a fenômenos climáticos e astrológicos. Sobre o alfabeto Hallristinger pode-se deduzir que assim como as runas eles eram um sistema simbólico para expressar a sabedoria e os mistérios sagrados.
Segundo a teoria, as runas teriam sido resultado de uma modificação causada pelas várias gerações e transmigrações destes antigos símbolos rupestres estacionado entre os etruscos e os teutônicos onde conseguiram uma identidade própria e se tornaram uma linguagem escrita – ainda mantendo toda a simbologia sagrada.

Sob a ótica histórica, particularmente sou seguidor da última teoria. Fazendo uma revisão antropológica, a ligação entre as runas, seus portadores e usuários e o alfabeto que as originou tem uma linearidade mais convincente e provável.
Ainda podemos encontrar mais duas visões bastante difundidas. Classificadas como esotéricas, estas teorias nos remetem a compreensão de um outro mistério mundial. São representadas por dois grandiosos e bastante reconhecidos pesquisadores e runólogos: Guido Von List e Friedrich Berhnard Marby.
As correntes esotéricas afirmam que as runas sejam códigos cósmicos que teriam sido herdados de uma cultura antediluviana de povos evoluídos que habitavam terra lendárias.
List defende que as runas teriam sido trazidas por sua concepção do que foram os arianos.  Já Marby aponta que as runas vieram de Thule que afundou no Mar Norte há milênios atrás.
Continua...
* Nota: uma correção deve ser feita em relação ao meu primeiro texto em que usei “Heil”. Escrevi a fonética ao invés da palavra correta. No mais, “Hail” é uma saudação em alemão.


Bibliografia consultada:- FAUR, Mirella. Mistérios Nórdicos: deuses, runas, magias, rituais. Ed. Pensamento, 2007- Runemal (www.runemal.com)- MonteMor (www.marquesdemontemor.blogspot.com.br)

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Runenmagie: Introdução à Runas


 

Heil! Meu nome é Luan, sou neopagão e membro da Tradição de Bruxaria Wanen no Brasil e em Pernambuco. Vou estar com vocês tratando sobre Magia Rúnica, ou em alemão a Runenmagie (lê-se: “runenmaguí”) e explorando este universo que é completamente vasto e compreende várias formas e técnicas de magia já conhecidas e outras adaptações interessantes para quem vai querer ter com as runas mais que um oráculo ou alfabeto mágicko.

Fiquei pensando em como começar e nada melhor do que entender o que são runas, para começar a utilizar os seus conhecimentos. Para minha surpresa encontrei um paradoxo interessante sobre o que são runas que vai me servir de base para a sua explicação.
Temos três pontos de vistas distintos: as runas históricas, as runas Aesir e as runas Wanen. As duas primeiras são parecidas, quase as mesmas, mas por uma se basear em fatos e outra em mitologia achei melhor dividi-las em campos diferentes. A terceira é um tanto mais complicada, pois depende da crença da minha Tradição nos resquícios da sabedoria passada através da oralidade. Por isso, desde já deixo claro que muito do que eu falar sobre o aspecto Wanen das runas não terá uma bibliografia, ou livro base. Apenas o conhecimento tradicional fruto da oralidade. Para aqueles que necessitem de fatos comprobatórios peço paciência e compreensão.
 
Vamos explanar então sobre runas!

Para quem não sabe, a Mitologia Nórdica compreende duas famílias divinas distintas, os Aesir (ou Asen) e os Vanir (ou Wanen). Enquanto uma é patriarcal e com uma tônica bélica, a outra é o que se compreende como matriarcal e mais ligada ao aspecto da relação com a natureza, magia, fertilidade e sexualidade.
Dos vários pontos em comum entre os dois clãs, o que mais se destaca em grau de importância e registro são as Runas. As duas divindades principais destes povos (Freyja, ou Mardöll e Odin, ou Wotan) estão intimamente ligadas à elas, fazendo sua cultura também girar em torno destes estranhos e tão individuais símbolos.

Nas suas várias raízes etimológicas, a palavra ‘runa’ tem como significado “sussurro”, “mistério”, “segredo”. Em todas as regiões, países e tribos em que elas estiveram presentes, este aspecto de segredo e sigilo estava intrínseco. Isto sugere que as runas eram parte de uma tradição oral, ou eram chaves para sabedorias que não havia como serem expressas. Estas sabedorias quando reunidas (os “alfabetos” rúnicos) dão ao individuo um pleno conhecimento deste e de outros planos, além de um intenso processo introspectivo e de expansão da consciência. Guia também num código de moral, conduta e ética de maneira natural, quase imperceptível por conta da atuação das energias rúnicas no indivíduo. 



Vários são os alfabetos rúnicos, comumente chamados de FUTHARK. Isto porque numa comparação dos símbolos rúnicos com os vários outros alfabetos, como o grego, foi feita uma associação e numa classificação bastante recente das runas em três clãs distintos (vou ainda falar mais sobre isso), Futhark seriam as primeiras runas da primeira das três famílias. Como apresentado na imagem.

Os Futhark’s variam de acordo com a região e país onde foram utilizados. Os mais conhecidos são o Elder Futhark (Futhark Antigo) composto por 24 runas, o Novo Futhark, com 18 runas, o Anglo-saxão e o da Northumbria. Há vários outros que chegam a ter até 33 runas. Mas no nosso estudo vamos nos focar no mais utilizado, no mais comum: o Elder Futhark e seus 24 símbolos.

           Por hoje é só. Veremos mais na próxima explanação do que são Runas.


           Honrados sejamos!
Até a próxima

Bibliografia consultada:
- FAUR, Mirella. Mistérios Nórdicos: deuses, runas, magias, rituais. Ed. Pensamento, 2007
- BLUM, Ralph. O Livro das Runas. 3ª Edição em Ebook

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Arqueólogos encontram antigo barco funerário viking na Escócia


Arqueólogos britânicos escavam antigo barco Viking encontrado na Escócia (Foto: AFP Photo / AOC / Dan Addisson )Arqueólogos britânicos descobriram os vestígios de um barco funerário viking nas terras altas escocesas. Segundo eles, esse é um dos mais importantes já encontrados no Reino Unido. O achado feito em outubro deste ano gerou uma gama de estudos sobre a cultura nórdica antiga.

O barco-túmulo de 5 metros de comprimento continha os restos de um guerreiro de alto escalão que foi enterrado com um machado, uma espada, uma lança, um escudo e um broche de alfinete na jazida de Ardnamurchan, de mais de mil anos de antiguidade, segundo a Universidade de Manchester, uma das instituições que participaram das escavações.

Além disso, também foram encontrados no túmulo uma faca, o que poderia ser a ponta de um chifre de bronze utilizado para beber, uma pedra para amolar norueguesa, cerâmica viking e diversas peças de ferro que não foram identificadas. A co-diretora do projeto, Hannah Cobb, professora de Arqueologia da Universidade, qualificou a descoberta de "apaixonante".


"U
m barco funerário viking é uma descoberta incrível, mas, além disso, os artefatos e o estado de conservação fazem dele um dos túmulos nórdicos mais importantes já escavados no Reino Unido", acrescentou Cobb, que trabalhou durante seis anos com especialistas da Universidade de Leicester e outros arqueólogos escoceses.

Os vikings, como são conhecidos os povos germânicos navegantes e guerreiros procedentes da Escandinávia que se lançaram à conquista da Europa entre o fim do século 8 e meados do 11, utilizavam os barcos como túmulos para enterrar personalidades da época com suas posses. Especialistas em vikings da Universidade de Glasgow acreditam que este barco-túmulo possa datar do século 10.

Fonte: G1.com
publicado em 19/10/11


quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Introdução ao Asatrú

Texto de Fabiano Isilrar, representante asatrú de Pernambuco

Bem, em resumo o asatru, e a recriação da antiga região dos povos do norte da europa(escandinavos). É uma religião politeísta, que tem três principais castas de divindades:
Os aesires os deuses guerreiros
Os vanires os deuses de fertilidade e riquezas
Os gigantes, que são responsáveis pelo caos ( em outras palavras)
O "universo" de nossa crença, se chama Yggdrassil, que é composto por 9 mundos, que se chamam respectivamente:
Æsgardhr, Muspelheim, Vanaheim, Midgardhr (nosso reino terrestre), Svartelfheim, Lightelfheim, Jotunheim, Hel e Niffleheim são os Nove mundos de nossa crença. Estes são reinos dos Deuses, humanos, elfos da luz, elfos da escuridão, anões, gigantes e outros.
Os nove mundos são conectados pelos galhos, raízes, membros e tronco da árvore Yggdrassil. Tendo alguns casos especiais, pontes. Como no caso a ponte Bifrost(Ponte do Arco-íris), que liga Asgard ao nosso mundo (Midgard)

Imagem representando Yggdrassil:
http://img535.imageshack.us/img535/2853/yggdrassil.jpg

Vale lembrar também, que o asatru é uma crença riquíssima, que tem como ponto forte principalmente, os laços familiares. Porém também possui outras várias coisas mais, como lendas, e histórias e explicações únicas para cada uma de nossas divindades. Vale lembrar também do uso das runas. Importante componente do asatru, usada de muitas formas (magia rúnica).

As 9 nobre virtudes

As 9 nobres virtudes, são:

Coragem, Verdade, Honra, Fidelidade, Disciplina, Hospitalidade, Laboriosidade, Independência e Perseverança.

Elas são a base simples do novo asafolk, e importante parte da vida dos mais antigos. São formas de vida que devemos seguir, afim de nos tornarmos melhores como pessoas. e mostrar que mesmo no mundo atual onde tudo diz que é preciso"puxar o tapete" do outro para subir na vida, esses valores junto com o "Havamal" nos ajudam a se precaver contra essas atitudes, e nos ajudam a evitar que as façamos.

Coragem: A virtude necessária para o auto-conhecimento de seus limites, o forçando-o a amplia-lo a um nível nunca imaginado pelo ser anteriormente. Sem a coragem, não pode existir Honra e a Verdade. Lembrem-se coragem com sabedoria. E não coragem apenas por dizer que possui. As vezes é necessário coragem suficiente para assumir um erro ou recuar em alguma decisão. Isso é coragem.

"Os corajosos e atrevidos tem as melhores vidas,
São raramente assediados por preocupação,
Mas a gentalha vê sujeira em toda parte
E o miserável definha por presentes." Havamal - Verso 48"

Verdade: A verdade é tida como a virtude que origina a justiça, a Honestidade e Honra. Lembro também que o conceito de céu e inferno não existe em nossa crença, porém não pense que por esse fator você não precisa seguir essa virtude.
Afinal um asafolk, procura seguir tal virtude não para ganhar "pontos" ou agradar os deuses. E sim para obter respeito e merecimento pelas pessoas a sua volta, além de melhorar seu padrão e modo de vida.

"Para um falso amigo a trilha enrola
Apesar de sua casa ficar na estrada.
Para um garantido amigo ha um atalho,
Apesar dele vir de um longo caminho." havamal - Verso 34 "

Honra: Essa frase do código bushido dos antigos samurais resume muito bem essa virtude:

"Honra não é Orgulho. É Consciência do que se Tem."

Lembrem, de não confundirem também com arrogância. Uma pessoa honrada jamais se acha superior as outras. Lembrem que na comunidade asafolk, todos são importantes e tem uma tarefa. Algo que vc sabe, outra pessoa não pode saber e vice-versa. Sempre uma troca de aprendizados.
E para finalizar essa virtude, lembro também que Honra é também visto como um requerimento para Honestidade. Afinal, pessoas sem honra geralmente são pessoas mentirosas, e que não sabem "jogar limpo" quando precisam fazer algo.

"Um todo temperamental, homem infeliz
Ridiculariza tudo que ele ouve,
Se diverte as custas dos outros, recusando sempre
A ver as faltas em si próprio" Havamal-verso 22"

Fidelidade: Uma virtude interessante e que muitos pensarão logo em "relacionamento".
Porém aqui informo, que o conceito nesse aspecto, não era problema nos tempos antigos, e fidelidade entre parceiros não era obrigado.
Todavia, os tempos mudam, e isso é algo que hoje em dia é necessário. Se não é fiel a seu parceiro, logo você não o ama ou apenas pensa que ama.A virtude Honra para evitar uma situação contrária obviamente é requerida.
Lembrem de utilizar as virtudes da coragem, verdade, honra e disciplina, que vocês estarão sendo fiel a alguma causa.
A fidelidade também pode ser encontrada no auto-sacrifício, como por exemplo um pai que se faz de escuro para proteger seus filhos ou esposa, além de fidelidade a um ideal, povo, crença, com grupo de amigos, família e etc.

"O jovem abeto que cai e apodrece
Sem Ter agulhas nem casca,
Assim é o fado do homem sem amigos:
Porque teria ele de viver longamente?" Havamal - Verso 50"

Disciplina (Ou Justiça): Ao falar dessa virtude, não se referimos apenas a alguém sendo punido por um crime ou algo do tipo.
A existência de tudo, se originou da disciplina entre a "ordem e o caos", que em medidas sempre perfeitas, corrigem os exceços de ambos. Com ordem demais, a devida situação para, fica estagnada. Porém com caos demais, não se teria nada concreto nunca, não dando tempo para a evolução.

A justiça, nos modos mais simples, não se presume apenas a culpar os errados, como também parabenizar e recompensar os certos. que infelizmente é algo relativamente difícil nos tempos de hoje, onde o "fair-play" não existe, e a mentira, falças promessas e acordos (caos), são maioria nessa época.
A Virtude da Justiça e formada pêlos princípios de Verdade e Amor. A realização da Verdade, temperada pelo Amor.

"O gado morre, os kindreds morrem,
Todo homem é mortal:
Mas o bom nome nunca morre
De alguém cujas obras foram bem feitas" Havamal - Verse 76"

Hospitalidade: Nada melhor para começar a falar sobre esta Virtude do que um Trecho do Havamal, as Palavras do Altíssimo:

"Fogo é preciso para o recém - chegado, para aqueles joelhos que estão congelados até as juntas; Comida e roupas limpas um homem que cruzou as colinas necessita." Assim, Você estará praticando Verdade, Coragem, fidelidade (pois você convidou, senão ele(a) não seria seu hospede), Justiça (igualmente, porque você o convidou e ele(a) cruzou colinas para te ver.) Mas Hospitalidade não é apenas Compaixão. Existem certas regras de hospitalidade as quais devem ser seguidas. O Havamal trata muito bem disso. Trata inclusive sobre como agir quando sob um eventual abuso de hospitalidade.

"Um hospede deve ser cortes
Quando ele vier a mesa
E sentar em previdente silêncio,
Seus ouvidos atentos,seus olhos alerta:
Assim ele protege a si próprio," Havamal-Verso 7 "

Laboriosidade: Esta em si já gera as duas próximas Virtudes. Trabalhar com Labor significa produzir. O oposto desta Virtude justamente com a próxima seria o Parasitismo que é viver as custas dos outros, sem ao menos tentar colaborar com algo.
Você trabalhar duro para ganhar o seu pão e poder assim, usufruir dele e dos seus frutos. Para tanto é necessário Coragem, Perseverança e Sabedoria, pois com tantos aproveitadores neste mundo, a Sabedoria é necessária para se atingir a prosperidade.


"É melhor Ter uma cabana pequena,
E ser o mestre em seu próprio lar:
Um bode e uma cabra e um teto encordoado
Ainda serão melhores do que ser um pedinte." Havamal - Verse 36 "

Independência(Auto-confiança): A base dessa virtudade é a liberdade. Liberdade de forma honrada.
Se vc se trata como alguém independênte, entretanto vive as custas de alguém para mante-la e nem se quer tenta ajudar, vc não está cumprindo está virtude.
Ser independênte é também assumir, quando algum erro foi seu e exclusivamente seu(da mesma maneira que os acertos se preciso comentar). Afinal vivemos em uma época que temos como religião dominante o "cristianismo" que trata os erros e acertos das pessoas a um ser chamado Lúcifer (de ruim) e Deus (de coisas boas), sem em nenhum momento pensarem que algo teve como origem elas mesmas.
Nós asafolks, valorizamos uma independência sem intrometimento ou seja, uma Democracia Anárquica. Se você não se mete na vida alheia, ninguém tem o direito de fazer o mesmo.

"É melhor Ter uma cabana pequena,
E ser o mestre em seu próprio lar:
Seu coração sangra no pedinte que precisa
Pedir por cada refeição para se alimentar." Havamal - Verse 37 "

Perseverança(Paciência): E como última virtude rsrs, a perseverança ou paciência, que é tão necessário, nessa época que estamos acostumados a querer tudo na hora.
Ser perseverante, é vc encarar um desafio, sonho, superar obstáculos sem desanimar ou desistir. É lutar sabendo que ao fim, por piores que sejam os problemas, se você tiver essa virtude em você, será vencedor.
Usar essa virtude, é saber que cada passo dado em direção de algo que deseja é importante, porém, lembre principalmente do primeiro passo. Graças a ele os demais foram permitidos de acontecer e consequentemente seu objetivo final.

Como exemplo, nada melhor que a perseverança de Lorde Wotan, para conseguir as runas:

"Creio que me pendurei na árvore batida pelos ventos
e lá me balancei durante nove dias e nove noites,
acutilado por uma espada
ensangüentada em louvor de Odin,
numa oferta de mim para mim.
Amarrado nessa Árvore,
homem algum sabe até aonde vão suas raízes.
Ninguém me deu de comer,
ninguém me deu de beber.
Desci às profundezas; e com um grito pungente,
apossei-me das runas; daquela arvore caí desmaiado." Havamal - Verso 138, 139"

Por aqui termina o resumo sobre as 9 nobre virtudes. Decorem-nas e tentem o máximo possível aplica-lás ao seu dia a dia. Afinal são a base de todo asafolk.

Odin blessadur, futuros asafolks e aos mais velhos em nossa fé!

quinta-feira, 20 de maio de 2010

As Origens das Runas


Texto retirado do site Casa do bruxo

Como informações históricas e arqueológicas, as runas se destacaram por um período que se estende de 200 A.C., até o final da Idade Média (e até o presente) em uma área da Islândia até a Romênia, do Báltico ao Mediterrâneo. Se levarmos em consideração que as runas nunca foram utilizadas como escrita de caneta e tinta, mas apenas como símbolos talhados ou gravados sobre madeira, osso metal e pedra, essa vasta extensão geográfica é realmente notável e diz muito a respeito de sua atração e durabilidade.

Há uma tendência a menosprezar as runas como sendo simplesmente a escrita da Idade Média utilizada por aqueles povos setentrionais que não foram convertidos ao cristianismo e, consequentemente, não aprenderam o monkalpha (alfabeto dos monges) ou alfabeto latino. Por muitas razões, isso é um infortúnio. Estigmatizar simplesmente as runas por serem um alfabeto pagão faz com que muitas de suas outras funções sejam negadas.

Em diversos momentos dos últimos 150 anos, os eruditos têm postulado uma variedade de origens para as runas. Uma das teorias advoga que elas sejam originárias da migração para o norte da escrita cursiva grega. Outra, que sejam baseadas no alfabeto latino, o que, pelo menos, tem mérito de destacar algumas similaridades superficiais nos formatos das letras, especialmente quando consideramos que as formas angulares das runas provêm do fato de serem talhadas e não escritas. Se fossem uma escrita de caneta e tinta, as semelhanças poderiam aumentar dramaticamente. A teoria citada com maior freqüência defende que as runas derivam de um alfabeto itálico do norte. Com certeza, quando a evidência arqueológica é levada em conta, isso parece ter alguma veracidade. Existem ainda outras idéias menos definidas que precisam ser exploradas. As runas apresentam também uma forte semelhança com vários símbolos do hallristningar, os símbolos do culto pré-histórico usados pelos povos setentrionais e registrados em gravuras em rochas. E não importa qual seja a origem das runas, existem a debatida questão sobre quem foi a primeira pessoa que realmente utilizou a escrita. Teria sido desenhada por uma comissão ou teria sido criada como obra de um único indivíduo inspirado? Provavelmente nunca saberemos e isso, por si só, aumenta o poder e o mistério da escrita rúnica.


- Douglas Phoenix -

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Asatrú - Introdução

Texto retirado do site Casa do Bruxo

A menos de mil anos atrás os antigos sábios da Islândia tomaram uma decisão. Sob pressão política da Europa cristianizada e enfrentando a necessidade de comércio, a assembléia nacional declarou a Islândia como sendo um oficialmente um país cristão. Dentro de poucos séculos os últimos remanescentes do Paganismo Nórdico, acabaram morrendo. Contudo, a Islândia era um país tolerante e os mitos, estórias, e lendas da era pagã felizmente não foram queimados, e com isso, acenderam o fogo das crenças pagãs em gerações posteriores. Em 1972, depois de uma longa campanha feita pelo poeta e Godhi (Sacerdote) Sveinbjorn Beinteinsson, a Islândia novamente reconheceu o paganismo nórdico como uma religião legitima e legalizada.

Hoje o paganismo nórdico, conhecido como Asatru ("lealdade aos Deuses" do nórdico antigo), é praticado em vários países além dos países escandinavos. O Asatru também faz parte do grupo das religiões neo-pagãs como o Druidismo, a Wicca, a Bruxaria Tradicional, a Stregheria, etc. Contudo, o Asatru permanece desconhecido pela maioria, até mesmo dentro da comunidade neo-pagã.

O mais importante para se lembrar é que o Asatru é uma religião. Não é um sistema de magia ou uma "Prática New Age". A palavra Asatru derivou-se do "As" (Aesir, família principal dos Deuses de Asgard) e "tru" (tru - true - verdade - confiança - lealdade). Ser Asatru é estar ligado com lealdade e confiança aos antigos arquétipos do norte da Europa, contudo, você pode pegar coisas de outras religiões e outros arquétipos e continuar sendo Asatru, basta você ter o panteão nórdico como o seu preferido e sua base nos princípios nórdicos. Outra coisa característica do Asatru é a condenação da conversão, como nas religiões missionárias tipo o cristianismo. Para o Asatru não existe "verdade absoluta"; cada pessoa é dona de si mesma e é capaz de escolher sua "verdade", nenhuma religião é errada. Asatru valoriza seus ancestrais, valoriza o estudo do passado e das origens e valoriza a guerra com sabedoria. O Asatru não é universal e não considera seu caminho como sendo o correto para todos, o Asatru acredita que há espaço para todos os arquétipos no mundo e que todos eles tem o seu valor. Baseado nisso, clamar que Zeus é o mesmo Deus que Odin é loucura.


- Douglas Phoenix -

 
Design by Free WordPress Themes | Bloggerized by Lasantha - Premium Blogger Themes | Hostgator Discount Code