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quarta-feira, 24 de abril de 2013

Verbum Sacrum: O passado era “lindo” e o futuro?


Percebe-se na atualidade uma certa idolatria aos pensadores do passado, uma valorização extrema de seus conceitos e tratados, porém, opondo-se ao que os pensadores em questão representavam, pouca novidade se observa no meio. “Como assim pouca novidade? E os zilhões de blogs, sites, grupos e etc.?”. Corrigindo-me, pouca novidade utilizável, aprofundada, embasada e afim.

Olhando historicamente percebe-se que na grande maioria esses homens estavam lutando não só pelo enriquecimento do conhecimento, mas também pela liberdade para que o pensamento livre pudesse produzir inovações. Muitos destes inclusive morreram por isso, ou tiveram vidas miseráveis em prol de sustentar esse ideal que na época era inadmissível.

Hoje o que se observa é que temos essa liberdade, muito mais recursos que os conhecidos e disponíveis naquela época e o que fazemos é pura e simplesmente manchar esse legado com uma infinidade de copias defeituosas, ou descaradas, idéias absurdas ou conteúdos de enorme pobreza mental sendo propagados aos quatro ventos e sendo utilizados como veículos de alienação. O ativismo dos estudiosos do oculto remete-se quando muito, a entrar em comunidades on-line, das quais a pessoa nem se faz voz, quiçá presente.

Grande parte dos que se interessam pelo assunto, parecem crianças com sonhos megalomaníacos, querendo soltar poderes e conquistar o mundo junto com o Cérebro e o Pink, quando na verdade não detêm se quer controle de si. Por muitas vezes desejam maldições como milagres e afastam milagres como se fossem maldições de tão tolos da realidade e cegos que estão. Não compreendem que nenhuma capacidade será compreendida ou desperta se não houver antes uma clareza mental, uma higiene cerebral para que enfim por meio desse veículo o entendimento se manifeste e finalmente possa ser exercido.

Aquém a isso ainda há a carência de preocupação social, o parco e miserável esforço que se observa para com a manutenção dos direitos que os pensadores a base do próprio sangue cultivaram tem caminhado para o abismo do abuso e da intolerância e nossa sociedade, manipulável e por tanto manipulada, caminha junto com tal atrocidade, levando, estranhamente, vários “ocultistas”, com ela. Estes que eram para ser donos de si, estão ajoelhados e servindo, como bons tolos que são , de bobos da corte para a mídia e redes sociais.

Não há mais ativismo e nem atividade em nosso meio, pouco se produz, pouco se faz, nada ou pior que isso é o que se quer. Observando assim é notório que houve um decréscimo na qualidade intelectual do nosso meio, e se isto é uma constante resta a questão, já que o passado sempre será o melhor que produzimos, como será o futuro?

Pense, aja e seja !
Progredir  Sempre!

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Verbum Sacrum: O manipulador e o manipulado


Existem muitas idéias sobre qual a melhor forma de se ascender a plena consciência, encontrar a mente primaria ou ainda a total compreensão, dentro dessas correntes muitos aspectos são difundidos e por muitas vezes pouco ou nada questionados,  quando o fato maior é que se nem bolo, se seguirmos integralmente a receita, sem acrescer de quaisquer toque pessoal, fica bem feito, quiçá a nossa própria lenda poderá ser preenchida pelo texto de outro.

Viver imbuindo-se de chavões e condições mais hipotéticas do que fatídicas não lhe propiciará grandiosos frutos. Pensar em signos, nomes e influencias planetárias, não te fará ter real domínio de si. Tomar sua razão de ser como pré-definida por um mapa astral e se obrigar aqueles padrões não é ser controlador de suas vontades e sim ser controlado por rascunhos e rabiscos sobre parábolas planetárias. Pensar que todas as conseqüências de sua infelicidade se justificam na má organização numérica de seu nome é atestar-se incompetente e inábil  de construir ou mudar sua realidade. Supor que rituais só podem ser executados as terças de tal dia do mês sobre a influencia de tal hora é como declarar que sua condição criativa como um todo e sua condição de reflexo divino é limitada e parca demais para gerar aquela energia ou manipulá-la de acordo com suas necessidades e, ainda pior, é supor que o tempo da vida, espera os caprichos da semana.

O verdadeiro caminho tem que ser escrito um passo de cada vez e com um outro nível de atenção tal que os detalhes não passem despercebidos. De nada adiantaria saber do futuro se não pudéssemos alterá-lo, de nada serviria entender a teia do destino se ela não pudesse ser reescrita. Não haveria razão para buscarmos a iluminação se ela não pudesse ser alcançada em qualquer vida e momento e não seria ela algo tão grandioso se estivesse limitada a nomes, apelidos e horas quiçá a qualquer parafernália que se compra industrialmente em lojinhas de umbanda.

É obvio que os escritos e as tradições tem sim seu valor, mas se o buscador não gastar um bom tempo interpretando e buscando a verdadeira compreensão sobre tais assuntos ele se tornará somente mais um religioso cego. Um alguém que esta diante da paisagem e não consegue apreciá-la por que pouco antes decidiu jogar seus olhos fora. Ele se achará dono de si, quando na realidade continua sendo manipulado, só que agora pela ilusão de ter vida.

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Verbum Sacrum: Sobre o que (não) é magia de verdade



http://www.tocadacotia.com/wp-content/gallery/poema-dos-olhos-da-amada/poema-dos-olhos-da-amada-3.jpgCompreende-se que o ocultismo visa um estudo de caráter investigativo cientifico a cerca das leis que regem o universo extra sensor ou supra sensor, ora alguns segmentos fazem releituras de conotações mitológicas ora de conotações empíricas, porem sempre visando essa compreensão a cerca da alma humana e suas condições de existência e nestes muitos anos, séculos e milênios, muitos autores e estudiosos, muito mais capacitados que eu, já tiveram em suas oras mais douradas a capacidade de transcrever grandes observações sobre tais leis e sobre as condições lógicas que cercam a origem das coisas.
Uma dessas observações que mais pode traduzir essa busca em que se resume o ocultismo é a de que uma mente menor não pode compreender em suas limitações toda a grandeza real de uma mente maior, ou seja, por mais próximo que um macaco possa chegar do comportamento humano, ele jamais será capaz de elucidar em faculdades acerca da nossa psique em toda sua complexidade, na realidade ainda se pode afirmar que uma mente não é propriamente capaz de compreender inteiramente aquilo que esta em seu próprio nível de existência, por que ainda hoje não conhecemos inteiramente as nossas próprias faculdades mentais em toda sua grandeza e talvez nem a do macaco em si, porem é fácil a uma mente de nível superior compreender algo que se encontra a um nível inferior a sua totalidade assim como também é possível a mente menor reproduzir ações de uma mente maior mesmo que não as compreenda perfeitamente bem (aplicável somente a questões mais simplórias esta ultima parte). É exclusivamente nestes argumentos que quero basear o que direi a seguir por tanto a compreensão deles é fundamental.
Observe caro leitor que muitas culturas aderiram ao conceito de verdade absoluta(redundância que seria o bastante para ser incomoda, ainda que não fosse uma falácia) , ou de detentores do segredo acerca do universo ou quaisquer outro chavão que convenha a esse gênero, pois bem, perceba que anterior a isto aleguei que, seguindo ainda a regra de correspondência tão bem explicada pelos herméticos, a mente inferior não consegue compreender a mente superior, pois assim facilmente observamos em nossa realidade e o que está embaixo é como o que está em cima, sendo por tanto nós, mentes inferiores, como em nossa ousadia gostaríamos de querer deter  quaisquer absoluta definição daquilo que se encontra em patamares superiores a nós? Ainda que mesmo libertos da condição mental humana ( o que garantidamente poucos fazem conscientemente e inteligivelmente) visitemos planos superiores e tenhamos diálogos com inteligências maiores, como disse a mente inferior é no máximo capaz de reproduzir coisas simplórias que vê alguma mente maior fazer e mesmo assim sem compreende-las totalmente.
Por tanto deve, o verdadeiro buscador, temer e até distanciar-se daquilo que define algo como verdade absoluta,pois se nos baseamos na busca por essa verdade, a própria busca já  torna-se ilógica uma vez que a verdade já foi encontrada. Nenhum cientista pesquisa a cura para algo que a cura já foi achada, no máximo se dá ao trabalho de achar uma forma de se otimizar a cura, mas isso significa que o composto curador não foi encontrado de fato e sim se sabe que entre a serie de compostos ali tem um em especifico que serve e por conta dessa filtragem dos excessos que ele se mantém naquela pesquisa. Colocando mais claramente, o máximo que conseguimos alcançar em nossas limitações são vislumbres do que seria essa verdade, jamais a verdade de fato, e dentro desses vislumbres buscamos otimizar nossa ótica sobre tal verdade e sobre o que a compõe, porem ainda estamos aprisionados a condição de mente inferior por tanto inerentes a capacidade de chegar inteiramente a condição dessa compreensão, porem cientes, que mesmo que a compreensão não chegue integralmente, quanto mais nos aproximamos dela, melhor lidamos com nossa realidade e com as leis que a infligem, permanecemos nesta busca.
 Compreende-se por tanto que o máximo que temos hoje é uma noção do que não é pertencente a essa verdade, porem nem de perto o que viria a ser a tal aclamada e proferida verdade, ou seja, qualquer um que alegue possuir tal preciosidade, esta passível de ser tomado por mentiroso, tolo ou iludido de si e do que o cerca.
Então caro leitor, ainda se tratando da qualidade da informação lhe digo que simplesmente vivemos em um mundo de ilusões e qualquer um que firme os pés em uma suposta verdade não passa de mais um iludido.Tendo em vista que ilusões viciam, sinto-me forçado a instruir-lhe que o primeiro passo para curar-se de um vicio é assumir-se como viciado, por tanto inicie essa busca ciente de que a única coisa que a humanidade sabe é que nada sabe, e o resto, bom o resto é ilusão.

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Universo Simbólico: Música: A Arma para o Corpo e a Alma.


Olá pessoal, o post de hoje vem mais como uma ferramenta adicional de auxílio já conhecida por todos nós, mas que são poucas as pessoas que a utiliza como instrumento específico para a defesa espiritual e corpórea. Abordo este assunto também, pelo fato de termos uma imensa quantidade de métodos para a defesa corpórea e etérea, mas que pelo nosso cotidiano e por nossas limitações particulares não nos permite executá-la, já que muitas desses métodos requerem medidas mais complexas e com a vida que levamos isso nem sempre é possível, porém uma coisa que tenho certeza é que a maioria de nós já experimentou as diversas sensações que a música ao longo de nossas vidas foi capaz de proporcionar. É com base nisso que descreverei algumas informações a respeito deste tema que possibilitará através de um método fácil e acessível e deveras conhecido, o nosso bom estado vibracional na nossa tão conturbada vida.

A Música religiosa é considerada uma das primeiras formas de Magiah incorporada para reestabelecer a conexão do homem com a Divindade, representando os sons da Natureza e reorganizando seu estado de espírito de acordo com as vibrações causadas por ela. Vibrações que estão presentes em todas as coisas desde pedras até mesmo em objetos aparentemente silenciosos e que de tão aguda é sua frequência sonora que nossos ouvidos são incapazes de captar, mas que suas influências em nossos corpos são sentidas de inúmeras formas, como é descrito na Tábua Esmeraldina por Hermes Trismegisto:

“Tudo está em eterno Movimento!”.



Os Nossos chakras possuem uma vibração específica que é capaz de mudar o nosso estado de espírito para melhor ou pior a depender do tipo de estímulo que lhe é dado. Digo Pior, pois estamos sujeitos a dualidade de energias espalhadas no Universo e os nossos corpos vibracionais tendem a sofrer várias influências e uma delas é a nossa própria colaboração para o desequilíbrio áurico através de nosso pensamento e energias que emitimos. E levando em consideração que “Semelhante atrai semelhante” é imprescindível que elevemos os nossos pensamentos e nos apropriemos de estados elevados em termos de vibração para que assim nosso campo áurico não venha sofrer devido as cargas energeticamente negativas que venhamos a atrair.

Nós não somos seres isentos de manipulações de energias externas, sedo assim, tudo nos manipula, porém o que não deve acontecer é essa energia nos manipular de forma negativa. Quando isso ocorre é necessário que um trabalho de defesa psíquica seja executado para o bem de nosso corpo etéreo. Não devemos aceitar aquilo que não provém do nosso estado natural de ser, daí mais um motivo para nos reequilibrar.

Manter o estado vibracional correto é a chave para não ser acometido por energias invasoras, e a música é uma ferramenta bastante poderosa e transformadora que se bem utilizada seus efeitos podem ser grandiosos. Músicas que nos transportam para outras dimensões, estas de segurança e paz, outras que nos livram dos medos e das incertezas, da timidez e da depressão e do baixo poder, até mesmo as que inspiram e que nos dão coragem para superar, enfim, sabemos qual mexe de fato como o nosso espírito e devemos utilizá-las com mais frequência em nossos ritos para alcançarmos o ápice das vibrações positivas.Elas Induzem estados alterados de consciência e já é bem conhecida por outras correntes religiosas como, por exemplo, do Xamanismo que utiliza de tambores para recriar estados espirituais para facilitar o “Religare”, e quando todas as sensações são realmente sentidas e apreciadas se tornam de fato verdadeiros rituais e temos a consciência de que rituais são extremamente protetores.

A Música também poder ser uma auxiliar não só para a mudança energética corpórea, mas também para a egrégoras de ambientes carregados, assim sendo uma arma muito poderosa quando sentimos que existe uma possível ameaça onde estivermos. Se por acaso sentir que está sob um possível ataque neutralize as forças com a música correta, já previamente escolhida, pois a escolha certa pode fazer realmente a diferença.  Saber cada acorde e estar equilibrado com suas notas e saber os ápices de poder musical provocam em nossos corpos sutis e físico os efeitos necessários para a defesa vibracional. Com isso iremos emitir uma vibração ideal e por consequência atrairemos a mesma força nos beneficiando.

Tenho sempre em mente que “Aquilo que não é meu, não me pertence!”, então, se recebemos um presente que venhamos a não gostar, o que podemos fazer? Devolver o presente a quem nos enviou. Sendo assim, podemos escolher com toda certeza ser influenciado por estados negativamente vibracionais ou não, dessa forma nunca estaremos vulneráveis para ataques de categoria simples.

Uma coisa importante é também não confundir os níveis de ataques e suas formas de utilização, pois se isso acontecer os danos podem ser grandes. Não confundir ataques de níveis mais avançados com os mais simples. Em todo caso, o que importa mesmo é o nosso bem-estar e o nosso equilíbrio. A Luz excessiva e o excesso de gentilezas e simpatias faz estagnarmos. Não devemos reprimir nossos instintos mais sombrios, pois se não conhecemos as nossas sombras acabamos atraindo as sombras alheias. De qualquer forma percebamos que tudo se trata de nossa própria escuridão, afinal difícil mesmo é devolver os presentes indesejados que nós mesmos nos ofertamos, sendo assim nosso verdadeiro inimigo somos nós mesmos, e nada melhor do que o autoconhecimento como receita para o nosso cotidiano Mágicko.

A Todos,

Pax, Lux et Nox!

 
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